Filosofia da contabilidade

Longo foi o curso do pensamento contábil no passar dos séculos, desde a “pré-conta” na idade da pedra, até o inicio da fase cientifica, quase na metade do século XIX com a obra do francês, J. P. Coffy (1836). Diversas foram as abordagens sobre o objeto contábil, mas a autonomia da qualidade cientifica da contabilidade se deve a Vincenzo Masi, que no inicio do século XX lhe abstraiu, como objeto, o patrimônio das células sociais. Com a definição de objeto e método especifico, a contabilidade passou a caminhar célere buscando maior alcance cognitivo, a teoria Contábil, então, passou a ser tratada com mais veemência e diversas foram as buscas das essências de nosso conhecimento, surgindo aqui, portanto, o papel da filosofia da contabilidade, como resultado desta aspiração. A filosofia da contabilidade busca raciocinar com coerência a essencialidade, dimensionalidade e ambientalidade dos fenômenos patrimoniais, buscando explicações e interpretações holísticas, que ultrapassam os rigores do espaço e do tempo. A filosofia da contabilidade é, pois, imprescindível e relevante, não somente para a reflexão rigorosa da certeza de nosso conhecimento, mas para também aprimorar a grandeza cultural que a contabilidade adquiriu e transmitiu, por tantos milênios à humanidade.

1.Introduçao

Uma abordagem filosófica em nosso conhecimento é, pois, uma atitude plausível e imprescindível, ainda mais, no tempo hodierno aonde existe um “sincretismo” que invade os campos demarcados de nosso conhecimento, emitindo um amalgama surpreendente de visão cientifica, que confunde a verdadeira visão contábil relacionada com o seu verdadeiro objeto, exigindo assim uma ostentação rigorosa da certeza e qualidade de nosso método e objeto de estudos e indagações.

A posição filosófica exige esta posição: A de buscar as razões, os critérios, os fundamentos de uma ciência especifica. Como a contabilidade é uma ciência, ela poderá ser abordada filosoficamente, quando se busca contextualizar criticamente todo o arcabouço cognitivo que os pesquisadores contábeis emitiram no passar dos séculos.

A filosofia surgiu de uma necessidade importante: a aspiração de explicar e entender o universo em que vivemos, a vida que temos, as coisas que existem, os processos existentes, os fenômenos perceptíveis e não perceptíveis, de forma a fugir das interpretações fantasiosas relacionadas com o mito, ou com os pensamentos quiméricos que o ser humano, todavia, utilizou com abundancia, no auge da produção de sua criatividade.

Um dos grandes filósofos do período considerado como clássico pelos filósofos (pois, neste período surgiriam grandes gênios do saber), foi Sócrates (V a.C.), que apesar de não ter uma aparência muito atraente, como dizem os historiadores, possuía o dom da oratória e da critica, que persuadia milhares de indivíduos que ouviam os seus discursos e idéias (Praticamente a filosofia grega se divide na figura de Sócrates, ou seja, antes, durante e depois deste mestre).

A postura de Sócrates em seu tempo, era a de ser um pensador que buscava o conteúdo de seu conhecimento, ele questionava e criticava, não era um homem com fortes poderes públicos (além de sua popularidade), mas, possuía talentos cognitivos admiráveis, mesmo com a sua incrível inteligência, ele dizia que “nada sabia”, postura admirável, que, inclusive, não permitiu que reconhecesse os “deuses” de sua época e “subvertendo” a juventude, com suas idéias, foi condenado à morte.

Quantas vezes uma postura filosófica, nos infere com agressões ou incompreensões? No entanto, o exemplo de Sócrates deve ser seguido pelos indivíduos que amam o seu conhecimento e buscam as bases que fomentam o mesmo, para assim o tornar mais prospero e avançado através da filosofia (Aliás, a palavra filosofia significa “amor à sabedoria”).

As influencias dos poderes, podem, contudo, destruir a forma de expressão filosófica, mas nunca prejudicar a essência da sabedoria pura (Foi o que aconteceu com Sócrates, mataram o seu corpo, mas não destruíram o seu pensamento, sendo que mesmo no dia de sua sentença de morte, discutia com seus discípulos, a questão da imortalidade da alma).

Este trabalho tem este intuito, o de buscar uma posição filosófica do conhecimento contábil, explicando, interpretando e discutindo o seu método, o seu objeto de estudos, o seu grau de rigorosidade, sua evolução no tempo, suas doutrinas, suas concepções modernas e a sua qualidade gnosiológica, que surgiu como produto de reflexão e maturidade dos insignes pensadores da historia contábil.

2.O que é a filosofia

Muitos pensam que a filosofia é uma disciplina, abstrata, subjetiva, contudo, esta afirmação não condiz com a realidade. A filosofia, obstante, não está á margem de tudo o que acontece, no universo objetivo e real do conhecimento, apenas para emitir observações de aspectos que traduzem conclusões e paradoxos.

A filosofia pode e é considerada, como uma visão sublime do conhecimento, ultrapassando, aquela forma vulgar de interpretação (doxa), para buscar uma abordagem mais avançada e perfeita (episteme). O píncaro mais alto de um conhecimento só é alcançado pela visão filosófica.

Portanto, a filosofia seria uma visão critica e contextual de um movimento gnosiológico, buscando o grau de certeza, valor, qualidade do mesmo (o estudo da rigorosidade de todo o aspecto de um conhecimento cientifico, é definido como epistemologia, que largamente é utilizada pela filosofia).

No entanto, a filosofia é uma disciplina teórica. A teoria segundo Manoel da Silva Santos (2001) provém do termo grego “Theos” que significa Deus, ou seja, a teoria é uma visão divina, profunda, espiritual daquilo que se vê com os olhos físicos. Mas, acima de tudo a filosofia é uma atitude, pois, exige “ação” e postura da parte de quem contextualiza e aborda o determinado tipo de conhecimento.

É de suma utilidade a posição filosófica, ainda mais, nos dias de hoje, aonde existe posições que emitem mesclas de conhecimentos definidos, misturando gnoses, que possuem pontos de vista diferentes, provocando deste modo, uma incrível confusão e prejuízo na mente dos pensadores que se consagram a estes mesmos ramos do saber.

Contudo, alguns indivíduos consideram a filosofia uma ciência inútil, devido esta posição teórica, que deriva de aspectos específicos. Realmente, se observássemos singelamente a visão teórica, saberíamos que ela é produtos de gênios com estruturas mentais privilegiadas, portanto, a posição filosófica, insofismavelmente, não é privilegio de muitos, mas virtudes de poucos que buscam a perfeição do conhecimento em questão (episteme).

A filosofia busca o movimento de retroceder no tempo (retroceder é “Voltar”, nunca regredir), para verificar a causa de determinada atitude, pensamento, inclinação mental emitida na historia do conhecimento. Por isso ela “Volta atrás”, daquilo já relativamente consagrado como certo ou verdadeiro, a fim de verificar a relatividade daquilo que se acha “Verdadeiro”, para assim, afitar as imperfeições do conhecimento.

Aqueles que se consagram à ciência, especialmente à contabilidade, devem adotar a postura filosófica, para a busca da razão de sua praticas e de seus conhecimentos (ainda mais, no tempo moderno, quando na área contábil os programas de computador e sistemas de informática e telemática, tomaram a parte da função mecânica e formal dos registros ou processos informativos contábeis, quando há trinta anos atrás tal condição não existia com severidade. Portanto, o futuro de nossa gnose seguramente estará na cultura e intelectualização do profissional contábil).

Inefável seria, se todos seguissem os exemplos de Heráclito, Parmênides, Sócrates, Platão, Xenofontes, Aristóteles, Pitágoras, Descartes, Kant, e muitos outros que buscaram os ápices do saber, consagrando, muitas vezes, toda a sua vida por esta causa sublime, sendo que, merecidamente todos estes e muitos outros tem os seus nomes eternamente gravados na historia do conhecimento mundial da humanidade.

3.Ciência e filosofia e a filosofia da ciência

Várias dúvidas pairam no ar, quanto tratamos da ciência e filosofia. Neste questionamento produzimos muitas vezes um nevoeiro de perguntas em nossas mentes. A filosofia é uma ciência? A ciência é filosofia? Qual é a diferença das duas? Porque a diferença? A que e a quem se atribui esta diferença? São estes os questionamentos básicos que pairam na mente do leitor que tentarei explicar da melhor maneira possível.

Na verdade a filosofia é o inicio o fim de uma ciência, isto é, ela é a base e ponto mais alto de um conhecimento. Ou seja, nunca existiu uma ciência que não se tenha derivado da filosofia e nunca existirá uma ciência que queira chegar nos pontos gnosiológicos mais altos se não buscarem na filosofia, tal intuito. Portanto, todo o conhecimento deriva e termina na filosofia. A filosofia torna-se então o alfa e o Omega de um conhecimento humano organizado.

A filosofia é considerada a mãe de todas as ciências, pois, todos os tipos de conhecimentos estavam fundidos em um só, na mente dos filósofos. Pitágoras, por exemplo, era um filosofo e matemático, Xenofontes emitia o seu pensamento filosófico juntamente com as idéias da química, Aristóteles além da função de filósofo, exprimiu conceitos da economia e também da contabilidade, Euclides acrescentava em suas idéias pensamentos da física, e assim por diante, todos os filósofos produziram ensaios sobre todos os tipos de conhecimento existentes nos dias de hoje.

A verdade é que nos períodos que compreendem o século V antes de cristo até o século XVII depois de cristo, a ciência e a filosofia eram uma coisa só, sem haver diferença alguma, não existia uma ciência especifica, todas eram misturadas em um só tipo de conhecimento que era o filosófico, que envolvia muitos outros ramos do conhecimento (Só como exemplo, basta citar a “suma de aritmética” da autoria de Luca pacioli, que não possuía a discriminação dos tipos de conhecimento nela contidos, que estavam misturados entre geometria, matemática e contabilidade).

Coube a Galileu Galilei (1564-1642), a ruptura da ciência com a filosofia, pois, Galileu atribui a gnose cientifica, uma nova forma de pensar, com um objeto selecionado abstratamente em um universo ou em uma realidade. De Galileu em diante a ciência se separou da filosofia, contudo, não se “divorciou” dela, pois, tal condição prejudicaria a própria ciência.

A separação formal da filosofia com a ciência estaria traçada, mas, contudo, também marcada para “coitos” periódicos que se realizariam, na busca da mais pura razão (logos), na verificação da validade dos métodos utilizados, dos pontos de vistas ou ângulos de observação adotados, ou mesmo, para alcançar os píncaros do conhecimento.

Mas a filosofia também é uma ciência, que tem autonomia e cooperação interdependente com as outras disciplinas. Como já dissemos foi na filosofia que a ciência tinha surgido, incrustada na mente dos filósofos, que provocaram ilações sobre todos os ramos do conhecimento que existem hoje, basta verificar como as explicações de Aristóteles sobre “O primeiro motor” serviriam a Tomas de Aquino na elaboração de sua “Suma de Teologia”, obra consagrada que permitiu a este autor a qualidade de Doutor da Igreja Católica Apostólica Romana, por conseguir, de alguma forma, conciliar a razão com a fé, sendo até hoje consagrado entre os fieis católicos, de todas as partes do mundo, devido à eternidade de seus escritos que exprimiam verdades sublimes (já tive inclusive, a felicidade de ler trechos de sua suma quando ainda era estudante do colegial).

Depois do século XVII as ciências passaram a ser “recortes” da gnose geral, ou seja, cada ciência haveria de ter um método especifico, próprio, e um objeto de estudos que seria analisado com um determinado parâmetro de visão. Pode existir, por exemplo, um mesmo objeto estudado por ciências diferentes, o que modificaria, todavia, seria a maneira de se estudar o objeto. Como ocorre com a contabilidade e a administração que estudam um mesmo objeto, sem, no entanto, se confundirem, pois, enquanto aquela estuda a riqueza pelo ângulo de comportamento derivado da dinâmica das funções, capacidades funcionais e causas ambientais, esta estuda a riqueza pelo ângulo de governo.

A diferença básica entre a filosofia e a ciência, é que enquanto aquela é multidisciplinar, esta possui uma visão especifica de estudo a um pertinente objeto, por isso existe ciência para tudo e de cada coisa em particular, pois, cada coisa que existe pode produzir indagações que exprimem a necessidade de teorização e raciocínios organizados.

Por sua vez a filosofia não possui um objeto próprio, pois, tudo é objeto da filosofia: o pensamento, a alma, as idéias, o pensar, o corpo, a vida, o ser, as ações, as paixões, a política, a matéria, os seres vivos, a riqueza, a existência, o tempo, o homem, o conhecimento, a inspiração, a religião, portanto, tudo é objeto para as questões filosóficas.Também não existe um método especifico, na filosofia tudo é método, ou melhor, o método da filosofia é aquele mais abrangente, que engloba todos os métodos, permitindo conclusões importantes.

Outro aspecto importante de diferença entre a filosofia e a ciência, é que a ciência adota um critério de juízo e observação, ou seja, investiga-se de acordo com um parâmetro, diferente de outro parâmetro adotado por outra gnose, pode-se, por exemplo, estudar a matéria com ângulos diferentes pela biologia, química, física, engenharia, e até mesmo pela contabilidade (os bens da riqueza não deixam de ser constituídos de matéria), o que vai alterar é o ângulo de observação que cada ciência pretende estudar.

Já o ângulo de observação da filosofia é o todo.Não existe na filosofia um critério de observação, pois, todos são os critérios, sendo a filosofia interdisciplinar, todos são os juízos. Não existe uma especialidade na filosofia. Todos os objetos, métodos, juízos, ou seja, tudo, todo e qualquer cerne de estudos poderá ser investigado pela filosofia, tudo pode alcançar píncaros sublimes quando se enfatiza filosoficamente.

Toda e qualquer ciência aspira a qualidade filosófica quando questiona e argumenta o seu método, objeto e critério de observação. A filosofia não possui método próprio como já disse, pois, ela ressalta o valor do método pela critica, buscando a razão pura que formula e exige a postura para tal requisito.

Está é a maior validade da filosofia na ciência: verificar o valor do método utilizado, a sua importância, sua qualidade, sua inadequação. Quando se penetra nas causas do conhecimento que esboçou o método e o critério de juízo, suas argumentações, sua validade então estamos penetrando na filosofia da ciência.

A filosofia busca o questionamento da realidade gnosiológica, buscando raciocínios para a coerência dos mesmos raciocínios formados, buscando a razão do conhecimento e a essência do mesmo, buscando afitar as imperfeições que a forma expressa, ou as inadequações conceituais. Este é o objetivo da filosofia da ciência.

Para se observar filosoficamente uma ciência, deve existir um parâmetro entre o ceticismo de Górgias (IV a. C) e o dogmatismo exagerado, para existir uma analise critica da razão pura, igual àquela pregada originalmente por Kant (1724-1804) que é indiferente aos conhecimentos impuros, profanados pela política e sensação. A filosofia sempre estará se prendendo às causas racionais do próprio pensamento humano, sem se limitar nas mesmas, alcançando a metafísica critica racional e a extra lógica, que ultrapassa as formas convencionais de se pensar.

A filosofia da ciência exige uma visão ontológica do próprio conhecimento formado, buscando a sua lógica, a sua razão, o seu “porque” de ser, a sua qualidade, enfim, a filosofia da ciência busca a própria explicação do conhecimento cientifico, ou melhor, do pensamento cientifico. Para que tal conhecimento tenha uma abordagem mais ampla e rigorosa como aquela proposta por Gaston Bachelard (1884-1962), em sua obra: “O novo espírito Cientifico”.

4.Filosofia da contabilidade

Uma abordagem filosófica exige, pois, um amolde critico dos fundamentos da gnose, também da razão lógica que implicou o seu aparecimento. A contabilidade como ciência autônoma possui a sua filosofia quando busca a interpretação de seu objeto, método, e ângulo de visão.

As obras que abordam questões filosóficas são escassas, como disse Sá (1999) que expressa algumas obras de cientistas contábeis (são poucos os livros e artigos dessa temática em nosso conhecimento), que conseguiram o teor filosófico do conhecimento, contudo, muitas também foram as tentativas de retratar a filosofia de nosso conhecimento, mas pouco era o seu feitio filosófico dessas tentativas, que se limitaram nos aspectos formais de nossa gnose.

Portanto, a filosofia na contabilidade não é uma visão inerente e estranha, mas sim uma visão interpretativa da essência de nosso conhecimento, uma visão critica de suas argumentações, conceitos, teoremas, teorias e hipóteses. De acordo com Masi (Apud Sá – 1997) o objetivo da filosofia contábil seria:

“Analisar as perdas do conhecimento, repor posições inadequadas, esclarecer sobre pensamentos errôneos, submeter ao senso critico as várias doutrinas, oferecer a pesquisa sadia da ciência o mundo dos fenômenos, não aqueles dos instrumentos de que se utiliza, de reivindicar territórios próprios da contabilidade ocupados ou sacrificados por outras ciências…”

Contudo, discrepantes foram os caminhos que muitos trilharam no pensamento contábil, considerando que a primeira exposição da contabilidade cientifica foi aquela feita por Coffy(1836), onde já havia traços filosóficos quando este pregava sobre o capital e dizia que a riqueza das células sociais é o verdadeiro objeto de estudos da contabilidade. Mas, nossa ciência não tinha ainda a autonomia cientifica, pois, era misturada com outros ramos do conhecimento e confundida com os seus instrumentos de informação.

A contabilidade como já sabemos sempre esteve presente na mente humana, nas épocas mais remotas (paleolítico, Neolítico), teve progressos na área instrumental informativa, no período entre 4.000 a 3000 anos antes de cristo, na Suméria, como também progressos na época clássica do império Greco-Romano, na idade média e idade contemporânea, mas foi a partir do desligamento do empírico e pragmático, que ela trilhou os caminhos da ciência e filosofia. No século XIX, então, os investigadores buscaram o método e objeto contábil, tendo estes pensadores expressado, várias concepções, iguais ás ideologias especificas traçadas por eles mesmos, que interpretaram, em um ponto de vista, a gnose contábil.Diversas foram, então, as fases da doutrina contábil, que atribuíram a contabilidade, objetos diferentes daqueles consagrados atualmente, são elas:

Contismo: Doutrina que utilizava prolixamente os métodos de escrituração, dizendo que o objeto da contabilidade é a conta, teve ícones, principalmente na Itália e França.

Materialismo Substancial: Teve como “pai” Francesco Villa, dizia que o objeto da contabilidade era a substancia da conta, ou seja, uma matéria que se chama riqueza.

Personalismo – Doutrina que ligava a contabilidade a aspectos jurídicos, dizendo que o objeto contábil seria os direitos e as obrigações que se relacionavam com a riqueza, seus defensores diversos na Itália foram Francesco Marchi, Giovanni Rossi, Giuseppe de Cerboni, tal doutrina teve membros no Brasil, na pessoa do professor Carlos de Carvalho e Roberto Pfaltzgraf.

Controlismo – O objeto da contabilidade seria então o controle, o governo, a administração da riqueza, teve como criador Fabio Besta.

Reditualismo – atribuíram ser o objeto da contabilidade, o lucro das empresas, se desenvolveu na Alemanha, teve como ícone Eugen Schmalenbach.

Aziendalismo – De acordo com esta doutrina o objeto da contabilidade seria a azienda, ou a organização social, tal doutrina surgiu na Itália, teve como defensores, Gino Zappa, Alberto Checherelli e muitos outros.

Patrimonialismo – Doutrina que afirmou que o objeto contábil seria o patrimônio das aziendas, conforme as obras de seu criador, Vincenzo Masi, tal doutrina praticamente garantiu a qualidade cientifica da contabilidade, pois, lhe abstraiu objeto e método próprio.

Depois de definido o objeto da contabilidade, como sendo este; o patrimônio, ou a riqueza das células sociais, tratada anteriormente por Coffy e Villa. O patrimonialismo é que garantiu um maior número de adeptos perdurando até hoje.

No Brasil teve vários seguidores, Frederico Herrmann Júnior, Hilário Franco, Francisco D´auria, Américo Mateus Florentino, Antonio Lopes de Sá entre outros.

Esta doutrina é aceita oficialmente pelo Conselho Federal de Contabilidade (e obviamente pelos conselhos regionais).

Portanto, estas foram as doutrinas da contabilidade cientifica, que fomentaram pensamentos, mas todas abordando de forma inconsciente o objeto contábil como sendo o patrimônio das células sociais, que chamamos de azienda.

Os contistas expressavam o patrimônio na conta, os materialistas atribuíram à riqueza patrimonial o aspecto de estudos, os controlistas pregavam o controle patrimonial, os reditualistas estudavam o lucro do patrimônio, os aziendalistas abordavam sobre a célula social que envolve o patrimônio, todos abordavam o patrimônio em uma forma inconsciente, mas atribuíram à contabilidade, outros objetos que não fossem os seus, conscientemente.

Por isso, não podemos atribuir conteúdo filosófico as obras dos contistas, personalistas, controlistas, reditualistas, aziendalistas, já que ainda, a contabilidade não possuía sequer a sua autonomia e qualidade cientifica (se não existe ainda a ciência, muito menos, se terá a filosofia da mesma), pois, tais doutrinas misturavam a contabilidade com outros segmentos do saber.

Podemos, contudo, apregoar traços filosóficos nas obras de Coffy (1836) e Villa (1840), que sempre buscaram a substancia de nossos estudos. Tais cientistas buscavam a essência de nosso conhecimento que se expressava pela sua forma: a informação.

Todas as doutrinas da contabilidade, que não conseguiram dar à mesma ciência uma autonomia expressa, mas contribuindo do mesmo modo para esta liberdade gnosiológica, são cientificas, mas, a doutrina contista, expressa dúvidas nas suas emissões contextuais, que nos inspira uma semicientificidade de seu conteúdo, pois, propenderam pensamentos nos instrumentos contábeis, ou melhor, na parte mais “mecânica” de nossos estudos, por isto não podemos garantir posições cientificas muito menos filosóficas às obras dos contistas (contudo, esta doutrina foi importantíssima para o estágio atual da contabilidade).

Para se chegar na filosofia deve-se ter raciocínios estáveis sobre o objeto de estudos, antes da comprovação do objeto contábil ser o patrimonial, não existia certeza de método e nem certeza de objeto, visto que se misturava a contabilidade com outras gnoses, portanto, não existia uma ciência totalmente madura nem tampouco uma filosofia de nosso conhecimento.

Foi o patrimonialismo de Masi, que garantiria uma nova visão da contabilidade, sempre existente, mas nunca expressa, de forma consciente, cientifica, epistemológica. Ele pregava e afirmava uma nova posição para os estudos, definindo o método e objeto próprio da contabilidade.

Todas as doutrinas antes da Patrimonialista (com exceção da escola contista), foram cientificas, pois, anunciaram verdades com respaldo, mas não englobaram suficientemente tais idéias, para se definir uma contabilidade “pura”, com objeto e métodos científicos (Logicamente, como sabemos, os traços desta ciência “pura” se encontram nos escritos de Coffy e Villa). Sem mistura com outros conhecimentos, muitos menos com atribuições de identidade, com seus instrumentos formais de registros. Apesar de cada doutrina ter um ângulo especifico, todos os esforços foram louváveis para a busca da verdade e serviriam de base para o patrimonialismo de Masi.

Para que exista uma filosofia da ciência é necessário, primeiro, que exista uma ciência, estruturada com teoremas e teorias próprias. Como a que a contabilidade assumiu, no segundo decênio do século XX, depois do patrimonialismo de Masi, assim teríamos o estuque para a criação de obras filosóficas.

Aliás, a filosofia da ciência, não admite ilações subjetivas que produzam simbioses com vários tipos de disciplina, ou impregnações de fusão, da forma de entender com a mesma forma de se praticar com os instrumentos da gnose pertinente, pelo contrário na analise filosófica não existe uma osmose entre estes aspectos, mas uma separação entre o que é substancia e superfície, o que é essência e forma, o que é aparente e o que é real.

Não posso ter a audácia de afirmar que antes de Masi, que definiu a dignidade contábil tornando-a cientifica, existiu uma obra de conteúdo filosófico na contabilidade, também não existiram aspirações que produziram e possuíram este valor com o teor abordado, mas apenas sinais dos mesmos. Visto que nas concepções Masianas, a filosofia da contabilidade não se pode misturar com os instrumentos contábeis e outras disciplinas.

As obras do personalismo, controlismo, reditualismo, etc. Tinham aspirações aos conteúdos filosóficos, apesar de não conseguiram o almejado, por estarem impregnados de mesclas de outros conhecimentos. Todas foram cientificas, pois, explanavam de forma categórica e refinada o objeto (apesar da maioria delas tratarem o objeto contábil por outros ângulos), mas o conteúdo não era nitidamente filosófico (a ciência não estava esboçada totalmente).

Não existe filosofia da ciência, que busca a forma de seu objeto, relacionados com os seus aspectos correlativos, mas existe sim, uma filosofia da ciência, quando se busca a essência dos objetos de indagação, que existem em ambientes específicos, com dimensionalidades diversas, esta busca realmente seria a filosófica, que penetra na “alma do conhecimento”, ou seja, nos fenômenos do objeto.

5.O objeto da contabilidade sob o aspecto filosofico

Muitas foram as tentativas, como já vimos, de observar o objeto de estudos contábeis.

A contabilidade já foi ligada a aspectos diversos de observação, e seu objeto muitas vezes foi ligado à estruturas formais, vínculos jurídicos, formas de controle, estados, aspectos econômicos,contudo, uma abordagem pitoresca existia em todas estas concepções: o estudo do patrimônio.

Portanto, muitas foram as formas de se observar o objeto de estudos contábeis, mas todas com paralogismos em torno dos mesmos raciocínios emitidos. Não obstante, todos os movimentos doutrinários foram importantes para o esboçar o arcabouço régio cientifico da contabilidade, que serviria de base para a postura filosófica de nosso conhecimento.

Em uma analise filosófica deve-se buscar o verdadeiro objeto que motiva o estudo em uma disciplina. A contabilidade estuda o patrimônio, e como a visão filosófica busca a sublimidade do estudo, podemos dizer que o objeto de nossos estudos é o fenômeno patrimonial. Na contabilidade o verdadeiro objeto de estudos é o acontecimento ou o fenômeno em si, sendo este, a essência de estudos de nosso conhecimento.

Fenômeno patrimonial seria tudo aquilo que acontece na riqueza, ou seja, tudo aquilo que vai gerar, movimento com velocidade especifica e transformação. Ou seja, as compras de mercadorias, as vendas de mercadorias, os recebimentos e pagamentos, os custos e receitas, os reditos, os fundos de reintegração, as defesas contra os riscos, o potencial de capitalização e produção, o nível de endividamento e giros, etc, todas estas ocorrências são fenômenos patrimoniais, que merecem indagações, por serem eles os verdadeiros objetos de estudos de nossa gnose.

Fenômeno contábil ou patrimonial não seria a conta “Compra de Mercadorias”, ou a expressão “Maquinas e Utensílios”, ou a cifra “Despesas com Vendas”. Contas apenas expressam os fenômenos. O conteúdo da conta, ou seja, aquilo que ela significa que é o objeto de nossos estudos, isto é, a conta; “Custo das Mercadorias Vendidas” apenas representa o fenômeno dos Custos técnicos das Mercadorias Vendidas, a conta tem uma dimensão especifica, mas a expressão nunca seria o objeto e sim aquele fenômeno que motivou a mesma expressão, que após ser dimensionalisado pela informação, servirá de instrumento para a busca da razão da eficácia desse fenômeno patrimonial.

A tentativa que se diz filosófica e avançada, de especificar o fenômeno contábil com a conta, foram especificadas pelos contistas, há séculos, e não possuem ao menos um caráter cientifico, pois, não se busca explicar o espírito da representação e sim a mecânica que a faz produzir. Confundiram, pois, o objeto de estudos com as representações formais dos mesmos, por isto, “adormeceram” na conta ou informação dos fenômenos contábeis patrimoniais.

Movimento semelhante ao dos contistas, surge na doutrina pragmática, que atribui a finalidade e objetivo dos estudos contábeis, a produção de informações contábeis do objeto, tais afirmações merecem abordagens filosóficas com questionamentos. Aristóteles (384-322 a.C.) quando propunha uma proposição também propunha um problema dialético.No mesmo caso quando se afirma que “a contabilidade é uma ciência da informação”, se está enunciado uma idéia que deve ser discutida, pois, tal idéia seguramente foi criada a partir de um problema.Ou seja, quando dissemos que a contabilidade é uma ciência da informação, tal proposta merece questionamento, até porque, não somos sábios o suficiente, para nega-la e nem subservientes o bastante para aceita-la como verdade.

A contabilidade é uma ciência da informação? Existe rigor nesta afirmação? Tal afirmação não fere os princípios doutrinários consagrados no tempo? Tal afirmação não quebra algo que já foi comprovado e dificilmente se deixará de comprovar? É o objeto da contabilidade os registros e demonstrações? As Teorias da contabilidade são meros esclarecimentos de coisas praticas? Qual foi a intenção de quem emitiu tal afirmação? São questionamentos comuns que passam na mente de qualquer individuo que conheça a contabilidade e que tenha em vista esta afirmação.

O nascimento da contabilidade data das épocas mais remotas da humanidade como já dizia Mattesich (2005). A simbologia contábil surgiu primeiro que a escrita contábil. Tudo isto é histórico. Mas, o que podemos relatar é que os registros e as informações contábeis tinham uma motivação, um objetivo comum, ou seja, o de representar algum acontecimento que existia e motivava indagações. Visto que mesmo na fase de evolução, o homem, se preocupava em informar aquilo que existira, mesmo sem saber o que estava significado na informação, contudo, mesmo empiricamente, ele se preocupou com aquilo que fez existir o símbolo, isto é, a informação nunca existiria se não existisse aquilo que lhe desse significado e surgimento, ou seja: o fenômeno patrimonial.

Os vestígios históricos que se tem das épocas mais antigas aonde se inicia a contabilidade, das épocas clássicas e da idade média, relatados por Hernandez Esteban, Carlos Antinori, Jorge Tua Pereda, Joaquim Fernando Guimarães, Denise Schmandet Besserat, Richard Mattessich e muitos outros, vemos claramente que as informações representavam semoventes( na idade da pedra), atividades de agricultura( culturas rurais, plantações e colheitas), outros alimentos, gastos, dinheiro, clientes, tributos, construções, terras e propriedades, ou seja, os registros demonstram coisas que já existiam antes da expressão simbólica dos mesmos.

No século XIX, as explanações dos cientistas divergiram daquilo que defendia os contistas, a contabilidade não tinha como objeto a informação, mas aquilo que ela representava( por isso em todas as doutrinas cientificas houve negações ao contismo impregnado naquela época), tal fato foi expresso por todos os ícones das historia geral da contabilidade.

Se Masi havia comprovado que a contabilidade tinha como objeto; a riqueza das aziendas e a doutrina contista; os registros, e visto que, esta se perdeu no tempo, como doutrina norteadora, pela incoerência de conteúdo e aquela perdura até os dias de hoje na mentes dos homens do mundo, Cabe a mim, afastar o que é vetusto e aceitar aquilo que Masi e outros defenderam sobre os estudos dos fenômenos patrimoniais.

O pragmatismo então, não possui epistemologia em suas concepções, nem no aspecto histórico, doutrinal, natural, social, comum, cientifico, teórico, analógico que norteia um conhecimento, portanto, tal concepção nos campos da contabilidade deve ser tratada com cautela (apesar de que uma grande parte dos indivíduos são adeptos desta mentalidade). A contabilidade perde a sua atual posição cultural, quando indivíduos, apregoam o seu objeto, centralizado nas informações.

A contabilidade sempre “possuiu” um sistema informação, que lhe serviria como intermediário para definir conclusões sobre o seu objeto. Mas existe uma larga diferença entre o “possuir”, com o “ser”. A contabilidade não é um sistema de informação e sim possui em sua estrutura tecnológica o sistema de informação, que seria nada mais nada menos, que o meio para o alcance do seu fim, que seria, o de estudar o fenômeno patrimonial a fim de verificar e promover a sua eficácia. A falta de discernimento intelectivo prejudica e deprecia a nossa ciência.

Portanto, o objeto de nossos estudos sempre foi o fenômeno patrimonial, que motivou os registros, e os maiores estudos contábeis da historia, refletido até mesmo nas épocas empíricas de nosso conhecimento, quando o homem praticava a contabilidade, expressando o seu pensamento pela informação, mas no sentido causal da ocorrência de fenômenos que existiam na matéria de riqueza que debelava as suas necessidades, causando-lhe fascínio e motivo de indagação ao espírito de seu intelecto.

6.Filosofia da contabilidade e neopatrimonialismo

O fenômeno patrimonial é o objeto de estudos de nossa ciência e as informações contábeis constituem apenas instrumentos para o alcance de conhecimentos dos comportamentos patrimoniais ideais. Portanto, nunca antes na contabilidade existiu uma visão tal voltada para os fenômenos da riqueza, como aquela proposta pelo Neopatrimonialismo contábil.

O neopatrimonialismo doutrina contábil, criada por Sá (1992), por sugestão do próprio Masi, possui uma visão mais abrangente, que, acredito, já se mostra filosófica, por ter penetrado nas essências dos conhecimentos, quando em seu lastro, a “Teoria Geral do Conhecimento Contábil”, Sá abordou sobre as essencialidades em todas as dimensionalidades possíveis, explicando a lógica das mesmas e os aspectos sistemáticos de funções que existem em ambientes específicos.

O novo patrimonialismo assume uma ótica mais profunda de observação do que a proposta por Masi sem, contudo, destruí-la ou nega-la, o que seria esdrúxulo nos padrões filosóficos, já que a epistemológica deste mestre se tem considerado verdadeira, pela lógica e inferência de seus argumentos. A missão do Neopatrimonialismo seria aperfeiçoar e respaldar aquilo que os grandes cientistas tinham feito de verdadeiro na contabilidade.

Entendo que quando o Neopatrimonialismo adotou uma visão holística do fenômeno patrimonial, abordando todas as dimensionalidades possíveis de acontecimento, ele penetrou na filosofia de nosso conhecimento.

Quando na natureza do fenômeno, podemos afirmar neopatrimonialisticamente, que em suas dimensões, pode existir uma causa, um efeito, uma qualidade, uma quantidade, um tempo e espaço, para expressar uma necessidade, finalidade meio e função estamos praticamente penetrando em um campo holístico, sublime, profundo até mesmo matematicamente infinito, do conhecimento contábil.

A visão do patrimônio sobre o ângulo de funções e sistemas, que existem de maneira, simultânea, hereditária, autônoma e interdependente de modo constante, sujeito às ineficácias e ineficácias, tendendo ao infinito, penetra de forma contundente no holismo filosófico gnosiológico.

Todas as abordagens do Neopatrimonialismo apresentam um grau rigoroso de universalidade comprobatória (no que concerne ao equilíbrio, participação dos capitais, velocidade, movimento, sistemas, eficácia, prosperidade patrimonial, etc).

A tendência do Neopatrimonialismo é ultrapassar os rigores do espaço e tempo, já que esta em uma visão que ultrapassa a ciência, por ser nitidamente filosófica.

Mais do que fazer, o Neopatrimonialismo ensina a pensar e interpretar (o que é comum à filosofia) os fenômenos patrimoniais, que ocorrem em dimensões diversas, dentro dos ambientes específicos que envolvem e encerram o patrimônio aziendal. Tal visão é importante para o mundo de hoje onde a era pragmática tende a arrefecer pelo uso de computadores e tecnologias modernas (Sem conhecer o conteúdo do que era pragmático me aderi a ele inocentemente, por ausência de conhecimento. Até que por coerência, depois de inúmeras reflexões na busca da verdade, percebi que o Neopatrimonialismo oferecia uma realidade realmente verdadeira e indubitável para a ciência contábil, portanto, me converti, quando resolvi afastar o meu pensamento “moderno” que era absolutamente contista, passando a investir na busca das explicações dos fenômenos da riqueza, tal concepção foi a que considerei como verdadeira e defendendo-a até hoje).

Mais do que informar o que se passa na riqueza o contador moderno deve saber explicar os fenômenos patrimoniais, buscando interpretar os seus efeitos na riqueza, a fim de saber realmente os “porquês” que motivaram aquele determinado comportamento, que pode ter sido proveitoso ou não proveitoso para a célula social.

Hoje, o empresário não que saber simplesmente se ele tem $ 10.000,00 de despesas ou $8.000,00 de Imobilizado, mais do que isso, ele precisa saber se estes valores expressos em informações foram eficazes no exercício. A eficácia é um “dogma” que só o Neopatrimonialismo prega, e somente com ele pode-se afirmar o estado de sanidade patrimonial.

O neopatrimonialismo realmente auxilia aos seus seguidores, a tomarem uma visão critica da riqueza, interpretando as suas essências fenomenológicas, que se expressam em determinadas dimensões dentro de ambientes, somente com este tipo de visão holística e interpretativa podemos buscar a eficácia e prosperidade das células sociais.

Vai fazer praticamente dois anos, quando no mês de Abril, fui aceito na doutrina Neopatrimonialista, ao lado de grandes nomes da contabilidade. Com absoluta alegria e emoção posso dizer que sou membro do Neopatrimonialismo, embora indigno, não mereça. E Até nos dias de hoje fico muito grato de ser aceito como membro de tal doutrina, que me orgulha e enche de alegria, por ser esta, o futuro da contabilidade, baluarte e produção original de um dos filhos, da tão amada e querida nação brasileira.

7.Conclusão

A ciência contábil que sempre acompanhou o homem no correto uso da riqueza dos empreendimentos, merece uma abordagem filosófica, que busca o valor do método de estudos e argumentações lógicas de sua estrutura cientifica teórica, que se formou no passar dos séculos e milênios.

O neopatrimonialismo, como doutrina contábil, oferece uma visão holística de argumentação filosófica quando penetra nas essencialidades de nosso conhecimento, estudando os fenômenos patrimoniais, que são retratados em dimensionalidades especificas dentro de ambientes que envolvem e encerram a riqueza organizada.

A filosofia da contabilidade não é, pois, alheia ao problema gnosiológico da contabilidade, mas antes de tudo é uma visão critica, holística, universal e fundamental, que engloba consideravelmente método e explicitações axiomáticas, aperfeiçoando as estruturas cognitivas formadas, suas doutrinas, suas concepções derivadas do bom senso, para a qualidade substancial e sublime da interpretação, baseada nas relações lógicas, do objeto de nossos estudos, que ocorrem nas células sociais, ou seja: o fenômeno patrimonial.

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Chaves da Silva Rodrigo Antonio. (2007, enero 16). Filosofia da contabilidade. Recuperado de https://www.gestiopolis.com/filosofia-da-contabilidade/
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Chaves da Silva, Rodrigo Antonio. Filosofia da contabilidade [en línea]. <https://www.gestiopolis.com/filosofia-da-contabilidade/> [Citado el 21 de Junio de 2018].
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