Estudo e análise do capital fixo. Super e subinvestimentos

O estudo do patrimônio não deve ser realizado de modo grosseiro, observando apenas os valores e as qualidades dos bens sem adentrar nos aspectos e características que fomentam a conclusão de sanidade ou patologia de suas partes componentes.A patologia patrimonial pode ser causada pelo grau de proporção que se agrega ao patrimônio derivada das ocasiões em que se investe aquém ou em demasia, provocando nesta situação, prejuízos na capacidade dinâmica da riqueza com igual definhamento das funções patrimoniais.Portanto, este artigo propõe oferecer de modo assimilável e breve, alguns comentários sobre o assunto em discussão, para o estudo e análise das patologias proporcionais que poderão existir no imobilizado pelo mau uso dos investimentos patrimoniais.A análise patrimonial como tecnologia da contabilidade permite com proficiência detectar e propor decisões para os superinvestimentos e os subinvestimentos, que representam respectivamente, os excessos, e deficiências nas aplicações de recursos, que podem existir em qualquer elemento patrimonial, inclusive e especialmente, no imobilizado ou capital fixo das aziendas.

1. Introdução

Longe se foi o tempo em que os contadores eram chamados de “Guarda-Livros” pelo fato de se prenderem numa atividade consuedutinaria e atrabiliária, personificada na escrituração de diários e razões, como que em outros livros exigidos pelo fisco e governo, na produção de balanços e demonstrações tão comuns desde o tempo de Paciolo (1445 – 1516) e tão majestosos no século passado, com a chamada “era da informação” que já foi ultrapassada pelos instrumentos da informática e pelo conhecimento contábil que alcançou a filosofia, sem possuir, portanto, limites mensuráveis ou quiméricos.

No novo século é necessário que se tenha a investigação holística; que se utilize a contabilidade como ciência real com a sua abrangência e verdadeiro potencial, não se limitando na “informação” , mas, ultrapassando esta pela sabedoria, já que estamos na “era do conhecimento” que exige a habilidade de pensar e entender o objeto contábil retratado nos informes. Mais do que informar é necessário saber o que se informa, e o que significa tais esclarecimentos.

Hodiernamente se exige a explicação do que está acontecendo no patrimônio, mais do que simplesmente “informar” o que está ocorrendo; pede-se que esclareça porque acontece, ou seja, saber estudar e explicar as causas e efeitos dos fenômenos diversos. Ter o conhecimento gerencial é diferente da informação para gerência, mesmo quando tais esclarecimentos são detalhados e oferecem importantes auxílios. A representação do patrimônio por si só é insuficiente exige-se então, que se saiba explicar o que se demonstra pela doutrina do conhecimento.

E tal concepção não é recente, pois, possui muito mais que cem anos; no século XIX o cientista e economista Courcelle – Seneuil (1813 – 1892) apontava a diferença entre o contador e o produtor de informações; dizia ele que o contador não produziria apenas os informes, mas, organizava e criticava os sistemas de contas e as informações diversas, portanto, nunca poderia ser considerado escravo da rotina, mas, possuidor do saber.

A análise da riqueza na contabilidade oferece um panorama de averiguação da sanidade ou estado patrimonial, através da investigação das partes desse complexo, por meio de uma busca do simples, com métodos científicos qualificados. O balanço, planilhas de custos, métodos de custeio, cálculos de preços de vendas e outros instrumentos devem ser então bases para os estudos contábeis.

Da mesma forma que não se confunde uma radiografia com o ortopedista, um bisturi com o cirurgião, um instrumento com um músico, uma fotocópia com o livro, um microfone com o palestrante, a caneta com o escritor, não se pode confundir a informação com a contabilidade está é mais ampla e não se restringe nas cifras formais.

Um dos grandes tratadistas da história da contabilidade, o professor Carlos de Carvalho abordava há quase um século a grande diferença entre a ciência contábil e a escrituração; segundo o mestre a primeira seria um conjunto de princípios e idéias organizadas e esta seria uma arte. Dizia Carvalho (1973, p. 26): “Contador, em resumo é aquele que possui a teoria… Guarda-livros é o que chega à prática por meio da própria prática… ele é senhor de uma arte empírica.”

Atribuir à informação o fato de ser objeto da contabilidade é cometer uma pelintra para com os informes em cotejo com todo o vasto conhecimento contábil. O balanço é uma coisa a serviço da contabilidade. Informar é uma atitude até pragmática, já explicar é outra prática que carece de teoria.

O campo para as análises e estudos dos patrimônios, demonstrados nos balanços, nunca se revelou tão amplo (sempre o foi), pois, grande é o curso da cinemática da riqueza. Sempre haverá abundância de problemas a se inquirir sobre os fenômenos patrimoniais, como que o seu adequado modelo de comportamento, ou seja, o ideal, no que tange aos consagrados axiomas de eficácia e prosperidade das células sociais.

Temos inumeráveis problemas para os estudos contábeis, ainda mais quando tratamos dos fenômenos de desequilíbrio proporcional do capital imobilizado, ou seja: os super e subinvestimentos que atarantam a eficácia deste mesmo elemento no complexo patrimonial em marcha dinâmica.

2. O capital imobilizado

Os recursos investidos no patrimônio com a intenção de prestar utilidade por vários períodos, exercícios e anos, cuja circulação é lenta se comparando com os outros elementos, chama-se por natureza de “imobilizado” porque a riqueza que se investe provinda dos numerários próprios e de terceiros está “fixa” neste elemento. Portanto, a terminologia “imobilizado”, “permanente” significa a paralisação do dinheiro que foi aplicado, e não ausência de mobilidade física.

Tais elementos segundo Sá (2005, p. 122) possuem quatro características fundamentais, pois, representam três espécies: os investimentos, imobilizado e diferido. Temos nestes elementos a imobilização de materiais de uso (como maquinas, imóveis, moveis, utensílios, veículos e outros); de rendas( ações, investimentos em bens de rédito, participações em outras empresas, etc); imateriais( marcas, patentes, direitos autorais, aviamentos, etc); e deferimentos ( gastos com pesquisas, gastos com instalação, etc).

De uma maneira geral são os elementos que servirão à empresa ou entidade por vários períodos e tal grupo é chamado legalmente (pela lei 6404 de 1976) de “permanente” por ter esta característica de servir à atividade por diversos períodos – apesar de tudo circular ou propor cinemática no patrimônio -, em geral são eles:

  • Investimentos em ações
  • Investimentos em bens de aluguel
  • Galpões
  • Depósitos para estocagem
  • Computadores
  • Máquinas de escrever
  • Veículos
  • Softwares
  • Marcas
  • Nome comercial
  • Gastos com pesquisa

Em empresas industrias tais elementos são mais abundantes do que nas demais empresas (até porque é natural na atividade deste empreendimento produzir para vender, e neste intuito é necessário mais maquinário), contudo, tais elementos são normais em entidades comerciais e muitas outras aziendas.

O imobilizado estando presente em qualquer tipo de célula social requer indagações e estudos importantes, porque ele existe para ter uma determinada proporção funcional, que quando anormal, atrapalha a atividade e a dinâmica dos sistemas patrimoniais; em casos como este dissemos que a riqueza esta desequilibrada porque o investimento não é compatível em proporção com a cinemática patrimonial.

3. Os superinvestimentos em imobilizado

Os excessos de proporção aplicados, que arruínam a dinâmica e fazem o patrimônio ser prejudicado, chamam-se superinvestimentos. Os exageros de proporção no imobilizado, realizados pelo desejo assaz ardente de crescimento acabam por destruir a liquidez, causar resultados negativos, e por fim tendem a eliminar a economicidade do ente-patrimonial. Nem sempre investir em demasia pode beneficiar o capital, ainda mais quando se trata de determinados tipos de empreendimentos que necessitam mais de elementos circulantes do que imobilizados.

Existem alguns tipos de aziendas que procuram investir o mínimo de recursos em elementos imobilizados do que em circulantes; como no caso de bancos de qualquer espécie, cuja política administrativa esta mais voltada para investir em bens circulantes – no ativo as operações de créditos, numerários e no passivo as aplicações financeiras, depósitos a vista e a prazo – do que em maquinário. É uma estratégia para evitar a insolvência do capital já muito antes praticada nos Estados Unidos da América como bem disse Herrmann Júnior (1973).

As indústrias por sua vez buscam investir mais em recursos fixos do que circulantes, porque a sua atividade é voltada para a produção carente de imobilizados para a fabricação de produtos, mas, nem por isso tal empreendimento está desequilibrado por este fator. Tal grau de proporção é normal nesta espécie aziendal.

O ideal é investir conforme a necessidade: se a empresa necessita de mais estoques porque a demanda é grande então se deve buscar investir mais em imobilizados; agora se uma entidade necessita de mais circulante do que bens fixos para liquidar seus compromissos exigíveis em curto prazo, então é aconselhável que se invista menos em imobilizados; às vezes quando o imobilizado apresenta ser “grande” em proporção nem sempre ele está superinvestido, pois, poderá ser uma medida compatível com as exigências da riqueza.

Quando se compra elementos em demasia sem averiguar a capacidade circulatória e dinâmica do empreendimento, sem base administrativa ou contábil alguma, o resultado quase sempre é de existir um investimento desproporcional, porque está soberbo, desigual, considerando a atividade e funcionalidade da empresa ou entidade.

O problema que rotunda sobre os fenômenos de superinvestimento são variados e envolvem uma miscelânea de estudos por relações diversas. Os transtornos causados por tais elementos são variados e existem em cada sistema particular. Porém, é óbvio, e está mais do que comprovado a antiprosperidade que proporciona tais acontecimentos.

Não adianta dizer que se comprou tanto de maquinas ou elementos imobilizados; ouve-se freqüentemente esta frase “comprei $ 40.000 em máquinas”; “tenho $ 100.000 em veículos” como se este fosse um motivo de gabar; é bom ter uma proporção adequada de acordo com a necessidade e capacidade circulatória do capital. Nem sempre o fato de ter muito beneficia a riqueza, pelo contrário pode ser responsável pela sua “morte”.

Quando existem casos em que o capital fixo está superinvestido, a primeira coisa que acontece é uma queda da capacidade giratória, seguida de uma baixa de liquidez até a perda de resultados com os prejuízos, e, finalmente, perda da substância patrimonial que irá proporcionar o definhamento do ente-patrimonial.

Portanto uma das fórmulas que se deve primeiramente observar em casos de análises que indica os superinvestimentos é a relação do Ativo total com o imobilizado, que explica qual é a proporção existente entre estes dois elementos, ou seja, quanto que existe de Ativo no capital fixo ou imobilizado:

Ativo total
imobilizado

Ou então:

Ativo total
(Investimentos + Imobilizados + Diferidos)

São duas fórmulas que expressam uma só relação: a de ativo total com o imobilizado; ambos cálculos explicarão quanto que existe de ativo no capital fixo e pode-se padronizar (de uma forma geral) a medida ideal como maior que um, porém, quando menor que a unidade os cuidados devem ser tomados em escoimar um pouco o que existe investido no imobilizado, pois, poderá ser um sinal de excesso da proporção.

Quanto menor for o resultado, menor será a proporção do Ativo total com relação ao imobilizado e este poderá se um dos sintomas de superinvestimento, porém, a detecção deste fato é muito difícil para ser resumida em uma só relação, e demanda muitos outros aspectos não mencionados, para seguir os ditames limitados deste artigo.

4. Os subinvestimentos em imobilizado

Os subinvestimentos são as aplicações débeis de recursos que proporcionalmente estão aquém do ideal considerando a atividade e dinâmica funcional da riqueza. Tais fenômenos existem porque estão muito abaixo da necessidade patrimonial ideal e relativa ao empreendimento específico.

Quanto tais fenômenos existem, as funções (movimentos) do patrimônio acabam involuindo; o capital regride porque não possui o suficiente para manter a atividade, carece de mais proporção. Ou seja, tudo cresce muito devagar, ou então não existe a massa patrimonial para permitir o fluir da riqueza.

Neste sentido principal tal fenômeno difere do superinvestimentos, porque nos subinvestimentos existe “a falta” de recursos suficientes, enquanto no outro existe um excesso de proporção. A falta de recursos também é um grau de desequilíbrio, pois, não permite o funcionamento total do patrimônio.

Em casos de subinvestimentos a operação da empresa perde aos poucos o seu potencial, ou seja, cai o ritmo da produção, se vende menos, o lucro diminui com o tempo, até a empresa ter uma queda de giros e do potencial de pagamentos. Tudo isto gradativamente. A dinâmica não consegue funcionar com naturalidade sã.

Como o subinvestimento é uma carência de proporção ou de bens, a operação do capital não possui lastros nem para a normalidade e muito menos para a prosperidade, ou seja: faltam máquinas para a produção ou investimentos em capital fixo, então não se vende como deveria e nem se lucra adequadamente; a circulação fica por demais distorcida e deixa a desejar no complexo patrimonial.

A proporção do imobilizado quando abaixo do normal não permite completa evolução da riqueza então ela não poderia ter um estado de sanidade porque não tem elementos suficientes para desenvolver todo o seu potencial, e do mesmo modo ele vai perder a sua capacidade operativa.

É como se a empresa definhasse aos poucos na sua dinâmica de giros, vendas e lucros, simplesmente, porque não dota de bens ou elementos suficientes, para complementar e manter o seu real funcionamento, ao menos para a sua sobrevivência.

Para detectar realmente tais elementos é necessário antes de tudo investigar com holismo todo o patrimônio, então se deve utilizar várias fórmulas e diversas relações. O estudo de subinvestimentos é de difícil realização e carece de uma detalhada análise, porém, se comentasse sobre tais aspectos fugiria dos limites deste artigo.

Aconselho utilizar o primeiro cálculo que citei para os superinvestimentos, quanto maior for o resultado, geralmente, maior será a tendência de carência proporcional do capital fixo. Porém, Uma fórmula muito útil para este intuito, pode ser a relação entre o imobilizado e o Passivo total:

Passivo total
imobilizado

Ou então:

Capital de Terceiros + Capital próprio
Capital Fixo

Considera-se nesta relação, o quanto de passivo ou origem total de recursos, existem no capital fixo.Quanto maior o resultado do quociente ou relação, maior será a proporção do passivo total no imobilizado, ou seja, existem menos investimentos em capital fixos do que apresenta toda a grandeza quantitativa do capital que o originou, não se pode prever padrões neste caso, porém, considera-se a unidade: muito maior que 1, menor imobilizado, porém, muito menor 1 maior será a proporção dos investimentos fixos, provinda de todas as fontes de financiamentos.

Porém, é preciso ressaltar que mesmo quando o quociente der 3, 4,8 não se pode afirmar com segurança que o capital fixo está subinvestido pelo princípio da relatividade, pois, como disse existe medida que parecem ser esdrúxulas devido a radical proporção, porém, não se apresentam como fenômenos de desequilíbrio. O problema é quando se apresenta ser desequilibrado o investimento e não parece ser.

5. Patologias proporcionais e imobilizado

A riqueza aparentando um excesso de elementos ou uma carência dos mesmos está em desequilíbrio, então dizemos que ela possui uma patologia proporcional que prejudica a sua dinâmica e os seus movimentos básicos (como o de liquidez, resultabilidade, economicidade, circulação e outros).

Toda patologia proporcional prejudica a dinâmica, sendo que a capacidade funcional de cada elemento (entende-se por capacidade funcional o potencial que cada elemento transmite com sua proporção para os movimentos específicos e variados de cada categoria ou sistema), se demonstra incompetente e desta maneira várias patologias existirão.

Ora, é licito falar e já está comprovado que no excesso de um elemento poderá existir a falta de outro, e na carência de um outro poderá haver outro excesso. Todo fenômeno de desequilíbrio acaba tendo uma relação com outro elemento, transmitindo, deste modo, uma patologia hereditária, como bem afirmou Sá (2001).

É comum em casos de superinvestimentos de bens realizáveis haver uma necessidade de numerário, em casos de excesso de dívida poderá haver uma necessidade da proporção nos estoque para venda. E todas esta fenomenologias geram uma serie de desequilíbrios, que, por demais revelam uma interdependência recíproca ou mutua de relação.

Em casos de desequilíbrios existirão faltas de caixa e prejuízos na liquidez; queda de vendas e inoperância da resultabilidade. Além de se notar os exageros ou deficiências de alguns elementos da riqueza, que com relativa proporção, pouco servem ou transmitem de movimento e agilidade. A riqueza perderá a sua capacidade de produzir movimento aos poucos.

Mais freqüentemente quando existe um desequilíbrio em um elemento haverá um desequilíbrio ou malefício em outro elemento. Temos, portanto, a lei teórica e prática (pois, é real) proposta por Sá (2001, p. 14):“O superinvestimento em um meio patrimonial pode implicar no subinvestimento de um outro, com o prejuízo da eficácia de ambos.” Então em casos de excessos haverá carências e de faltas existirão exageros proporcionais em cada um dos elementos do patrimônio.

Abordando sobre tais problemas patológicos para o imobilizado, em casos de superinvestimentos haverá necessidades proporcionais nos estoques, créditos e bens numerários como nas dividas e capital próprio, já em casos de subinvestimentos existirão excessos quantitativos em outros elementos.

As patologias proporcionais concernentes aos superinvestimentos e subinvestimentos são variadas e em todas as vezes promovem efeitos maléficos ao patrimônio prejudicando acima de tudo a dinâmica patrimonial. E todos estes fenômenos inaturais não deixam de atingir o capital fixo das aziendas.

6. O equilíbrio do capital e o imobilizado

Quando o capital está equilibrado não existe um distúrbio deletério na dinâmica; a medida padrão dada pelo quociente ou pela percentagem para os fenômenos de desequilíbrio ainda não existe, mas, independente da medida, cada elemento deve proporcionar movimentos adequados de vendas, lucros, giros e liquidabilidade para o capital.

Aspectos básicos de equilíbrio estão no funcionamento da riqueza: quando a proporção não prejudica a circulação, o movimento patrimonial, por mais que aparentemente pareça existir excessos e carências nas medidas quantitativas, não haverá desequilíbrio, o correto é que a liquidez, a lucratividade, os giros, e a rentabilidade não apontem regressão com o grau desproporcional.

Neste aspecto de estudo e observação, deve-se verificar basicamente a liquidez e a resultabilidade. A primeira é um movimento que extingue as exigibilidades pelos meios financeiros e a segunda função propõe os resultados lucrativos ao patrimônio, pelos meios redituais que recuperam os custos.

Ou seja, além de averiguar as desarmonias proporcionais é preciso verificar se a empresa possui a capacidade de extinguir as exigibilidades ao mesmo tempo em que há resultados benéficos no patrimônio. O equilíbrio é concedido com a harmonia da liquidez e resultabilidade. Se o patrimônio possuir resultados relevantes de proporção – ou seja, os resultados dos quocientes são muitos altos ou muitos baixos-; isto é, muito alta é a medida quantitativa proporcional que apresenta números importantes, e tais cálculos forem compatíveis com as quedas da liquidez e lucratividade no tempo, então, pode-se destacar o desequilíbrio.

A mesma coisa pode-se destacar para o imobilizado quando tal elemento está desequilibrado, ou seja, superinvestido ou subinvestido, haverá uma queda da liquidez e obtenção de resultados, porque, o desequilíbrio prejudicará a circulação e o giro dos grupos das riquezas, oferecendo primeiramente uma conseqüência nestes movimentos básicos.

O inverso também ocorre quando a proporção do imobilizado (relação entre Ativo e Imobilizado) possui uma medida estável e relativa que não prejudica a solvência a curto prazo e o potencial de lucratividade, então tal elemento não estará desequilibrado. Mesmo quando a medida for muito baixa, ou saliente for a proporção e não se notar prejuízo da liquidez e resultabilidade o desequilíbrio não se concretizará.

Deve-se seguir esta medida: que o imobilizado desequilibrado prejudica a capacidade de pagamento e obtenção de lucros da empresa, mesmo quando, o coeficiente se aparente notável com o seu resultado percentual.

7.  Conclusão

A ciência contábil mais do que informar o que esta na riqueza ela pode aconselhar através de consultoria os estados de equilíbrio dos elementos do complexo porque tal disciplina analisa e estuda os fenômenos e não a suas simples representações informativas que são totalmente suscetíveis a razão.

Os super e subinvestimentos são fenômenos de desequilíbrio que prejudicam a liquidez e a resultabilidade e podem atingir a qualquer elemento em particular, exigindo do investigador a análise e estudo habilidoso de tais acontecimentos, com os recursos cognitivos possíveis para aconselhar as terapêuticas e récipes especiais.

O imobilizado pode conter tais fenômenos de desequilíbrio quando se observa a sua proporção com alterações negativas na liquidez e resultabilidade sendo tal tarefa básica para a contabilidade com todo o seu potencial científico no patamar racional das disciplinas que exigem do intelecto superior para determinar conclusões fundamentais, em prol da eficácia patrimonial, pela decisão gestorial contábil.

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Chaves da Silva Rodrigo Antonio. (2007, enero 14). Estudo e análise do capital fixo. Super e subinvestimentos. Recuperado de https://www.gestiopolis.com/estudo-e-analise-do-capital-fixo-super-e-subinvestimentos/
Chaves da Silva, Rodrigo Antonio. "Estudo e análise do capital fixo. Super e subinvestimentos". GestioPolis. 14 enero 2007. Web. <https://www.gestiopolis.com/estudo-e-analise-do-capital-fixo-super-e-subinvestimentos/>.
Chaves da Silva, Rodrigo Antonio. "Estudo e análise do capital fixo. Super e subinvestimentos". GestioPolis. enero 14, 2007. Consultado el 18 de Octubre de 2018. https://www.gestiopolis.com/estudo-e-analise-do-capital-fixo-super-e-subinvestimentos/.
Chaves da Silva, Rodrigo Antonio. Estudo e análise do capital fixo. Super e subinvestimentos [en línea]. <https://www.gestiopolis.com/estudo-e-analise-do-capital-fixo-super-e-subinvestimentos/> [Citado el 18 de Octubre de 2018].
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