INTRODUÇÃO
Segundo Rebollo (2001), atenção e cuidados para os recursos disponíveis
na natureza ou a produção de produtos e resíduos que eventualmente venha
a afetar o meio ambiente são variáveis que crescem de importância no
planejamento estratégico das empresas.
Ainda diz: ¨Há um crescente movimento de conscientização, inclusive nas
empresas, visando a um desenvolvimento econômico sustentável¨.
Desenvolvimento sustentável é a prosperidade patrimonial da célula
social sem agressão ao meio ambiente natural.
A sustentabilidade tornou-se uma preocupação não só dos estudiosos como
também dos empresários a nível mundial. O grande desafio é
compatibilizar o crescimento econômico com a preservação da natureza.
O Neopatrimonialismo contábil pode dar grande contribuição à célula
social e à comunidade criando modelos contábeis competentes para que o
empresário venha a tomar decisões eficazes em sua gestão patrimonial e
ambiental.
Segundo Lopes de Sá (1999), conciliar a eficácia empresarial com aquela
ambiental, passa a ser um desafio que só a ciência pode resolver, mas,
necessário para que a utilidade do conhecimento cumpra a sua meta.
Faz-se necessário, portanto, na elaboração de modelos de eficácia
empresarial, no caso em tela, a adaptação de tal fenômeno particular da
célula social com aquele de uma eficácia ambiental, este tomado como
parâmetro.
Tais interesses de eficácias, interativos, representam uma nova ótica
que a doutrina contábil não havia antes considerado, mas, imprescindível
como fundamento no desenvolvimento de uma Contabilidade aplicada ao Meio
Ambiente.
E ainda, a ação do capital não pode chegar a ponto de prejudicar a vida
dos seres, quer no presente, quer no futuro, embora, isto, não seja
seguido por alguns especuladores financeiros, parece ser, todavia, uma
determinante para o futuro, como cobrança das sociedades humanas.
Como bem lembra Attuy apud Wernke (1999), o verdadeiro ¨desenvolvimento
sustentável pressupõe aumento da renda nacional em longo prazo, sem
prejuízo do progresso e sem ferir a ecologia¨.
A sustentabilidade referida gera, pois, concomitantemente, fenômeno
patrimonial e do meio ambiente natural. Logo, sempre que houver fenômeno
patrimonial haverá mutação patrimonial e sempre que houver fenômeno
ambiental natural haverá mutação da natureza.
MUTAÇÃO PATRIMONIAL E AMBIENTAL
Há movimento constante na riqueza aziendal e, igualmente, transformação
no entorno ecológico. Todos os elementos que constituem o patrimônio
tendem ao movimento e influenciam o ambiente natural, gerando fenômenos
ambientais. Assim como o movimento patrimonial modifica o ambiente
natural esse também modifica o patrimônio gerando fenômenos
patrimoniais. Isto é axiomático.
Sobre essa matéria diz Lopes de Sá (1999): parece-me axiomático que: ¨O
entorno ecológico transforma-se com o transformar da riqueza das células
sociais e a riqueza das células sociais se transforma com o transformar
do entorno ecológico¨. Ou seja: ¨há uma inequívoca interação
transformadora entre o ambiente natural e o patrimônio das células
sociais¨. Ou ainda, quer o patrimônio, quer o ambiente natural,
sujeita-se às leis supremas da ¨transformação¨ e às de um regime de
¨interação¨.
Nessa interação constante deve-se buscar a eficácia do fenômeno
patrimonial e do fenômeno do meio ambiente natural.
O contador é o profissional capaz de criar modelo contábil para essa
eficácia. Faz-se necessário a eficácia entre o fenômeno contábil e o
fenômeno ecológico para se conseguir o desenvolvimento econômico
sustentável. Esse é um novo desafio à ciência contábil e à
administração.
Como em trabalhos anteriores afirmei, o gestor da organização deve dar
atenção à necessidade do patrimônio e à necessidade do ambiente natural.
Há um limite da necessidade da célula social como há um limite da
necessidade do meio ambiental natural.
Há célula social que depende da natureza, mas, há um limite de
utilização da natureza, para se perpetuar na temporalidade, tal como
ocorre com as espécies na biologia.
A indústria que utiliza a água, há um limite nessa utilização, deve
aplicar recurso (fenômeno patrimonial) em açudes de decantação, onde a
água poluída pela transformação patrimonial é despoluída (fenômeno
ambiental) e devolvida pura à natureza.
A indústria de papel que utiliza celulose deve preocupar-se com o
plantio de árvores; para cada árvore cortada deve plantar outra árvore.
Com a poluição da natureza pela atividade econômica da célula social
gerou a necessidade da harmonização entre a mutação patrimonial e do
meio ambiente natural. Para que isso ocorra é fundamental a
conscientização ecológica do empresário e da comunidade a nível mundial.
O Neopatrimonialismo contábil prega exatamente o princípio de
fortalecimento do agente ambiental, quer humano, quer material, quer
natural, como fonte de motivação para a obtenção da eficácia.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
A educação ambiental nasceu com o objetivo de gerar uma consciência
ecológica em cada ser humano, preocupada com o ensejar a oportunidade de
um conhecimento que permitisse mudar o comportamento volvido à proteção
da natureza.
O desenvolvimento sustentável deve estar aliado a educação ambiental. A
família e a escola devem ser os iniciadores da educação para preservar o
ambiente natural. A criança, desde cedo, deve aprender cuidar da
natureza. No seio familiar e na escola é que se deve iniciar a
conscientização do cuidado com o meio ambiente natural. É fundamental
esta educação ambiental pois responsabilizará o educado para o resto de
sua vida.
Segundo Munhoz (2004), uma das formas de levar educação ambiental à
comunidade é pela ação direta do professor na sala de aula e em
atividades extracurriculares. Através de atividades como leitura,
trabalhos escolares, pesquisas e debates, os alunos poderão entender os
problemas que afetam a comunidade onde vivem; instados a refletir e
criticar as ações de desrespeito à ecologia, a essa riqueza que é
patrimônio do planeta, e, de todos os que nele se encontram.
E ainda diz: Os professores são a peça fundamental no processo de
conscientização da sociedade dos problemas ambientais, pois buscarão
desenvolver em seus alunos hábitos e atitudes sadias de conservação
ambiental e respeito à natureza transformando-os em cidadãos conscientes
e comprometidos com o futuro do país.
Apesar da importância fundamental do professor no processo de
desenvolvimento da nação ainda não se dá o devido valor, por parte de
nossas autoridades, ao professor e com isto a educação. O Estado ainda
não se conscientizou que a educação é o veiculo do bem estar social,
mas, sim, de forma oposta, se tem priorizado o interesse político de
manter a massa sem uma formação cultural adequada.
Qualquer ação de proteção ambiental deve passar pela educação ambiental.
Na carta de Belgrado, de 1975, apud Rebollo (2001), foi apresentado uma
linha de ação onde diz: a) conscientizar os cidadãos de todo mundo sobre
o problema ambiental; b) disponibilizar o acesso a conhecimentos
específicos sobre o meio ambiente; c) promover atitudes para a
preservação ambiental; d) desenvolver habilidades específicas para ações
ambientais; e) criar uma capacidade de avaliação das ações e programas
implantados; f) promover a participação de todos na solução dos
problemas ambientais.
Lopes de Sá (1999), afirma: ¨há uma consciência mundial em marcha, cuja
formação se acelera e que condena a especulação gravosa da riqueza tão
como o uso inadequado de utilidades, como fatores de destruição do
planeta e lesão à vida dos entes eu povoam o mundo¨. Diversos movimentos
de massa humana pressionaram os poderes políticos e catástrofes
expressivas (Bhopal em 1984, Chernobyl em 1986, afundamentos de
petroleiros, destruições de florestas etc.) e em parte terminaram por
convencer aos dirigentes do Estado de que era grave a questão. Caseirão
(2000) diz (1997) ¨no pólo norte foram detectados partículas de césio,
que é produto radioativo, acumulados nos tecidos das focas da área. Este
fato demonstra que os problemas da poluição não têm incidência meramente
local. A poluição é transportada para locais muito distantes daqueles em
que a mesma é produzida; ¨No Rio Grande do Sul, Brasil (1998) um barco
esteve cerca de uma semana a descarregar ácido sulfúrico diretamente
para as águas do porto, que se situa perto da reserva ecológica da Lagoa
dos Patos¨. ¨Resultado: a pesca teve de ser proibida numa faixa de 18
km, cerca de 6,5 mil famílias de pescadores ficaram sem meio de
subsistência e o prazo estimado para a recuperação do ecosistema
destruído é de 10 anos¨.
Minamata, Japão (195?) informou: ¨As descargas contínuas de mercúrio na
baía de Minamata, provocaram o nascimento de vários bebes com graves
deformações físicas¨. Prince William Sound, Alasca (1989), também
recrimina: ¨Um derramamento causado pelo superpetroleiro Exxon Valdez
destruiu todo o ecosistema da região, liquidou mais de 250.000 aves e
matou um número não determinado de mamíferos marinhos e peixes.
¨Passados que estão 10 anos, a vida na região não está ainda
reconstituída e a Exxon já pagou indenizações de valor superior a 2,5
mil milhões de dólares (cerca de 450 milhões de contos)¨; Consta no
relatório Greenpeace sobre a contaminação do leite por dioxina na
Alemanha. ¨Em março de 1998, foram detectados níveis alarmantes da
substância cancerígena dioxina no leite produzido no estado alemão de
Baden – Wurttemberg (sudeste da Alemanha). ¨O leite foi retirado do
mercado. Investigações científicas realizadas pelo Freiburg State
Istitute for Chemical Analysis of Food indicaram um aumento assustador
dos índices de dioxina nas amostras de leite e manteiga coletadas desde
setembro de 1997. A descoberta levou as autoridades alemãs a conduzirem
um estudo abrangente para determinar a fonte da contaminação¨. São
alguns exemplos, dos muitos existentes, de referências a poluição
ambiental e de produtos que comprometem a vida do ser humano e da
terra. O que precisa ser feito é acelerar a conscientização ecológica na
empresa e na comunidade e construir uma cultura ambiental, que se
imponha àquela do consumo. Para melhorar a qualidade ambiental diz Frers
(2000): ¨Dar a conhecer a um público cada vez mais amplo as causas
principais do problema e conseguir nele a compreensão e conscientização
sobre isso, conhecer, compreender, tomar consciência e atuar, essa deve
ser a dinâmica e finalmente, formar uma Associação não governamental que
congrega a todos os participantes ativos no processo, com o objetivo de
organizar professores e estudantes do sistema educativo nacional desde
os níveis elementares até os posgraduados, a todos as associações civis
não governamentais e em fim a toda pessoa que responsável e
organizadamente, baseada em sua própria experiência ou em dos demais,
deseja atuar para oferecer um projeto alternativo e fundamentado que
possa dar aos governos de mecanismos de ação cuja proposta seja da
sociedade civil organizada¨. Ainda é importante observar o referido
sobre o assunto em evento que reuniu Ministros da Educação em Cúpula das
Américas, Cúpula de Brasília (1998): ¨A educação ambiental para a
sustentabilidade deve permitir que a educação se converta em uma
experiência vital, alegre, lúdica, atrativa, criadora de sentidos e
significados, que estimule a criatividade e permita redirecionar a
energia e a rebeldia da juventude para execução de projetos de
atividades com a construção de uma sociedade mais justa, mais tolerante,
mais eqüitativa, mais solidária democrática e mais participativa e na
qual seja possível a vida com qualidade e dignidade¨.
Na atualidade se impõe a necessidade da educação para o desenvolvimento
sustentável e do controle, por legislação do meio ambiente natural, da
gestão ambiental.
GESTÃO AMBIENTAL
Todas as decisões na célula social devem ser tomadas visando a harmonia
entre o patrimônio e o entorno ecológico. Cresce na empresa a
importância da gestão ambiental, principalmente nas indústrias, que
facilmente ultrapassam o limite de resíduos que poluem o ambiente.
Segundo Crespo, Ayuso y Ripoll apud Urrutia (2001), a maioria das
organizações de utilização de recursos naturais nos processos e
produtos, em muitas ocasiões, geram grandes quantidades e variados tipos
de resíduos, contribuindo na contaminação do ar, água e do solo. No
momento, ¨só em alguns casos são contados os custos em longo prazo
destes recursos e a contaminação se tem incluído nos custos de
exploração de uma instalação ou no preço de produto e serviço
final¨{....} ¨A empresa, deverá destinar parte das aplicações na melhora
e proteção do meio ambiente, suportando uma série de custos, os quais,
serão fácil de identificar e registrar contabilmente de forma separada
do resto dos custos empresariais, sem entretanto, outras vezes estarem
inter-relacionados com o resto e complicaram a análise custo-benefício
meio ambiental.¨
Segundo Wernke (2000), defender o meio ambiente deixou, então, de ser
apenas assunto de ecologistas e passou a ter grande influência nas
estratégias empresariais. Por isso algumas empresas estão procurando
mudar a filosofia de satisfação das necessidades do consumidor, visando
a uma qualidade melhor de vida para a sociedade, tentando, para tanto,
solucionar problemas ambientais. Concomitantemente objetivam explorar as
oportunidades geradas pelo ecobusiness.
Ainda diz: Quando se pensa em qualidade de meio ambiente, deve-se levar
em consideração pontos como a proteção dos consumidores e o
desenvolvimento sustentável. Com vista a assegurar a sustentabilidade,
as empresas buscam implementar mecanismos de gestão ambiental.
O empresário começa a se dar conta que a gestão ambiental não veio para
prejudicar a prosperidade patrimonial de sua empresa mas, sim, veio como
um novo desafio para agregar valor ao seu produto na atualidade.
Segundo Becke (2003), investir no meio ambiente significa, para a
própria empresa, cuidar dos agentes que propiciam a sua riqueza
(possibilitando aumento de patrimônio) e ao mesmo tempo é uma
demonstração da sua razão de existir e servir a sociedade
(Responsabilidade Social).
No seguinte exemplo demonstra-se que é possível, na gestão ambiental,
diminuir a poluição gerada pela atividade econômica da célula social.
A Astra em sua gestão ambiental apresentou o seguinte:
Consumo médio mensal de sacos de plásticos para o lixo:
1998 - 1133
2002 - 933
Redução de 18%
Quantidade média anual de resíduos industriais depositados em aterro
sanitários:
1996 a 1998 – 43 t
2002 - 12 t
Redução de 72%
Quantidade média anual de caçambas na empresa:
1998 – 44
2002 - 8
Redução de 82%
Fonte: Gestão ambiental – ASTRA
Para demonstrar as aplicações no meio ambiente natural criou-se o
Balanço
Ambiental.
BALANÇO AMBIENTAL
O balanço ambiental é uma peça demonstrativa que expressa o ativo e
passivo ambiental num determinado momento.
Ele evidencia, de forma sintética, os fenômenos ambientais (do meio
ambiente natural) que ocorreram num determinado período na gestão
ambiental natural da célula social.
Segundo Lopes de Sá (1999): ¨balanço ambiental, aquela demonstração das
contas que evidencia as relações do patrimônio com o meio ambiente ou da
natureza¨.
Segundo Raupp (2002), o Balanço Ambiental tem por principal objetivo
tornar pública, para fins de avaliação de desempenho, toda e qualquer
atitude com ou sem finalidade lucrativa, mensurável em moeda, que a
qualquer tempo, possa influenciar ou vir a influenciar o meio ambiente,
assegurando que custos, ativos e passivos ambientais sejam reconhecidos
a partir do momento de sua identificação, em consonância com os
Princípios Fundamentais da Contabilidade.
O balanço ambiental demonstra as aplicações na natureza.
Também, quanto ao Balanço de resultados, possuímos como Custos
ambientais as aplicações dos meios de pagamentos (dinheiro) na
conservação e recuperação do entorno ecológico.
Raupp (2002), considera que os custos ambientais serão reconhecidos,
independentemente de desembolso (Princípio Contábil da Competência) e
imediatamente incorporados ao bem e/ ou serviço que vise, única e
exclusivamente, à preservação do meio ambiente, no momento de sua
ocorrência, sendo que sua classificação contábil se dará no ativo
permanente imobilizado ambiental ou ativo permanente diferido ambiental,
desde que tais custos e/ou serviços aumentem a vida útil do bem
incorporador por prazo superior a 365 (trezentos e sessenta e cinco)
dias.
Segundo Ribeiro (2002), custos ambientais são os consumos de recursos
ocorridos na área de produção, mas voltados especificamente ao controle
e preservação ambiental. Assim, todos os insumos inseridos no processo
operacional que tenham por objetivo preciso a eliminação/redução de
poluentes. Portanto, incluem-se, aqui, produtos químicos que combatam os
resíduos decorrentes do processo operacional, a depreciação das máquinas
e equipamentos existentes na empresa, cuja finalidade básica seja o
controle e preservação do meio ambiente, como as estações de tratamento
de efluentes, a remuneração relativa às horas de mão-de-obra utilizadas
para manusear o sistema ambiental, qualquer que seja a sua forma etc.
Também Rocha e Ribeiro apud (Wernke, 2000) assinalam que os custos
ambientais são gastos realizados pela empresa para reduzir ou eliminar
os efeitos negativos do seu sistema operacional sobre o meio ecológico.
Os investimentos nesta área têm recebido ênfase expressiva, e diante
disso necessitam, portanto, serem incluídos nas estratégias da gestão
econômica das empresas.
No Balanço Geral, os Ativos ambientais são os investimentos em meios
patrimoniais que serão utilizados para a preservação ou recuperação do
meio ambiente natural.
Segundo Ribeiro (2002), ativos ambientais são todos os investimentos
realizados pela empresa que possuam perspectiva de geração de benefícios
futuros, no processo de controle, preservação e recuperação ambiental.
Também Kraemer (2001), os ativos ambientais representam os estoques dos
insumos, peças acessórios, etc. utilizados no processo de eliminação ou
redução dos níveis de poluição; os investimentos em máquina,
equipamentos, instalações, etc. adquiridos ou produzidos com intenção de
amenizar os impactos causados ao meio ambiente; os gastos com pesquisas,
visando o desenvolvimento de tecnologias modernas, de médio e longo
prazo, desde que constituam benefícios ou ações que irão refletir nos
exercícios seguintes.
Ainda diz a ilustre professora: Ativos ambientais são os bens adquiridos
pela companhia que têm como finalidade controle, preservação e
recuperação do meio ambiente.
No referido Balanço geral são Passivos ambientais as obrigações com
terceiros a curto e em longo prazo em aplicações na natureza.
Kraemer (2001), considera passivo ambiental toda e qualquer obrigação de
curto e longo prazo, destinada única e exclusivamente a promover
investimentos em prol de ações relacionadas à extinção ou amenização dos
danos causados ao meio ambiente, inclusive percentual do lucro do
exercício, com distinção compulsória, direcionado a investimentos na
área ambiental.
Ribeiro (2002) leciona que os passivos ambientais são as obrigações
contraídas pela empresa perante terceiros, que têm como origem um gasto
ambiental (ativos, custos, despesas etc). Assim, constituem-se
obrigações ambientais aquelas decorrentes de compras de ativos
ambientais, de elementos consumidos durante o processo de produção e
aqueles provenientes de penalidades impostas às organizações por
infração à legislação ambiental, por danos ao meio ambiente e à
propriedade de terceiros. O reconhecimento do passivo ambiental pode ser
espontâneo ou obrigatório.
CONCLUSÃO
Em última análise como me referi em trabalhos anteriores (2000): a
Contabilidade não pode ficar fechada à escrituração e mensurações
quantitativas do patrimônio da empresa. Ela deve estar aberta à evolução
tecnológica e as mudanças rápidas do mundo moderno. Estar presente,
através de seus estudos doutrinários e aplicações práticas, na luta pela
preservação ambiental natural. Criando modelos contábeis eficazes e
orientando o empresário na aplicação desses modelos para satisfazer as
necessidades da riqueza da empresa com eficácia e também, satisfazer com
eficácia as necessidades do meio ambiente natural.
A riqueza aziendal deve estar a serviço do bem estar do homem tanto em
seu aspecto social quanto no ambiental.
A célula social que contamina o meio ambiente natural e que não entendeu
que deve deixar de corrompe-lo, desaparecerá do mercado, porque o
consumidor moderno deixará de comprar seus meios patrimoniais
(patrimônio) e adquirirá da empresa que tiver uma política ambiental
correta e assim o desenvolvimento sustentável.
BIBLIOGRAFIA
BECKE, Vera Luise. Auditorias ambientais: teoria e prática em evolução.
Revista do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul.
Porto Alegre: n. 112, p. 31-49, maio de 2003.
CASEIRÃO, Manuel R. Auditoria Ambiental. Disponível em:
< www.iscac.pt>. Acesso em: febrero de 2000.
FRERS, Cristian. En búsqueta de una educación ambiental. Disponible em:
<www.estrucplan.com.ar>. Acesso em: abril de 2004.
HERCKERT, Werno. Ativo e passivo ambiental. Disponível em:
<www.contadorperito.com>. Acesso em: 2000.
HERCKERT, Werno. Patrimônio e o entorno meio ambiental natural. Três de
Maio: Reas, 2003.
HERCKERT, Werno. Patrimônio: sua função social e ambiental. Disponível
em: <www.serrano.neves.nom.br>. Acesso em: 2002.
KRAEMER, Maria Elisabeth Pereira. Contabilidade ambiental – passaporte
para a competividade. Disponible em:
<www.monografias.com/trabajos/passa/passa.shtml>. Acesso em: dezembro de
2001.
MUNHOZ, Tânia. Desenvolvimeto sustentável e educação ambiental.
Disponível em: <www.intelecto.net/cidadania/meio-5.htm1>. Acesso em
2004.
RAMOS, Aldo Guzmán; FERNÁNDES, Guillemina. La gestión ambiental
empresarial sustentable. Realidad o utopia? Disponible em:
<www.unilivre.org.br>. Acesso em: março 2004.
REBOLLO, Mario Guilherme. A contabilidade como instrumento de controle e
proteção do meio ambiente. Revista de Contabilidade do Conselho Regional
do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: n. 104, p. 12-23, maio de 2001.
RAUPP, Elena Hahn. Desenvolvimento sustentável: a contabilidade num
contexto de responsabilidade social de cidadania e de meio ambiente.
Revista de Contabilidade Conselho Regional de São Paulo. São Paulo: n.
20, p. 46-60, junho de 2002.
RIBEIRO, Maisa de Souza; GONÇALVES, Rosana C. M. Grillo; LIMA, Sandro
Alves de. Aspectos de contabilização do passivo e ativo ambientais nas
termelétricas brasileiras. Revista de Contabilidade Conselho Regional de
São Paulo. São Paulo: n. 20, p. 04-12, junho de 2002.
SÁ, Antônio Lopes de. Aspectos doutrinários da contabilidade aplicada ao
meio ambiente natural. Disponível em: <www.lopesdesa.com.br>. Acesso em:
1999.
SÁ, Antônio Lopes de. Considerações gerais sobre a contabilidade
aplicada ao meio ambiente natural. Disponível em:
<www.lopesdesa.com.br>. Acesso em: 1999
SÁ, Antônio Lopes de. Progressos no campo da contabilidade aplicada aos
fatos do ambiente natural. Disponível em: <www.lopesdesa.com.br>. Acesso
em: setembro de 2002.
SÁ, Antônio Lopes de. Contabilidade ambiental: uma responsabilidade
social. Disponível em: <www.lopesdesa.com.br>. Acesso em: 1999.
URRUTIA, Manuel Bravo. La contabilidad y el problema médio ambiental.
Disponible em: <www.estrucplan.com.ar>. Acesso em: agosto de 2001.
WERNKE, Rodney. Custos ambientais: uma abordagem teórica com ênfase na
obtenção de vantagem competitiva. Revista Brasileira de Contabilidade.
Brasília: ano 29, n. 123, p. 44-51, maio/jun. de 2000.
Cúpula das Américas, Cúpula de Brasília. Disponível em:
<www.maurolemes.hpg.ig.com.br/cupulaamericas.htm>. Acesso em: abril de
2004.
GREENPEACE. Chega de poluição! Relatório Greenpeace sobre a contaminação
de leite e ração animal na Europa com dioxinas provenientes da empresa
Solvay do Brasil. Disponível em: <www.greenpeace.org.br>. Acesso em
abril de 2004.
Nota: Es probable que en esta página web no aparezcan todos los elementos del presente documento. Para tenerlo completo y en su formato original recomendamos descargarlo desde el menú en la parte superior
Contador
Membro da Academia Brasileira de Ciências Contábeis
Membro da ACIN – Associação Científica Internacional Neopatrimonialista
Conéctate con GestioPolis
¿Qué hay de nuevo?
Lo que se está compartiendo
Otros artículos que te van a interesar
Explora todas las publicaciones por tema