O balanço e as informações foram pensados para os usuários externos
da organização, mas, são ferramentas úteis para a tomada de decisão dos
empresários na gestão do meio ambiente natural.
Segundo Lopes de Sá, ¨Balanço ambiental, aquela demonstração das contas
que evidencia as relações do patrimônio com o meio ambiente ou da
natureza¨. (Ver Considerações gerais sobre a Contabilidade aplicada ao
meio ambiente natural, www.lopesdesa.com.br).
ATIVO AMBIENTAL
No Balanço ambiental, os ativos ambientais são as aplicações em meios
patrimoniais que são utilizados para a preservação ou recuperação do
meio ambiente natural, ou, os bens disponíveis da empresa que servem
para a preservação, proteção e recuperação do meio ambiente natural; as
máquinas e instalações que possibilita a redução da contaminação
ambiental.
As aplicações em pesquisas e desenvolvimento de tecnologias em longo
prazo que preserve o meio ambiente exigem bons capitais e esforço, mas,
seus resultados são evidentes em curto prazo.
PASSIVO AMBIENTAL
No referido balanço são passivos ambientais as obrigações com terceiros
a curto e em longo prazo para aplicações na natureza para amenizar os
danos causados pelo processo produtivo da empresa no entorno ecológico.
A contaminação do solo e das águas subterrâneas é um dos mais graves
passivos ambientais. A contaminação do solo pode trazer risco para a
saúde pública de várias formas por contato com a pele, por inalação, por
emissão de gases tóxicos, também, pode contaminar as águas subterrâneas
ou contaminando cursos de água de superfície.
Há, também, passivo ambiental quando há penalidade imposta por
legislação ambiental, por contaminação do meio ambiente e, ou, à
propriedade de terceiros.
Deve-se tomar medidas efetivas na proteção do meio ambiente natural por
uma gestão séria e responsável e que leva ao desenvolvimento sustentável,
isso é, a prosperidade patrimonial da célula social sem agressão a
natureza.
A maioria das empresas ainda não entendeu o papel do Balanço Ambiental.
Ele deve ser um instrumento de comunicação com a sociedade, necessita
ser mais bem compreendido e utilizado pelas empresas na gestão
ambiental. É, ainda, percebido como um documento para órgão ambiental ao
invés de um documento demonstrativo à comunidade.
O balanço ambiental deve apresentar, isto é o desejável, o que
efetivamente foi feito para controlar o impacto ambiental pelos resíduos
do sistema produtivo, senão poderão ter, até, um aumento de custos
ambientais (como tratamento de resíduos e riscos ambientais).
Há uma crescente conscientização mundial da necessidade de encontrar
soluções para diminuiu o impacto ambiental deixado pelos resíduos dos
produtos manufaturados. As empresas procuram adaptar-se a esta nova
realidade com os anseios de preservação, se quiserem ser competitivas
num mercado cada vez mais exigente pelos consumidores por um planeta
limpo.
O Balanço ambiental torna-se, assim, uma peça importante para os
empresários na gestão do meio ambiente natural, um aliado do Órgão
Ambiental, das ONGs ambientalistas e do Greenpeace.
Werno Herckert, Contador, Membro da Academia Brasileira de Ciências Contábeis, Membro da Associação Científica Internacional do Neopatrimonialismo.
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