Metodos de medição de ideias para inovação

Transformar ideias em números e conhecer as características da Ideia Ideal (0.00 iur) é como ter uma bússola e conhecer o porto seguro das ideias, para onde convergem os mínimos riscos. Identificar matematicamente as idéias desejadas pelos usuários, extraí- dos de fórmulas simplificadas, é o Santo Graal que elimina as incertezas e discussões apaixonadas, inúteis na escolha de idéias.

Quando era jovem, Gottfried Wilhelm Leibniz (1646 – 1716) teve um sonho: descobrir um cálculo que pudesse associar números a qualquer ideia do mundo. Tais cálculos univer- sais colocariam um fim nas divergências entre acadêmicos (e corporativos) que poderiam ser rapidamente resolvidas por cálculos desapaixonados. Entretanto, ninguém, Leibniz incluso, até agora, encontrou o Santo Graal, explica Gerd Gigerenzer, diretor do Instituto Max Planck.

Lord Kelvin também explica: “Digo com freqüência que, quando podemos medir aquilo de que falamos e expressá-lo em números, sabemos algo a seu respeito, mas quando não podemos expressá-los em números, nosso conhecimento é de natureza escassa e insa- tisfatória”.

Avaliação de Ideias para Inovação

Qualificar ideias é necessário, mas insuficiente e ineficiente. Os estudos e pesquisas confirmam que entre 50% – 96% de ideias qualificadas pelos “gestores” (para facilitar a leitura e eliminar repetições “gestor (es)” significará, onde aplicável: inovadores, emprendedores, gerentes /diretores de inovação, responsáveis por investimentos, investidores

– angels, pesquisadores, cientistas, inventores, “policy-makers”, grupos criativos e todos os profissionais que lidam com ideias para inovação, os quais estão localizados em al- guma divisão da Hélice Tripla (empresas públicas, privadas e corporações globais / go- vernos em todos os níveis e ONG’s / universidades, centros de pesquisas e núcleos de investigação), por maravilhosas, excelentes, geniais, úteis, boas,…, levam a perdas de toda ordem incluindo bilhões de dólares, motivação, confiança, etc. as quais são atribuí- das ao “risco e incerteza” característicos da inovação.

Mas tais características devem-se essencialmente a metodologia utilizada. Mudando a metodologia, minimizamos a incerteza na ideia e conseqüentemente, diminuímos os ris- cos e as incertezas nos resultados da inovação.

Incerteza e alto risco não são inerentes a inovação. De modo nenhum! O alto risco e a in- certeza estão na metodologia baseada no próprio umbigo e em qualificações subjetivas.

Por exemplo, se você quer dar um presente para sua namorada e compra um objeto de “sua conveniência” (risco 1) e do “seu gosto” (risco 2) o resultado só pode ser alto risco [(alto risco)2]. Até um presente torna-se de “alto risco e incerteza” com a metodologia que se concentra em qualificação subjetiva e preferências do próprio umbigo do presentea- dor.

Só “por sorte” sua namorada vai gostar do presente.

Inversamente, se procurarmos um presente da conveniência e do gosto da namorada (a usuária do benefício), os riscos e as incertezas praticamente desaparecem. Não é que o risco não existe, afinal, até para ir à padaria da esquina há risco, diria Peter Drucker.

Mas o risco admissível na inovação não pode ser alto.

Se mudarmos a metodologia da ideia, o risco (da inovação) pode ser muito baixo.

Para diminuir os riscos e incertezas criamos cinco maneiras de calcular ideias matemati- camente, do ponto de vista do usuário, as quais são ensinadas em cursos de MBA’s em São Paulo, Brasil, há mais de 10 anos.

Notas Importantes e Esclarecedoras

1- É comum ouvir que é “impossível” medir ideias, mas nós medimos todas as ideias que nos são propostas, instintivamente. Esta teoria traz à luz o processo espontâneo que u- suários praticam naturalmente.

2- Quantificar uma ideia significa “calcular através de formulação matemática o valor nu- mérico da ideia com sua respectiva unidade de medida” que está sendo escolhida para ser transformada em inovação.

3- IUR®© é a unidade de medida que quantifica cada ideia, as quais devem ser calculadas matematicamente.

4- Tratamos inovações como derivadas de ideias, isto é, não existe inovação sem que te- nha havido a ideia correspondente. Se gente criativa não idear, ninguém compra, vende, ensina, estuda, discute,… Ninguém nada! Confúcio explicou essa máxima há 2.500 anos, reafirmada em 2009 no Ano Europeu da Inovação.

5- Evitemos confundir “medição de uma ideia” com “enumeração de ideias” obtidas em Brainstorming, Open Innovation, Co-criação ou qualquer método de farta produção de i- deias, nem tampouco com Taxas de Retornos da Inovação – ROI.

Nós precisamos medir, não contar. Peter F. Drucker (1993)

6- A ideia deve ser avaliada qualitativamente e quantitativamente. O conjunto das duas propriedades minimiza a incerteza das ideias para inovação, se e somente se for realiza- da do ponto de vista do usuário, aquele que desde sempre decide qual inovação quer uti- lizar para realizar suas ações e alcançar seus objetivos.

7- O ponto de vista das ideias “que vêm do usuário para produtos e serviços”, inicialmen- te considera três elementos (físico / matemático) inseparáveis, requeridos do usuário pa- ra realizar a tarefa.

Consumo de sua energia pessoal (Kcal) – Esforços de energia;

Consumo de seu tempo pessoal (horas, min., seg.) – Esforços de tempo;

Consumo de seus movimentos / deslocamentos pessoais (Km, metros, centímetros) – Es- forços de movimentos.

Com esses três elementos físicos, podemos calcular matematicamente qualquer ideia do ponto de vista do usuário, através do consumo de esforços, requeridos pela ideia.

8 – O nome da teoria é “Teoria das Ideias Autocomparadas – T.I.A.©®”, uma vez que o usuário “se compara utilizando a ideia antiga (transformada em inovação no passado) e a ideia nova, (ainda em projeto / concepção ou na sala do brainstorming). Após a autocomparação o usuário escolhe instintivamente a ideia (velha ou nova) que lhe exige os menores esforços físicos (kcal), menores tempos (min.) e menores movimentos / des- locamentos (cm).

9- A quantificação de ideias só pode ser feita como elas são apresentadas, embora pos- samos prever o caminho para o futuro da ideia (Ideia Ideal = 0,00 iur®©).

Exemplo: no inicio os correios foram um grande fracasso porque era o receptor que deve- ria pagar a carta, que, por não saber o conteúdo, não tinha nenhum interesse em pagá-la. A ideia faliu! Mas quando o emissor passou a pagar o envio, como ocorre hoje, o sucesso surgiu. A quantificação de esforços do ”usuário (receptor / destinatário)” da carta foi à ze- ro (0,00 iur) e ele passou a abri-la e tomar conhecimento do conteúdo.

Assim, só é possível QUANTIFICAR IDEIAS do modo como são apresentadas. Uma simples inversão de modelo de negócio pode mudar todo o resultado da ideia.

10- Desenvolvemos cinco métodos de medição de ideias. Um resumo do primeiro méto- do é apresentado aqui, no qual, as formulações matemáticas para calcular ideias são mostradas e é descoberta a seta denominada “Sentido Universal de Direção de Ideias para Inovação – Único e Milenar” que nos guia para o Porto Seguro das ideias para ino- vação.

11- A metodologia facilita as decisões – matematicamente – sobre ideias a serem utiliza- das para inovação. Gestores são libertados da dependência de métodos subjetivos, os quais nos conduzem para altos riscos, pesadas perdas e incertezas que podem ser evi- tadas. Estas práticas são suportadas em vários princípios, entre os quais: Conservação de Energia, Mínima Ação (Maupertuis), Principio da Economia de Esforços©®, Navalha de Occam, bem como os conceitos e práticas antigas incluídos no nosso DNA.

Primeiro Método de Medição de Ideias para Inovação.

“Saber o que medir e como medir faz o mundo menos complicado” – Freakonomics.

O Primeiro Método apresenta os conceitos essenciais da Teoria das Ideias Autocompa- radas – T.I.A.©® que permite o cálculo numérico (quantitativo) de cada ideia acompanhada de sua unidade de medida – IUR©®, criada junto com a formulação matemática para tal. O método ainda identifica e clarifica a existência de um “Sentido Universal de Direção de Ideias para Inovação©®” que desde sempre, conduz as ideias para aquelas desejadas pelo usuário.

Para QUANTIFICAR IDEIAS no primeiro método usamos cinco fases:

1- Definição do ponto de referência da ideia.

Para se calcular ideias é indispensável considerar um padrão a ser utilizado como refe- rência para todos os cálculos matemáticos de todas as ideias de cada produto / serviço ou o que for. O ponto considerado é naturalmente o ser humano, o corpo do usuário.

Ao fim e ao cabo, é o usuário quem realmente utiliza a ideia transformada em inovação, material ou imaterial. Assim, é em relação ao corpo do usuário – “o foco, a referência” – que as ideias são QUANTIFICADAS.

O homem é a medida de todas as coisas – Protágoras de Abdera, axioma, 480BC.

O esforço para conservar a si mesmo é o primeiro e único fundamento da virtude – Spinosa.

Para Foucault, o corpo humano é a última redução possível. Podemos adicionar os estu- dos de Frederick Taylor em Administração Cientifica, o qual também leva em conta o cor- po humano na produção de bens, tipicamente ensinado em cursos de O & M.

Conclusão: A primeira condição para quantificar ideias é referi-las ao corpo humano do usuário.

2- Método popular de avaliação quantitativa de ideias, referência do usuário e suas prefe- rências.

Desde o inicio dos tempos, a decisão de uso dos objetos pertence ao usuário, que esco- lhe produtos e serviços que lhe são mais cômodos, rápidos, práticos e / ou fáceis de utili- zar. Considere que era o próprio usuário quem construía seus próprios objetos e os fazia de modo a ser mais “econômico em esforços” para si. Desde o homem das cavernas até a revolução industrial, cada um fazia seu próprio arco e flecha, sua espada, seu abrigo e sua fogueira. Esse é um conceito atávico, que permanece na alma do ser humano. Por isso pode-se afirmar que sempre foi assim, nunca foi diferente. Hoje, quando o usuário avalia um objeto, instintivamente “quantifica” se é mais econômico para si para fazer o serviço, como se ele tivesse produzido tal objeto.

A percepção do usuário é muito aguçada sob o aspecto de economia de esforços, a pon- to de considerar “um único esforço adicional como equivalente a três outros esforços”, de acordo com Daniel Kahneman e Tversky – Nobel de Economia/2002, apresentado em Gourville.

Durante os últimos 10 anos, os estudantes de MBA’s têm trazido objetos e serviços que, apesar de parecerem mais econômicos, de fato não são, e acabam estocados em armá- rios em estado de novo em folha, sem uso e esquecidos para sempre.

Exemplos: iogurteira elétrica, churrasqueira que não fumaça, equipamento de limpeza a vapor, escova de dente a pilha, etc.

Em linguagem popular esses objetos falham porque não são mais econômicos (mais conveniente, mais rápido, mais prático e/ou mais fácil), embora pareçam ser..

Assim, temos dois pontos de referência.

– O primeiro é o próprio corpo humano do usuário.

– O segundo é o nível de esforço que o produto / serviço que já conhecemos (ideia velha) nos requisita para alcançar os resultados desejados, os quais são utilizados para compa- ração com novos produtos / serviços (ideia nova).

Os pontos de referência são decisivos para compreender esta metodologia.

3- Equivalência entre os métodos praticados pelos usuários e o método físico – matemáti- co, apresentado pela T.I.A.©®.

Produtos e serviços que são mais econômicos para utilizar são denominados por “custo- mizados”, que significa “próprio para esse usuário (alto/baixo, gordo/magro, jovem/ velho, homem/mulher, forte/fraco, etc.).

Essa característica também pode ser entendida como “economizadora de esforços” para esse usuário.

Assim, podemos transformar expressões típicas (subjetivas) em linguagem física – mate- mática (objetiva).

Nota Importante – Figura número 2:

  1. Há, pelo menos, duas maneiras de provar essas relações: através da física e através de exemplos diários tais como downloads de arquivos, smartphones e outros onde po- demos encontrar os três elementos juntos (energia, tempo e movimento).
  2. Com essa mudança, podemos encontrar a formulação matemática usando uma repre- sentação física que pode ser provada através de métodos geométricos.

Formulação matematica para medição de ideias.

Matematicamente, e simplificando este artigo, tudo isso se reduz à:

4- Definição da Ideia Ideal = 0.00 iur.

A seta vermelha indicando a direção das ideias é equivalente a simplificação da formula- ção matemática, como se a Navalha de Occam fosse aplicada à fórmula, isto é, simplifi- cadamente você pode se guiar pela seta. Assim, a formulação matemática pode ser re- duzida a uma seta indicando o “Sentido Universal de Direção para Produção de Ideias Destinadas a Inovação® ©, Único e Milenar”,

O usuário prefere ideias 0.00 iur porque, como disse Spinoza, “ela é a primeira e a única base da virtude”.

Por definição, a ideia é ideal se o valor dos esforços requeridos do usuário é 0.00 iur, isto é, são ideias que entregam os benefícios sem que o usuário consuma qualquer tipo de esforço, por menor que seja. O conceito da Ideia Ideal = 0.00 iur é extraído da formulação matemática. O processo criativo deve procurar ideias na direção da Ideia Ideal (0.00 iur) para reduzir riscos e evitar perdas. O ponto 0.00 iur age como um “porto seguro”, um e- lemento atrator para onde as ideias desejadas pelo usuário, convergem.

Na tabela acima, a Bateria Selada e a Geladeira Frost Free estão no Sentido Universal de Direção da Ideia Ideal = 0,00 iur, enquanto o Segway Scooter está no sentido contrá- rio (>>> 1,00 iur) e por isso foi rejeitado pelo usuário.

Menos é mais, mas nada é tudo©!

Produtos e serviços que requerem menos esforços são mais valorizados, mas aqueles que não requerem nenhum esforço do usuário são tudo!

5- Dilema do “gestor” de inovação – SOLUCIONADO!

Não basta ser uma ideia boa, útil, genial, maravilhosa e adjetivos similares! Essas ideias são excelentes para alimentar as caldeiras do inferno, cujo estoque não para de crescer, abundantemente.

Tradicionalmente, o dilema do “gestor” surge no momento de escolher entre várias ideias bem qualificadas subjetivamente e selecionadas pelo ponto de vista das facilidades para a corporação. Como escolher entre ideias úteis, geniais, excelentes, fantásticas, etc.?

Esse é o momento que a incerteza se manifesta ao “gestor” com grande intensidade e agudeza extrema. Nos métodos tradicionais é o momento que o “gestor” assume um alto risco! Esse também é o momento que ocorrem brigas e desavenças entre os autores de ideias que infeccionam o ambiente criativo.

Como o filósofo alemão Leibniz desejava só um método matemático resolve essas brigas e paixões. Este método ganha importância máxima por trazer certeza na escolha da ideia para inovação, quantificada matematicamente.

Fim do risco e incerteza, pelo menos no que se refere as ideias.

Assim, esta metodologia soluciona o dilema do “gestor”, selecionando matematicamente a ideia com maior potencial de aceitação do usuário – aquele que desde sempre decide baseado na economia de seus esforços, o que vai usar para obter os resultados deseja- dos.

Fim do Primeiro Método – Conceitos Básicos.

Os conceitos básicos apresentados no primeiro método são mantidos em todos os méto- dos, isto é:

1- As ideias necessariamente devem ser criadas e referidas ao corpo do usuário.

2- A medição é realizada pelo usuário, através de autocomparação entre a velha ideia bem conhecida e a nova ideia, em projeto.

3- A formulação matemática®© é baseada nos esforços pessoais (físicos / energias, tem- pos e movimentos/deslocamentos) usados para calcular o número, em iur, da ideia. que se encaminha para 0,00 iur – o porto seguro das ideias, esperadas pelos usuários.

5- A Ideia é Ideal®© (= 0,00 iur) se entrega os benefícios sem exigir nenhum esforço do usuário.

Os outros quatro métodos.

Três métodos são baseados em recursos compartilhados. Preço e valores humanos são usados como “Prova dos Nove” da ideia, testada do ponto de vista do usuário. O quarto método é a “Balança da Inovação” – o primeiro instrumento criado para avaliar ideias, a- través de três pratos, comparando esforços, preços e valores humanos.

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Santo Rui. (2014, noviembre 14). Metodos de medição de ideias para inovação. Recuperado de http://www.gestiopolis.com/metodos-de-medicao-de-ideias-para-inovacao/
Santo, Rui. "Metodos de medição de ideias para inovação". GestioPolis. 14 noviembre 2014. Web. <http://www.gestiopolis.com/metodos-de-medicao-de-ideias-para-inovacao/>.
Santo, Rui. "Metodos de medição de ideias para inovação". GestioPolis. noviembre 14, 2014. Consultado el 9 de Diciembre de 2016. http://www.gestiopolis.com/metodos-de-medicao-de-ideias-para-inovacao/.
Santo, Rui. Metodos de medição de ideias para inovação [en línea]. <http://www.gestiopolis.com/metodos-de-medicao-de-ideias-para-inovacao/> [Citado el 9 de Diciembre de 2016].
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