Evolução masiana

“Pode-se dizer que em todas as épocas e no seio de cada povo a contabilidade contribuiu para o avanço da civilização… seu caminho jamais experimentou obstáculos…” Vincenzo Masi (1971, Pág 4).

Resumo

O movimento gnosiológico ostentado nos quatro últimos séculos pela contabilidade, sempre emitiu um caráter comum concernente à essência do seu objeto: o patrimônio das células sociais. A policromia de conteúdo cultural produzida pelas diversas doutrinas apresentaria pouca benesse na ostentação da essência contábil, quando se coteja todo este mosaico com a proposta emitida pelo patrimonialismo de Vincenzo Masi. O patrimonialismo foi a doutrina responsável para enaltecer a contabilidade, defendendo o seu método, objeto, partes, finalidade e tarefas. Aquilo que Aristóteles (384- 322) seria para a filosofia; Einstein (1879-1955) para a física e Comte (1798- 1857) para a sociologia, Masi seria para a contabilidade, devido ao seu vigor intelectual que produziu um efeito prolífico. O neopatrimonialismo contábil é, portanto, este efeito prolífico criado por Antonio Lopes de Sá, para aperfeiçoar as idéias patrimonialistas e garantir o futuro da contabilidade na filosofia do conhecimento. Por este motivo que o neopatrimonialismo, representa realmente, o ponto central de um progresso de nossa gnose, constituindo ser a verdadeira evolução masiana.

1.Início do conhecimento racional: do mito à filosofia

O primeiro intelectual, que a história registra, senão o primeiro filósofo que preconizou as atitudes racionais que ladeiam o espírito e o conhecimento epistemológico, foi Tales de Mileto (640-548) que não se apegava nos mitos como base de idéias, pois, eram um tanto insuficientes para com lógica se obter sinceras e rigorosas explicações dos fenômenos naturais, extranaturais e sobrenaturais, que existem no mundo visível.

Sabe-se que Homero (VIII a.C.) no auge de sua criatividade (Apud – Aranha e Martins, 1996) criou as epopéias (tal palavra significa “aquilo que se conta”; “lenda contada”) que eram uma personificação de seres, criados pela mente para explicação dos fatos sensíveis que provocam fascínios ao espírito. As historias Homéricas foram, como ainda são, importantes para a formação humana, contudo, se afiguram muito bem no caráter literário e imaginativo de obras escritas.

As lendas, epopéias, e mitos eram histórias criadas para explicar as coisas reais e visíveis, porém, se originaram da imaginação que em muito destoa do real, atarantando, por conseguinte, aquilo que é próprio para a razão estudar, comprovar e decifrar. O movimento imaginativo merecia ser aperfeiçoado, por uma atitude de sabedoria, ou amor à inteligência, que com auspicio, aspirava os efeitos sublimes das coisas que se dinamizavam e agiam no ambiente provocando diversos questionamentos.

A filosofia surge com este escopo: almejar e encontrar realmente as explicações dos fenômenos, em causa e efeito, decifrando e descrevendo como ocorrem e porque ocorrem; quais as suas características e qual a sua importância; a sua procedência ou derivação; tudo isto para usufruir e apropriar a essência das coisas, os acontecimentos e os objetos que se estuda. A filosofia foi uma evolução da mitologia; de certa forma, a sua substituição, porque se demonstrava mais proficiente na satisfação das necessidades humanas, principalmente, aquelas sublimes, relativas ao talento divino dado ao espírito humano racional.

Portanto Tales de Mileto (640 – 548) foi o primeiro filosofo que se tem noticia (também o primeiro racionalista, positivista, critico e cientista), dele provinha as primeiras emanações gnosiológicas, que fomentam a vida humana na perquirição rigorosa dos fatos ou fenômenos diversos em um ambiente específico.

Se cotejarmos Homero com Tales, veríamos grande distância de pensamento, porém, cada um foi nitidamente importante para a sua época; Homero contribuiu para a literatura; Tales para a ciência; um foi o progresso do outro, mas, ambos importantes para a vida humana, contudo, tudo se centralizou naquilo que buscamos: a razão científica e sua evolução.

A filosofia foi o primeiro naipe de evolução do conhecimento e sua lógica, em comparação com as epopéias da mitologia. A filosofia nasce com o cérebro humano, que postergando o inverossímil formal, busca o verossímil essencial, pela razão que se empenha em estudar as relações de um fenômeno fundamental. A proposta filosófica foi primogênita nas concepções cientificas, presente em todos os séculos, principalmente na idade moderna quando o estupendo talento racional extinguia a esdrúxula explicação vulgar das coisas terrestres pertencentes a este mundo sensível.

2. Evolução do conhecimento

A filosofia foi a representante da gnose científica em épocas antanhas, pois, com extrema relevância destacava os “primeiros passos” lógicos, sendo o alfa e o ômega do saber organizado, e continua, diuturnamente, o seu papel no aperfeiçoamento das concepções científicas, da qualidade lógica, interpretativa, axiológica e teórica do conhecimento; da metodologia científica e das ontologias diversas da “razão de ser” de uma ciência com nível superior.

A diferença de níveis cognitivos demonstra a evolução do conhecimento. Se compararmos os primeiros ensaios filosóficos com a aspiração atual, encontraríamos larga diferença; o nível de descobertas e comprovações do mundo atual denota um progresso muito grande no saber organizado.

Quando o bisneto de Charles Darwin (1803 – 1883) esteve no Brasil – o biofísico Richard Keynes (2005)- ele abordou que seu bisavô apesar dos poucos recursos tecnológicos de sua época comprovava a cinemática da crosta terrestre, mesmo quando não existia a mínima noção das placas tectônicas; a evolução existiria não somente nas coisas, mas, antes de tudo no conhecimento (O conhecimento evoluído comprovou mais tarde a teoria darwiniana, definindo, inclusive, características peculiares dos fenômenos de hereditariedade e genética, que seriam aspectos desta evolução).

Acreditava-se que a terra era o centro de tudo, contudo, Copérnico (1473 – 1543) considerava que a terra girava em torno do Sol; Kepler (1571 – 1630) concordava com tal tese e descobriu que a terra girava, porém de modo elíptico; por sua vez, Newton (1642-1727) descobriu também que a terra se movimentava em elipses, contudo, de forma assimétrica; portanto, três cientistas definiram fatores e fatos importantes; cada descoberta era essencial para a perfeição da outra, pois, representava uma evolução. Cada um deles aprimorou a idéia do outro resultando objetivamente no progresso do conhecimento e o maior beneficiado com tudo isto era o ser humano.

O estudo das menores partes derivou-se na descoberta das “figuras” – os átomos- na filosofia grega o que daria estudos meticulosos e formidáveis no futuro: as pesquisas empreendidas por John Dalton (1766 – 1844), resultaram na primeira teoria experimental sobre o átomo, contudo, as ilações de Joseph Thomson (1856- 1840), com as experiências realizadas no laboratório “Cavendish”, descobriu-se que o átomo não era indivisível, portanto, possuía também partículas; eram os prolegômenos da era atômica, da física nuclear; e, se observarmos a qualidade de conclusão desses dois pesquisadores, verificaríamos a existência de uma grande diferença no nível da descoberta, locupletando a evolução do conhecimento.

Se avaliássemos a diferença do pensamento e sua evolução em números matemáticos, presente, desde a descoberta da estrutura do átomo, até as partículas dos átomos mais definidas por Hideki Yukama (1935) veríamos grande progresso, ainda mais quando esta pesquisa passava a provocar inquirições de Ne`eman e Gell-man (1961), que propuseram a busca de uma partícula denominada “Ômega menos”, pois, esta auxiliaria na explicação das relações do átomo e da existência do universo. Foi uma grande evolução na física nuclear.

Um dos maiores epistemológicos do século passado: Gaston Bachelard (1884 – 1962) dizia que o novo espírito cientifico deveria buscar bases na matemática euclidiana e não euclidiana; Newtoniana e não-Newtoniana; Cartesiana e não-Cartesiana; não para anular as concepções antigas, mas, para aperfeiçoar o que já estava descoberto.

Realmente, uma das maiores mentes do século passado, o alemão Albert Einstein (1879- 1955), ganhador do prêmio Nobel em 1921, quando criava a sua teoria da relatividade, propunha quatro dimensões, ao invés das três já consagradas pelos cientistas anteriores; e para esta teoria, Einstein teve que se basear em uma matemática não-euclidiana, para assim conseguir revolucionar a ciência garantindo-lhe uma nova faceta.

O próprio Pascal (1623 – 1662) – gênio desde tenra idade, que provocava inveja devido à sua produção tecnológica e literária – quando escrevia sobre o vácuo, abordava que não existiria nada de novo que não já estivesse oculto nos livros antigos, portanto, dizia que só era possível aperfeiçoar e ultrapassar imitando aquilo que já estava proposto pelos antecessores da ciência.

A busca da substância das coisas e dos fenômenos sempre foi inquirida por grandes estudiosos que não se ocupavam da forma para embrenhar estudos, mas, da essência para fazer valer os esforços em conclusões eternas e não – perecíveis pelas discrepâncias do tempo. Apesar das verdades não serem sujeitas ao depauperamento, elas sempre foram aperfeiçoadas.

Se apropriarmos a descoberta dos raios-x feita por Rontgen (1845 – 1923) e as características destes mesmos raios em diversos elementos feita por Barkla (1917) verificaríamos uma prosperidade do conhecimento, uma evolução; a temática, porém, foi a mesma: ambos estudaram os raios-x; um foi a base para o outro, um progrediu mais do que o outro, um aperfeiçoou o outro; a distância de descoberta, do nível de observação e qualidade científica foi enorme, mormente isto não prejudicou aos dois na laureação do prêmio Nobel: Rontgen o ganhou em 1901(foi o primogênito no prêmio) e Barkla em 1917.

Aquilo, portanto, que foi esboçado e encetado por Tales, no final da idade média seria aperfeiçoado por Copérnico, Kepler, Pascal, Newton; na idade moderna por Hume, Locke, Bacon, Kant, Comte e na idade hodierna por Bachelard, Rontgen, Barkla, Gell-man, Ne`eman, Yukama, Einstein e outros; todos estes esforços só demonstravam uma inebriante evolução derivada do ímpeto de aspiração da verdade; o maior beneficiado foi o homem e a sociedade. Cada um destes gênios imputou à ciência um estado de apoteose; todos contribuíram com a razão dada divinamente ao homem para o seu próprio beneficio.

3. Evoluçao da contabilidade

A contabilidade surgiu com o homem. Mesmo quando a raça humana estava incrustada no antropóide a contabilidade existia; mesmo quando ele era um hominídeo havia a contabilidade; mesmo quando estava ele desprovido de dotes perfeitamente racionais existia a contabilidade, na prática no sentimento, na necessidade. A ciência contábil sempre existiu com o seu agente criador.

O uso de instrumentos, de coisas para satisfazer as necessidades humanas, eram as riquezas, como também a primeira noção patrimonial. A contabilidade era trivial nas práticas humanas.

A pré-história se divide em: idade da pedra e idade dos metais, ambas com a presença do homem inteligente e da contabilidade; a primeira destas manifestações contábeis é marcada pelo uso da pedra, a segunda pelo uso dos metais extraídos de rochas; todos estes períodos apresentavam resquícios da contabilidade.

Conforme a afirmação de Goody, Besta, Checherelli, Masi, Zappa, Figuier, Esteban, Cosenza, D`auria, Antinori, Mattesich, Vianna, Franco, Sá e muitos outros, a contabilidade se expressa concomitamente com as descrições mentais do homem e sua atividade patrimonial, portanto, digo que nossa ciência apareceu junto com o homem.

Na época clássica a contabilidade (Apud – Masi 1971) seria elevada a “logos” (lógica, conhecimento) sendo depois uma “rationandi scientia” (ciência racional) no estudo de suas contas, nas aplicações de orientação aos empreendimentos de capital público e privado; no auxilio governamental e privado nas trapezas de acordo com D`auria (1959) – tal como eram chamados os bancos na Grécia antiga – e nas famílias que também escrituravam e praticavam os registros contábeis conforme nos relata Cosenza (2003).

A idade média foi marcada pelo “método doppio” (método das partidas dobradas); vemos a presença de balancetes, demonstrações, balanços que expressavam os sistemas patrimoniais com os seus respectivos estados, demonstrando também fenômenos e fatos diversos derivados de ambientes específicos conforme nos mencionou Amorim (1970; 1996). A relevação, o levantamento patrimonial alcançava destaque e positivo relevo; os modos de se produzir balanços exigia o rigor da técnica, da apuração aritmética, da experiência que eram bases do conhecimento contábil. Como a informação era difícil de ser produzir ser tornava mais importante a sua realização, portanto, o objetivo da contabilidade era informar, já que se estava na “Era da informação”.

Contudo, no século XIX os estudos contábeis passariam a ser realmente “estudos”, porque se consolidava o pensamento que não era suficiente informar sem entender o que significava a informação. Traduzindo os informes penetrava-se melhor na essência patrimonial, porque o objeto da contabilidade não era a informação, mas, o fenômeno que a causava.

Ou seja, o que a ciência estuda não são as informações, mas, os fenômenos como dizia Masi (1968): as ciências estudam os “Fenômenos físicos”; “Fenômenos químicos”; “Fenômenos estatísticos”; “Fenômenos sociais”; “Fenômenos jurídicos”; “Fenômenos sociais”; “Fenômenos administrativos”, e, possivelmente “Fenômenos contábeis” que mais tarde seriam designados também de “Fenômenos patrimoniais”.

A informação poderia ser objeto de uma ciência, quando esta não utilizasse aquela como instrumento ou meio de finalidade, mas, objeto. O francês Le coadic (1996) dizia que existe uma ciência da informação e esta não seria a contabilidade. A contabilidade não é uma ciência da informação, pois, não tem esta como objeto.

O objeto de estudo da contabilidade não é a informação, porque esta é utilizada como meio, ou seja: a informação na contabilidade é um caminho para se chegar ao seu fim cientifico. A informação na contabilidade é uma simples forma de uma essência que transparece os chamados “Fenômenos Patrimoniais”.

Quando se destacou esta verdade, a contabilidade evoluiu, deixando a prática de informar para os “cérebros eletrônicos” – na concepção de Masi (1968)-, imputando ao mesmo tempo a atividade de raciocinar sobre os fenômenos patrimoniais para o cérebro dos contadores.

Portanto, se cotejarmos este estofo de evolução na contabilidade – primeiramente no instinto e prática vulgar, depois elevada a “logos” e raciocínio de contas, logo entendida como relevação, para a ciência dos fenômenos patrimoniais – encontraríamos um mosaico de diferentes posições marcadas em ordem crescente por um grau de progresso que nos causa espaventos de satisfação.

Se compararmos a evolução contábil na idade da pedra para a idade dos metais, desta para a época clássica, depois para idade média, moderna e contemporânea, teríamos um largo diferencial de pensamentos que assumem diversos naipes de acordo com os tempos específicos. Muitas vezes os períodos apresentavam um progresso disfarçado, porque de real transformação existia pouca conspicuidade.

As doutrinas contábeis, a maioria delas – aquelas nitidamente cientificas- em vez de preconizarem o verdadeiro objeto contábil, aduziram a este uma matéria correlata, instrumental, parcial e negativa muitas vezes; faziam isto às vezes até inconscientemente para defenderem com espartanismo a forma (algumas vezes sem distinguirem esta), mais do que a essência contábil.

Foi o fato de preconizarem os “Fenômenos jurídicos”; “Fenômenos econômicos”; “Fenômenos estatísticos”; “Fenômenos sociais”; “Fenômenos instrumentais”; “Fenômenos administrativos” (e estes muito semelhante aos fenômenos contábeis) mais do que os fenômenos de nossa ciência, aqueles nitidamente patrimoniais, que a autonomia da contabilidade não existiu nas doutrinas pré-patrimonialistas ou pré-masianas de maneira ostensiva.

A riqueza dos empreendimentos sempre motivou os registros e os critérios da informação, e não os registros que motivaram a movimentação da riqueza – se faço uma folha de pagamento esta nunca motiva a movimentação patrimonial, pelo contrário esta somente existirá porque haverá uma movimentação de bens numerários, alterando a riqueza e o fluxo de bens-; o registro é histórico, porém a ocasião de ocorrência de fenômenos não é intermitente.

Uma confusão entre as matérias instrumentais e correlatas que se centralizavam na forma, eram mescladas com a essência contábil, permutando esta com aquela (a forma); este amalgama só conseguiria provocar um roldão na mentalidade contábil, imputando a esta até os méritos cósmicos, como se fosse um ramo da astronomia.

A filosofia da ciência que faz a contabilidade ser uma gnose pura, não permite posições ecléticas, derivadas de um sincretismo cientifico devocional; a ciência existe, mas, de maneira lógica e não proveniente de uma “pseudológica” que acontece quando se utiliza a extralógica sem as cautelas necessárias.

Assim nesta mistura ou “mexido” intelectual as doutrinas contábeis surgiram e alcançaram grande vislumbrância cientifica, porém, não conseguiram adentrar totalmente na essência com o ímpeto principal dos seus discursos – apesar de ostentarem pontos da pura contabilidade – a matéria contábil passaria a não ser contábil quando se tratava da mesma.

Tudo isto derivou naqueles importantes movimentos já consagrados do personalismo, aziendalismo e controlismo que ultrapassaram a forma contábil, contudo, sem penetrar na sua essência que seria retratada no exaustivo e grandioso estudo dos infinitos fenômenos patrimoniais.

4. O patrimonialismo

Das doutrinas do século XX, a que mais destacou a essência contábil inclinada para os fenômenos patrimoniais, utilizando as informações como instrumentos, sem confundir nossa gnose com as disciplinas correlativas, ganhando desta maneira inúmeros adeptos em todo o mundo com profunda supremacia foi o patrimonialismo de Vincenzo Masi.

Masi nasceu em rimini em 1893(Apud – Guimarães 2005); lutou na primeira guerra mundial; foi discípulo de Fábio Besta (1845 – 1922) criador do controlismo (Apud – Sá 1997); Vincenzo foi autor de inúmeros livros que incluíam as suas idéias patrimonialistas; dedicou a sua vida à contabilidade cientifica vindo a falecer aos 84 anos de vida em 1977.

A teoria de Masi provocou estrépito nas cadeiras cientificas da contabilidade, do mesmo modo que a teoria Pavloviana causaria repercussão na fisiologia e psicologia, e a teoria einstaniana causaria na física, portanto, cabe dizer conforme aconselhamento de Sá (1997) que o patrimonialismo é uma teoria Masiana.

O que Masi provocou no mundo contábil foi privilegiar a essência patrimonial acima de qualquer caráter formal, pois, o patrimônio sempre foi o objeto da contabilidade, porque ele que motivava o registro; tal foi uma das categóricas afirmações do mestre (1968, Pág 33):

“É bem sabido que da contabilidade “foi dado um grandíssimo número de definições e de modo muito diferentes foram entendidas a sua tarefa, o seu objeto, as suas partes, os seus método, as suas relações como os outros ramos do saber: todavia, através da diversidade das direções e dos sistemas, ela conservou um caráter fundamental… Desde os tempos mais longínquos teve por objeto o patrimônio aziendal…”

Defender a contabilidade de posições esdrúxulas, de conceituações diversas, de caráter confuso, que não permitiam que ela fosse uma ciência, mas, uma “sub-ciência”, um “pseudoconhecimento”, uma “semiciência” que só consistia em informar foi a missão de Masi. A doutrina masiana se empenhava em solidificar a contabilidade em um rosmaninho cientifico alheio às rugosidades que atentavam contra a sua estrutura, que queriam firma-la como prática e não como um conhecimento.

Uma das afirmações de Masi (1968, Pág 33) que dignificava o ramo contábil como um conhecimento que realmente estudava e não praticava singelamente as contas, registros e demonstrações como única proposta, para também analisar, investigar, comprovar, explicar e entender o patrimônio foi a seguinte:

“… o aprofundamento das pesquisas de contabilidade, que tiveram acentuadamente na Itália na segunda metade do século transacto, uma grande renovação, evidenciou-se bem depressa que, limitar a contabilidade nos confins da assim chamada “ciência das contas”, como antes foi definida… era querer limitar o objeto e as finalidades de um ordem de conhecimentos que, com a ampliação das aziendas, com a multiplicação das trocas, o desenvolvimento da indústria e dos tráficos… tornaram-se sempre mais vastas e complexas… Daqui a necessidade de estudar o patrimônio e os fenômenos que apresenta…”

Destarte, penetrando na essência do patrimônio, no âmago da sabedoria contábil, Masi (Apud – Viana 1971, Pág 86-87) definiu aspectos de observação do patrimônio aziendal:

Estática Patrimonial= estudo da estrutura patrimonial em dado momento
Dinâmica Patrimonial= estudo dos movimentos e fenômenos patrimoniais
Relevação Patrimonial= estudo dos critérios, métodos e instrumentos para mensuração e levantamento das demonstrações patrimoniais.

Para Masi (1968) a revelação patrimonial era um meio para se fazer conhecer os fenômenos estáticos e dinâmicos, a fim de prover conclusões dos seus diversos estados de sanidade, seja com relação à capacidade financeira, seja na capacidade lucrativa, no desempenho de giros, nos aspectos de definhamento ou prosperidade, no escopo de capitalização e fortalecimento do capital; como que no estudo dos comportamentos das dividas e financiamentos; tal como os demais fenômenos que causam efeitos diversos na substância patrimonial.

Defendia então o mestre italiano (1969, pág 22) criticando especialmente os aziendalistas, na figura de Zappa (a critica na Itália se realiza pelas idéias ou incompatibilidades de pensamentos e não de pessoas, porque Zappa também foi um grande mestre da contabilidade) que queria “dignificar” a contabilidade deixando-a no terreno exclusivo da relevação esquecendo inclusive da “ciência contábil” preconizando a “informação contábil” acima do produto intelectual que desta se poderia derivar. Quando se permuta aquilo que é essencial à contabilidade para imputar a sua forma instrumental, o que se faz é lança-la num enxurdeiro fétido: “A Contabilidade, a verdadeira Contabilidade, a grande Contabilidade, portanto, está por isto morta: Zappa, Itália, é bem sabido, quase a não denomina Contabilidade, mas “relevação”, como capítulo daquela maior ciência que seria a Economia Aziendal.”

Quando Masi já possuía larga idade, estava querendo aperfeiçoar o patrimonialismo e a contabilidade, sentira ele a morte chegar – porque pouco era o seu tempo nesta realidade – expondo o seu problema a Sá (1997), disse que queria uma ampliação em sua doutrina, nos seus aspectos principais; evolução que se encontrava facilmente em outras ciências como resultado do aprofundamento indagativo e das posições intelectuais que se aprimoram com o tempo e a modernidade.

5. A evoluçao masiana e o neopatrimonialismo lopesista

O conhecimento contábil deveria ultrapassar as barreiras do tempo e do espaço de maneira a ser invulnerável às transformações sociais e se tornar uma “maneira de pensar, entender e explicar” cientificamente sem ser vetusta ou incapaz de atender às necessidades sociais e do capital, neste intuito que foi criada a “Teoria Geral do Conhecimento Contábil” na década de 90 do século XX como base de um neopatrimonialismo.

A escola patrimonialista de Masi há mais de quinze anos após a sua morte necessitava de um estuque para se fortalecer mais, considerando que o aziendalismo já quase extinto não ofereceria perigos, porém o pragmatismo anglo-saxão se tornava extremamente pernicioso, porque fazia regredir o conteúdo gnosiológico contábil na forma patrimonial: a informação.

Como a informação é um instrumento a serviço da contabilidade e existia também em outras ciências que não a estuda como objeto, o pragmatismo agredia a essência contábil apresentando um viés: em vez da informação estar a serviço da contabilidade, esta passava a ser submissa àquela.

A informação era um instrumento a serviço da contabilidade, contudo, o pragmatismo acredita que a contabilidade é que está a serviço da informação. A contabilidade serve a informação, portanto, submissa, só informa, e esta tem sido a concepção dos pragmatistas, que confundem a sabedoria do conhecimento contábil com os informes, desconhecendo as idéias de Masi e muitos outros.

Para complicar o roldão, como se não fosse suficientemente absurdo, progrediram os pragmatistas no estudo superficial das contas e classificações do Patrimônio, oferecendo conclusões suspeitosas por nada concluírem embaralhando ainda mais o conteúdo contábil conforme denunciou Nepomuceno (2003; 2005). A conclusão dos pragmáticos propõe mais dúvida do que certeza, por objetarem a quimera como meio empírico de alcance sub-ínfimo.

E, para completar a quizila, tais pragmáticos tem os cargos de gala nos órgãos internacionais normativos cuja autoridade foi imposta sem fundamento ou justificativa, pelo próprio punho de seu país de origem: os estados Unidos da América, onde participam diversos membros sendo a maioria norte-americana, todavia, temos a participação de outros países, porém, não sei como é processado o controle de produção de normas, mormente, quem tenha o real direito de voto.

Portanto, caro leitor, querido colega, a contabilidade rotunda neste ambiente perigoso; estranho, sujeita às normas de informação subjetiva, que acabam deformando as demonstrações contábeis – como bem expressou Parma (2002) definindo a “escola” pragmática como “ocaso” por formarem os maiores cultores do pedantismo do mundo (basta lembrar o escândalo da empresa Artur Andersen, firma de auditoria, que foi acusada de atos ilícitos na camuflagem das informações contábeis).

Porém, apesar das afirmações feitas anteriormente, que expressam as tentativas de se macular a ciência contábil, na década de 90 do século XX, Sá (1992) lança as bases do Neopatrimonialismo doutrina que busca as essências dos estudos contábeis, ou seja: os fenômenos patrimoniais. Tal escola surgiu para aperfeiçoar as idéias de Masi como um produto da evolução de nosso conhecimento e também para fazer rigorosa oposição aos pragmatistas que gostariam de depreciar a contabilidade (o que não conseguem fazer).

O neopatrimonialismo busca aprofundar a doutrina patrimonialista naquilo que é atinente aos aspectos de observação dos fenômenos patrimoniais: a estática, a dinâmica e a relevação. Tal doutrina aprofundou a dinâmica patrimonial de Masi que a definia como um conjunto de fenômenos que provocavam transformação e variação.A doutrina Neopatrimonialista imprimiu na dinâmica uma posição mais holística, sistemática e funcional. A dinâmica patrimonial é um processo de movimentação que se interage sistematicamente criando e agilizando oito funções, a saber: a liquidez (função de pagamento), resultabilidade (função lucrativa), estabilidade (função de equilíbrio), economicidade (função de vitalidade), elasticidade (função de crescimento), invulnerabilidade (função de proteção), produtividade (função de aproveitamento), socialidade (função de corroboração com o ente-humano e social); todas estes exercícios são sistemáticos e acontecem ao mesmo tempo de forma hereditária e interativa.

Para o neopatrimonialismo a estática como era definida pela doutrina masiana foi aperfeiçoada: a estrutura era estudada por relações, agora se utiliza os “modelos proporcionais” produzidos pelo método de identidade; tal meio racional é um passo muito grande para a definição de modelos ideais de comportamento patrimonial e representa, portanto, um avanço substancial e significativo na prosperidade do capital de funcionamento.

A relevação não é excluída pela doutrina neopatrimonialista que preconiza o estudo dos fenômenos patrimoniais pelas relações que o formam; são três: as essenciais (que definem a natureza do fenômeno), dimensionais (que mensuram o fenômeno) e ambientais (que originam o fenômeno). A informação contábil possui o seu valor, mas o neopatrimonialimo não dá a contabilidade o epíteto de “ciência da informação”, porque seria uma pelintra para os informes; para tal doutrina, a informação é uma medida aritmética e dimensional da riqueza e não pode ser camuflada para atender aos seus usuários ou utentes.

Portanto, retratei logicamente e com absoluto epítemo algumas questões básicas sem esgotar o assunto, sobre os aspectos da doutrina contábil patrimonialista e neopatrimonialista, no campo da contabilidade pura; uma teoria aperfeiçoa a outra; uma ultrapassa a outra melhorando; o novo patrimonialismo é realmente a doutrina moderna da contabilidade que substitui a doutrina masiana sem exclui-la. Posso considerar realmente que o neopatrimonialismo é produto da evolução masiana senão seu próprio progresso.

6. Neopatrimonialismo e o futudo da contabilidade

Aquilo que Masi (Apud – Sá 1997) havia sonhado: em ter um patrimonialismo melhorado que não se contivesse na célula social, mas, que a ultrapasse a mesma sem exclui-la; de aprofundar as idéias patrimonialistas escrutinando as razões dos fenômenos patrimoniais; de manter a gnosiológica contábil centralizada no estudo, orientação e explicação em vez da rotina prática; de manter o centro da atividade profissional no intelecto e não nos papéis; de ter uma posição que formasse o pensar perdurando a razão ou o raciocínio do espírito, foi concretizado no Neopatrimonialismo.

A doutrina Neopatrimonialista garante uma forma de pensar, entender, estudar e explicar o objeto da ciência contábil como nunca antes foi feito e nunca depois será desfeito, mas, melhorado pela contafilosofia. Qualquer neopatrimonialista, ou melhor- com mais ousadia- qualquer aluno sem experiência em escritórios poderá adentrar nestes ambientes e saber mais contabilidade do que qualquer outro individuo que possua a prática, porque o conhecimento puro independe dessas condições.

Os dados “frios” sem conceitos não possuem valor algum, isto quem afirmou não foi eu ou qualquer outro profissional contábil, mas, um dos maiores filósofos de todos os tempos, pois, apesar de não ser contador, Kant (1724-1804) dizia tais palavras em sua critica ao conhecimento porque valorizava a alma e o espírito e não a carne ou a forma.

Tudo isto, porque, não basta ter informações se não decifra o seu conteúdo ou o dimensionaliza corretamente, porque o contador não gerencia a informação, mas, o conhecimento; o contador não é “Gestor da informação” e sim “Gestor do conhecimento” patrimonial baseado nas mais modernas doutrinas da riqueza.

A fundamentação da razão de uma ciência, de sua lógica, permanece imperecível durante os tempos. O caráter essencial da ciência nunca se perde. No direito ao observarmos os esforços filosóficos de Miguel Reale (1998) em garantir fundamentos sólidos de sua disciplina, veríamos tamanha deferência à ciência (falo sobre este mestre brasileiro por homenagem ao seu labor para o conhecimento geral, para a academia, e a intelectualização de nossos patriotas, em razão do seu falecimento no dia 13 de abril deste ano; tal mestre foi um dos maiores das ciências jurídicas brasileiras e internacionais).

A contabilidade amparada pela doutrina neopatrimonialista tende a refutar as mazelas que interferem no seu conhecimento puro e essencial para almeja a filosofia, garantindo um futuro próspero na análise multidimensional dos fenômenos ou fatos patrimoniais no sentido holístico e infinitesimal.

O futuro da contabilidade consiste nisto: na apropriação da evolução Masiana que se solidifica no neopatrimonialismo, para assim buscar e manter em vigas sólidas as verdades de nossa ciência, na intelectualização de nossos profissionais no esboço estrutural e dinâmico de modelos de comportamentos da riqueza e do funcionamento do capital organizado das empresas e entidades sociais, do organismo econômico.

7. Conclusão

A evolução gnosiológica existe em todos os conhecimentos organizados, que se estratificam em ramos e escalonam a ciência geral; todos movimentos doutrinários, teorias, hipóteses, leis científicas provinham de uma base que era fundamentalmente contestável, que, por conseguinte, providenciava novas verdades ou concepções melhoradas sempre em auxilio do homem e da humanidade e da perfeição de idéias.

Na contabilidade não foi diferente: a distância de pensamento existiu em todas as épocas na ordem crescente, contudo, a essência patrimonial foi destacada pelo patrimonialismo como auge de um evolução, que necessitava também de aperfeiçoamento somente encontrado na doutrina neopatrimonialista, que busca o ápice das razões dos fenômenos patrimoniais.

O neopatrimonialismo é o resultado lucrativo ou positivo da evolução masiana que garantirá o futuro da contabilidade, não nos meios de relevação que lhe servem como instrumento e demonstração, mas, no estudo racional e organizado dos comportamentos patrimoniais, auscultando o seu estado e definindo decisões para o perspícuo funcionamento do capital, a fim de que alcance a eficácia constante, garantindo a prosperidade e satisfação das necessidades humanas e sociais.

Bibliografia

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Chaves da Silva Rodrigo Antonio. (2007, enero 16). Evolução masiana. Recuperado de https://www.gestiopolis.com/evolucao-masiana/
Chaves da Silva, Rodrigo Antonio. "Evolução masiana". GestioPolis. 16 enero 2007. Web. <https://www.gestiopolis.com/evolucao-masiana/>.
Chaves da Silva, Rodrigo Antonio. "Evolução masiana". GestioPolis. enero 16, 2007. Consultado el 22 de Junio de 2018. https://www.gestiopolis.com/evolucao-masiana/.
Chaves da Silva, Rodrigo Antonio. Evolução masiana [en línea]. <https://www.gestiopolis.com/evolucao-masiana/> [Citado el 22 de Junio de 2018].
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