1-INTRODUÇAO
Uma abordagem filosófica em nosso conhecimento é, pois, uma atitude
plausível e imprescindível, ainda mais, no tempo hodierno aonde existe
um “sincretismo” que invade os campos demarcados de nosso conhecimento,
emitindo um amalgama surpreendente de visão cientifica, que confunde a
verdadeira visão contábil relacionada com o seu verdadeiro objeto,
exigindo assim uma ostentação rigorosa da certeza e qualidade de nosso
método e objeto de estudos e indagações.
A posição filosófica exige esta posição: A de buscar as razões, os
critérios, os fundamentos de uma ciência especifica. Como a
contabilidade é uma ciência, ela poderá ser abordada filosoficamente,
quando se busca contextualizar criticamente todo o arcabouço cognitivo
que os pesquisadores contábeis emitiram no passar dos séculos.
A filosofia surgiu de uma necessidade importante: a aspiração de
explicar e entender o universo em que vivemos, a vida que temos, as
coisas que existem, os processos existentes, os fenômenos perceptíveis e
não perceptíveis, de forma a fugir das interpretações fantasiosas
relacionadas com o mito, ou com os pensamentos quiméricos que o ser
humano, todavia, utilizou com abundancia, no auge da produção de sua
criatividade.
Um dos grandes filósofos do período considerado como clássico pelos
filósofos (pois, neste período surgiriam grandes gênios do saber), foi
Sócrates (V a.C.), que apesar de não ter uma aparência muito atraente,
como dizem os historiadores, possuía o dom da oratória e da critica, que
persuadia milhares de indivíduos que ouviam os seus discursos e idéias (Praticamente
a filosofia grega se divide na figura de Sócrates, ou seja, antes,
durante e depois deste mestre).
A postura de Sócrates em seu tempo, era a de ser um pensador que buscava
o conteúdo de seu conhecimento, ele questionava e criticava, não era um
homem com fortes poderes públicos (além de sua popularidade), mas,
possuía talentos cognitivos admiráveis, mesmo com a sua incrível
inteligência, ele dizia que “nada sabia”, postura admirável, que,
inclusive, não permitiu que reconhecesse os “deuses” de sua época e
“subvertendo” a juventude, com suas idéias, foi condenado à morte.
Quantas vezes uma postura filosófica, nos infere com agressões ou
incompreensões? No entanto, o exemplo de Sócrates deve ser seguido pelos
indivíduos que amam o seu conhecimento e buscam as bases que fomentam o
mesmo, para assim o tornar mais prospero e avançado através da filosofia
(Aliás, a palavra filosofia significa “amor à sabedoria”).
As influencias dos poderes, podem, contudo, destruir a forma de
expressão filosófica, mas nunca prejudicar a essência da sabedoria pura
(Foi o que aconteceu com Sócrates, mataram o seu corpo, mas não
destruíram o seu pensamento, sendo que mesmo no dia de sua sentença de
morte, discutia com seus discípulos, a questão da imortalidade da alma).
Este trabalho tem este intuito, o de buscar uma posição filosófica do
conhecimento contábil, explicando, interpretando e discutindo o seu
método, o seu objeto de estudos, o seu grau de rigorosidade, sua
evolução no tempo, suas doutrinas, suas concepções modernas e a sua
qualidade gnosiológica, que surgiu como produto de reflexão e maturidade
dos insignes pensadores da historia contábil.
2-O QUE É A FILOSOFIA
Muitos pensam que a filosofia é uma disciplina, abstrata, subjetiva,
contudo, esta afirmação não condiz com a realidade. A filosofia,
obstante, não está á margem de tudo o que acontece, no universo objetivo
e real do conhecimento, apenas para emitir observações de aspectos que
traduzem conclusões e paradoxos.
A filosofia pode e é considerada, como uma visão sublime do conhecimento,
ultrapassando, aquela forma vulgar de interpretação (doxa), para buscar
uma abordagem mais avançada e perfeita (episteme). O píncaro mais alto
de um conhecimento só é alcançado pela visão filosófica.
Portanto, a filosofia seria uma visão critica e contextual de um
movimento gnosiológico, buscando o grau de certeza, valor, qualidade do
mesmo (o estudo da rigorosidade de todo o aspecto de um conhecimento
cientifico, é definido como epistemologia, que largamente é utilizada
pela filosofia).
No entanto, a filosofia é uma disciplina teórica. A teoria segundo
Manoel da Silva Santos (2001) provém do termo grego “Theos” que
significa Deus, ou seja, a teoria é uma visão divina, profunda,
espiritual daquilo que se vê com os olhos físicos. Mas, acima de tudo a
filosofia é uma atitude, pois, exige “ação” e postura da parte de quem
contextualiza e aborda o determinado tipo de conhecimento.
É de suma utilidade a posição filosófica, ainda mais, nos dias de hoje,
aonde existe posições que emitem mesclas de conhecimentos definidos,
misturando gnoses, que possuem pontos de vista diferentes, provocando
deste modo, uma incrível confusão e prejuízo na mente dos pensadores que
se consagram a estes mesmos ramos do saber.
Contudo, alguns indivíduos consideram a filosofia uma ciência inútil,
devido esta posição teórica, que deriva de aspectos específicos.
Realmente, se observássemos singelamente a visão teórica, saberíamos que
ela é produtos de gênios com estruturas mentais privilegiadas, portanto,
a posição filosófica, insofismavelmente, não é privilegio de muitos, mas
virtudes de poucos que buscam a perfeição do conhecimento em questão (episteme).
A filosofia busca o movimento de retroceder no tempo (retroceder é “Voltar”,
nunca regredir), para verificar a causa de determinada atitude,
pensamento, inclinação mental emitida na historia do conhecimento. Por
isso ela “Volta atrás”, daquilo já relativamente consagrado como certo
ou verdadeiro, a fim de verificar a relatividade daquilo que se acha “Verdadeiro”,
para assim, afitar as imperfeições do conhecimento.
Aqueles que se consagram à ciência, especialmente à contabilidade, devem
adotar a postura filosófica, para a busca da razão de sua praticas e de
seus conhecimentos (ainda mais, no tempo moderno, quando na área
contábil os programas de computador e sistemas de informática e
telemática, tomaram a parte da função mecânica e formal dos registros ou
processos informativos contábeis, quando há trinta anos atrás tal
condição não existia com severidade. Portanto, o futuro de nossa gnose
seguramente estará na cultura e intelectualização do profissional
contábil).
Inefável seria, se todos seguissem os exemplos de Heráclito, Parmênides,
Sócrates, Platão, Xenofontes, Aristóteles, Pitágoras, Descartes, Kant, e
muitos outros que buscaram os ápices do saber, consagrando, muitas vezes,
toda a sua vida por esta causa sublime, sendo que, merecidamente todos
estes e muitos outros tem os seus nomes eternamente gravados na historia
do conhecimento mundial da humanidade.
3-CIÊNCIA E FILOSOFIA E A FILOSOFIA DA CIÊNCIA
Várias dúvidas pairam no ar, quanto tratamos da ciência e filosofia.
Neste questionamento produzimos muitas vezes um nevoeiro de perguntas em
nossas mentes. A filosofia é uma ciência? A ciência é filosofia? Qual é
a diferença das duas? Porque a diferença? A que e a quem se atribui esta
diferença? São estes os questionamentos básicos que pairam na mente do
leitor que tentarei explicar da melhor maneira possível.
Na verdade a filosofia é o inicio o fim de uma ciência, isto é, ela é a
base e ponto mais alto de um conhecimento. Ou seja, nunca existiu uma
ciência que não se tenha derivado da filosofia e nunca existirá uma
ciência que queira chegar nos pontos gnosiológicos mais altos se não
buscarem na filosofia, tal intuito. Portanto, todo o conhecimento deriva
e termina na filosofia. A filosofia torna-se então o alfa e o Omega de
um conhecimento humano organizado.
A filosofia é considerada a mãe de todas as ciências, pois, todos os
tipos de conhecimentos estavam fundidos em um só, na mente dos
filósofos. Pitágoras, por exemplo, era um filosofo e matemático,
Xenofontes emitia o seu pensamento filosófico juntamente com as idéias
da química, Aristóteles além da função de filósofo, exprimiu conceitos
da economia e também da contabilidade, Euclides acrescentava em suas
idéias pensamentos da física, e assim por diante, todos os filósofos
produziram ensaios sobre todos os tipos de conhecimento existentes nos
dias de hoje.
A verdade é que nos períodos que compreendem o século V antes de cristo
até o século XVII depois de cristo, a ciência e a filosofia eram uma
coisa só, sem haver diferença alguma, não existia uma ciência
especifica, todas eram misturadas em um só tipo de conhecimento que era
o filosófico, que envolvia muitos outros ramos do conhecimento (Só como
exemplo, basta citar a “suma de aritmética” da autoria de Luca pacioli,
que não possuía a discriminação dos tipos de conhecimento nela contidos,
que estavam misturados entre geometria, matemática e contabilidade).
Coube a Galileu Galilei (1564-1642), a ruptura da ciência com a
filosofia, pois, Galileu atribui a gnose cientifica, uma nova forma de
pensar, com um objeto selecionado abstratamente em um universo ou em uma
realidade. De Galileu em diante a ciência se separou da filosofia,
contudo, não se “divorciou” dela, pois, tal condição prejudicaria a
própria ciência.
A separação formal da filosofia com a ciência estaria traçada, mas,
contudo, também marcada para “coitos” periódicos que se realizariam, na
busca da mais pura razão (logos), na verificação da validade dos métodos
utilizados, dos pontos de vistas ou ângulos de observação adotados, ou
mesmo, para alcançar os píncaros do conhecimento.
Mas a filosofia também é uma ciência, que tem autonomia e cooperação
interdependente com as outras disciplinas. Como já dissemos foi na
filosofia que a ciência tinha surgido, incrustada na mente dos
filósofos, que provocaram ilações sobre todos os ramos do conhecimento
que existem hoje, basta verificar como as explicações de Aristóteles
sobre “O primeiro motor” serviriam a Tomas de Aquino na elaboração de
sua “Suma de Teologia”, obra consagrada que permitiu a este autor a
qualidade de Doutor da Igreja Católica Apostólica Romana, por conseguir,
de alguma forma, conciliar a razão com a fé, sendo até hoje consagrado
entre os fieis católicos, de todas as partes do mundo, devido à
eternidade de seus escritos que exprimiam verdades sublimes (já tive
inclusive, a felicidade de ler trechos de sua suma quando ainda era
estudante do colegial).
Depois do século XVII as ciências passaram a ser “recortes” da gnose
geral, ou seja, cada ciência haveria de ter um método especifico,
próprio, e um objeto de estudos que seria analisado com um determinado
parâmetro de visão. Pode existir, por exemplo, um mesmo objeto estudado
por ciências diferentes, o que modificaria, todavia, seria a maneira de
se estudar o objeto. Como ocorre com a contabilidade e a administração
que estudam um mesmo objeto, sem, no entanto, se confundirem, pois,
enquanto aquela estuda a riqueza pelo ângulo de comportamento derivado
da dinâmica das funções, capacidades funcionais e causas ambientais,
esta estuda a riqueza pelo ângulo de governo.
A diferença básica entre a filosofia e a ciência, é que enquanto aquela
é multidisciplinar, esta possui uma visão especifica de estudo a um
pertinente objeto, por isso existe ciência para tudo e de cada coisa em
particular, pois, cada coisa que existe pode produzir indagações que
exprimem a necessidade de teorização e raciocínios organizados.
Por sua vez a filosofia não possui um objeto próprio, pois, tudo é
objeto da filosofia: o pensamento, a alma, as idéias, o pensar, o corpo,
a vida, o ser, as ações, as paixões, a política, a matéria, os seres
vivos, a riqueza, a existência, o tempo, o homem, o conhecimento, a
inspiração, a religião, portanto, tudo é objeto para as questões
filosóficas.Também não existe um método especifico, na filosofia tudo é
método, ou melhor, o método da filosofia é aquele mais abrangente, que
engloba todos os métodos, permitindo conclusões importantes.
Outro aspecto importante de diferença entre a filosofia e a ciência, é
que a ciência adota um critério de juízo e observação, ou seja,
investiga-se de acordo com um parâmetro, diferente de outro parâmetro
adotado por outra gnose, pode-se, por exemplo, estudar a matéria com
ângulos diferentes pela biologia, química, física, engenharia, e até
mesmo pela contabilidade (os bens da riqueza não deixam de ser
constituídos de matéria), o que vai alterar é o ângulo de observação que
cada ciência pretende estudar.
Já o ângulo de observação da filosofia é o todo.Não existe na filosofia
um critério de observação, pois, todos são os critérios, sendo a
filosofia interdisciplinar, todos são os juízos. Não existe uma
especialidade na filosofia. Todos os objetos, métodos, juízos, ou seja,
tudo, todo e qualquer cerne de estudos poderá ser investigado pela
filosofia, tudo pode alcançar píncaros sublimes quando se enfatiza
filosoficamente.
Toda e qualquer ciência aspira a qualidade filosófica quando questiona e
argumenta o seu método, objeto e critério de observação. A filosofia não
possui método próprio como já disse, pois, ela ressalta o valor do
método pela critica, buscando a razão pura que formula e exige a postura
para tal requisito.
Está é a maior validade da filosofia na ciência: verificar o valor do
método utilizado, a sua importância, sua qualidade, sua inadequação.
Quando se penetra nas causas do conhecimento que esboçou o método e o
critério de juízo, suas argumentações, sua validade então estamos
penetrando na filosofia da ciência.
A filosofia busca o questionamento da realidade gnosiológica, buscando
raciocínios para a coerência dos mesmos raciocínios formados, buscando a
razão do conhecimento e a essência do mesmo, buscando afitar as
imperfeições que a forma expressa, ou as inadequações conceituais. Este
é o objetivo da filosofia da ciência.
Para se observar filosoficamente uma ciência, deve existir um parâmetro
entre o ceticismo de Górgias (IV a. C) e o dogmatismo exagerado, para
existir uma analise critica da razão pura, igual àquela pregada
originalmente por Kant (1724-1804) que é indiferente aos conhecimentos
impuros, profanados pela política e sensação. A filosofia sempre estará
se prendendo às causas racionais do próprio pensamento humano, sem se
limitar nas mesmas, alcançando a metafísica critica racional e a extra
lógica, que ultrapassa as formas convencionais de se pensar.
A filosofia da ciência exige uma visão ontológica do próprio
conhecimento formado, buscando a sua lógica, a sua razão, o seu “porque”
de ser, a sua qualidade, enfim, a filosofia da ciência busca a própria
explicação do conhecimento cientifico, ou melhor, do pensamento
cientifico. Para que tal conhecimento tenha uma abordagem mais ampla e
rigorosa como aquela proposta por Gaston Bachelard (1884-1962), em sua
obra: “O novo espírito Cientifico”.
4-FILOSOFIA DA CONTABILIDADE
Uma abordagem filosófica exige, pois, um amolde critico dos fundamentos
da gnose, também da razão lógica que implicou o seu aparecimento. A
contabilidade como ciência autônoma possui a sua filosofia quando busca
a interpretação de seu objeto, método, e ângulo de visão.
As obras que abordam questões filosóficas são escassas, como disse Sá
(1999) que expressa algumas obras de cientistas contábeis (são poucos os
livros e artigos dessa temática em nosso conhecimento), que conseguiram
o teor filosófico do conhecimento, contudo, muitas também foram as
tentativas de retratar a filosofia de nosso conhecimento, mas pouco era
o seu feitio filosófico dessas tentativas, que se limitaram nos aspectos
formais de nossa gnose.
Portanto, a filosofia na contabilidade não é uma visão inerente e
estranha, mas sim uma visão interpretativa da essência de nosso
conhecimento, uma visão critica de suas argumentações, conceitos,
teoremas, teorias e hipóteses. De acordo com Masi (Apud Sá - 1997) o
objetivo da filosofia contábil seria:
“Analisar as perdas do conhecimento, repor posições inadequadas,
esclarecer sobre pensamentos errôneos, submeter ao senso critico as
várias doutrinas, oferecer a pesquisa sadia da ciência o mundo dos
fenômenos, não aqueles dos instrumentos de que se utiliza, de
reivindicar territórios próprios da contabilidade ocupados ou
sacrificados por outras ciências...”
Contudo, discrepantes foram os caminhos que muitos trilharam no
pensamento contábil, considerando que a primeira exposição da
contabilidade cientifica foi aquela feita por Coffy(1836), onde já havia
traços filosóficos quando este pregava sobre o capital e dizia que a
riqueza das células sociais é o verdadeiro objeto de estudos da
contabilidade. Mas, nossa ciência não tinha ainda a autonomia cientifica,
pois, era misturada com outros ramos do conhecimento e confundida com os
seus instrumentos de informação.
A contabilidade como já sabemos sempre esteve presente na mente humana,
nas épocas mais remotas (paleolítico, Neolítico), teve progressos na
área instrumental informativa, no período entre 4.000 a 3000 anos antes
de cristo, na Suméria, como também progressos na época clássica do
império Greco-Romano, na idade média e idade contemporânea, mas foi a
partir do desligamento do empírico e pragmático, que ela trilhou os
caminhos da ciência e filosofia. No século XIX, então, os investigadores
buscaram o método e objeto contábil, tendo estes pensadores expressado,
várias concepções, iguais ás ideologias especificas traçadas por eles
mesmos, que interpretaram, em um ponto de vista, a gnose
contábil.Diversas foram, então, as fases da doutrina contábil, que
atribuíram a contabilidade, objetos diferentes daqueles consagrados
atualmente, são elas:
Contismo: Doutrina que utilizava prolixamente os métodos de escrituração,
dizendo que o objeto da contabilidade é a conta, teve ícones,
principalmente na Itália e França.
Materialismo Substancial: Teve como “pai” Francesco Villa, dizia que o
objeto da contabilidade era a substancia da conta, ou seja, uma matéria
que se chama riqueza.
Personalismo - Doutrina que ligava a contabilidade a aspectos jurídicos,
dizendo que o objeto contábil seria os direitos e as obrigações que se
relacionavam com a riqueza, seus defensores diversos na Itália foram
Francesco Marchi, Giovanni Rossi, Giuseppe de Cerboni, tal doutrina teve
membros no Brasil, na pessoa do professor Carlos de Carvalho e Roberto
Pfaltzgraf.
Controlismo - O objeto da contabilidade seria então o controle, o
governo, a administração da riqueza, teve como criador Fabio Besta.
Reditualismo - atribuíram ser o objeto da contabilidade, o lucro das
empresas, se desenvolveu na Alemanha, teve como ícone Eugen Schmalenbach.
Aziendalismo - De acordo com esta doutrina o objeto da contabilidade
seria a azienda, ou a organização social, tal doutrina surgiu na Itália,
teve como defensores, Gino Zappa, Alberto Checherelli e muitos outros.
Patrimonialismo - Doutrina que afirmou que o objeto contábil seria o
patrimônio das aziendas, conforme as obras de seu criador, Vincenzo Masi,
tal doutrina praticamente garantiu a qualidade cientifica da
contabilidade, pois, lhe abstraiu objeto e método próprio.
Depois de definido o objeto da contabilidade, como sendo este; o
patrimônio, ou a riqueza das células sociais, tratada anteriormente por
Coffy e Villa. O patrimonialismo é que garantiu um maior número de
adeptos perdurando até hoje.
No Brasil teve vários seguidores, Frederico Herrmann Júnior, Hilário
Franco, Francisco D´auria, Américo Mateus Florentino, Antonio Lopes de
Sá entre outros.
Esta doutrina é aceita oficialmente pelo Conselho Federal de
Contabilidade (e obviamente pelos conselhos regionais).
Portanto, estas foram as doutrinas da contabilidade cientifica, que
fomentaram pensamentos, mas todas abordando de forma inconsciente o
objeto contábil como sendo o patrimônio das células sociais, que
chamamos de azienda.
Os contistas expressavam o patrimônio na conta, os materialistas
atribuíram à riqueza patrimonial o aspecto de estudos, os controlistas
pregavam o controle patrimonial, os reditualistas estudavam o lucro do
patrimônio, os aziendalistas abordavam sobre a célula social que envolve
o patrimônio, todos abordavam o patrimônio em uma forma inconsciente,
mas atribuíram à contabilidade, outros objetos que não fossem os seus,
conscientemente.
Por isso, não podemos atribuir conteúdo filosófico as obras dos
contistas, personalistas, controlistas, reditualistas, aziendalistas, já
que ainda, a contabilidade não possuía sequer a sua autonomia e
qualidade cientifica (se não existe ainda a ciência, muito menos, se
terá a filosofia da mesma), pois, tais doutrinas misturavam a
contabilidade com outros segmentos do saber.
Podemos, contudo, apregoar traços filosóficos nas obras de Coffy (1836)
e Villa (1840), que sempre buscaram a substancia de nossos estudos. Tais
cientistas buscavam a essência de nosso conhecimento que se expressava
pela sua forma: a informação.
Todas as doutrinas da contabilidade, que não conseguiram dar à mesma
ciência uma autonomia expressa, mas contribuindo do mesmo modo para esta
liberdade gnosiológica, são cientificas, mas, a doutrina contista,
expressa dúvidas nas suas emissões contextuais, que nos inspira uma
semicientificidade de seu conteúdo, pois, propenderam pensamentos nos
instrumentos contábeis, ou melhor, na parte mais “mecânica” de nossos
estudos, por isto não podemos garantir posições cientificas muito menos
filosóficas às obras dos contistas (contudo, esta doutrina foi
importantíssima para o estágio atual da contabilidade).
Para se chegar na filosofia deve-se ter raciocínios estáveis sobre o
objeto de estudos, antes da comprovação do objeto contábil ser o
patrimonial, não existia certeza de método e nem certeza de objeto,
visto que se misturava a contabilidade com outras gnoses, portanto, não
existia uma ciência totalmente madura nem tampouco uma filosofia de
nosso conhecimento.
Foi o patrimonialismo de Masi, que garantiria uma nova visão da
contabilidade, sempre existente, mas nunca expressa, de forma
consciente, cientifica, epistemológica. Ele pregava e afirmava uma nova
posição para os estudos, definindo o método e objeto próprio da
contabilidade.
Todas as doutrinas antes da Patrimonialista (com exceção da escola
contista), foram cientificas, pois, anunciaram verdades com respaldo,
mas não englobaram suficientemente tais idéias, para se definir uma
contabilidade “pura”, com objeto e métodos científicos (Logicamente,
como sabemos, os traços desta ciência “pura” se encontram nos escritos
de Coffy e Villa). Sem mistura com outros conhecimentos, muitos menos
com atribuições de identidade, com seus instrumentos formais de
registros. Apesar de cada doutrina ter um ângulo especifico, todos os
esforços foram louváveis para a busca da verdade e serviriam de base
para o patrimonialismo de Masi.
Para que exista uma filosofia da ciência é necessário, primeiro, que
exista uma ciência, estruturada com teoremas e teorias próprias. Como a
que a contabilidade assumiu, no segundo decênio do século XX, depois do
patrimonialismo de Masi, assim teríamos o estuque para a criação de
obras filosóficas.
Aliás, a filosofia da ciência, não admite ilações subjetivas que
produzam simbioses com vários tipos de disciplina, ou impregnações de
fusão, da forma de entender com a mesma forma de se praticar com os
instrumentos da gnose pertinente, pelo contrário na analise filosófica
não existe uma osmose entre estes aspectos, mas uma separação entre o
que é substancia e superfície, o que é essência e forma, o que é
aparente e o que é real.
Não posso ter a audácia de afirmar que antes de Masi, que definiu a
dignidade contábil tornando-a cientifica, existiu uma obra de conteúdo
filosófico na contabilidade, também não existiram aspirações que
produziram e possuíram este valor com o teor abordado, mas apenas sinais
dos mesmos. Visto que nas concepções Masianas, a filosofia da
contabilidade não se pode misturar com os instrumentos contábeis e
outras disciplinas.
As obras do personalismo, controlismo, reditualismo, etc. Tinham
aspirações aos conteúdos filosóficos, apesar de não conseguiram o
almejado, por estarem impregnados de mesclas de outros conhecimentos.
Todas foram cientificas, pois, explanavam de forma categórica e refinada
o objeto (apesar da maioria delas tratarem o objeto contábil por outros
ângulos), mas o conteúdo não era nitidamente filosófico (a ciência não
estava esboçada totalmente).
Não existe filosofia da ciência, que busca a forma de seu objeto,
relacionados com os seus aspectos correlativos, mas existe sim, uma
filosofia da ciência, quando se busca a essência dos objetos de
indagação, que existem em ambientes específicos, com dimensionalidades
diversas, esta busca realmente seria a filosófica, que penetra na “alma
do conhecimento”, ou seja, nos fenômenos do objeto.
5-O OBJETO DA CONTABILIDADE SOB O ASPECTO FILOSOFICO
Muitas foram as tentativas, como já vimos, de observar o objeto de
estudos contábeis.
A contabilidade já foi ligada a aspectos diversos de observação, e seu
objeto muitas vezes foi ligado à estruturas formais, vínculos jurídicos,
formas de controle, estados, aspectos econômicos,contudo, uma abordagem
pitoresca existia em todas estas concepções: o estudo do patrimônio.
Portanto, muitas foram as formas de se observar o objeto de estudos
contábeis, mas todas com paralogismos em torno dos mesmos raciocínios
emitidos. Não obstante, todos os movimentos doutrinários foram
importantes para o esboçar o arcabouço régio cientifico da
contabilidade, que serviria de base para a postura filosófica de nosso
conhecimento.
Em uma analise filosófica deve-se buscar o verdadeiro objeto que motiva
o estudo em uma disciplina. A contabilidade estuda o patrimônio, e como
a visão filosófica busca a sublimidade do estudo, podemos dizer que o
objeto de nossos estudos é o fenômeno patrimonial. Na contabilidade o
verdadeiro objeto de estudos é o acontecimento ou o fenômeno em si,
sendo este, a essência de estudos de nosso conhecimento.
Fenômeno patrimonial seria tudo aquilo que acontece na riqueza, ou seja,
tudo aquilo que vai gerar, movimento com velocidade especifica e
transformação. Ou seja, as compras de mercadorias, as vendas de
mercadorias, os recebimentos e pagamentos, os custos e receitas, os
reditos, os fundos de reintegração, as defesas contra os riscos, o
potencial de capitalização e produção, o nível de endividamento e giros,
etc, todas estas ocorrências são fenômenos patrimoniais, que merecem
indagações, por serem eles os verdadeiros objetos de estudos de nossa
gnose.
Fenômeno contábil ou patrimonial não seria a conta “Compra de
Mercadorias”, ou a expressão “Maquinas e Utensílios”, ou a cifra
“Despesas com Vendas”. Contas apenas expressam os fenômenos. O conteúdo
da conta, ou seja, aquilo que ela significa que é o objeto de nossos
estudos, isto é, a conta; “Custo das Mercadorias Vendidas” apenas
representa o fenômeno dos Custos técnicos das Mercadorias Vendidas, a
conta tem uma dimensão especifica, mas a expressão nunca seria o objeto
e sim aquele fenômeno que motivou a mesma expressão, que após ser
dimensionalisado pela informação, servirá de instrumento para a busca da
razão da eficácia desse fenômeno patrimonial.
A tentativa que se diz filosófica e avançada, de especificar o fenômeno
contábil com a conta, foram especificadas pelos contistas, há séculos, e
não possuem ao menos um caráter cientifico, pois, não se busca explicar
o espírito da representação e sim a mecânica que a faz produzir.
Confundiram, pois, o objeto de estudos com as representações formais dos
mesmos, por isto, “adormeceram” na conta ou informação dos fenômenos
contábeis patrimoniais.
Movimento semelhante ao dos contistas, surge na doutrina pragmática, que
atribui a finalidade e objetivo dos estudos contábeis, a produção de
informações contábeis do objeto, tais afirmações merecem abordagens
filosóficas com questionamentos. Aristóteles (384-322 a.C.) quando
propunha uma proposição também propunha um problema dialético.No mesmo
caso quando se afirma que “a contabilidade é uma ciência da informação”,
se está enunciado uma idéia que deve ser discutida, pois, tal idéia
seguramente foi criada a partir de um problema.Ou seja, quando dissemos
que a contabilidade é uma ciência da informação, tal proposta merece
questionamento, até porque, não somos sábios o suficiente, para nega-la
e nem subservientes o bastante para aceita-la como verdade.
A contabilidade é uma ciência da informação? Existe rigor nesta
afirmação? Tal afirmação não fere os princípios doutrinários consagrados
no tempo? Tal afirmação não quebra algo que já foi comprovado e
dificilmente se deixará de comprovar? É o objeto da contabilidade os
registros e demonstrações? As Teorias da contabilidade são meros
esclarecimentos de coisas praticas? Qual foi a intenção de quem emitiu
tal afirmação? São questionamentos comuns que passam na mente de
qualquer individuo que conheça a contabilidade e que tenha em vista esta
afirmação.
O nascimento da contabilidade data das épocas mais remotas da humanidade
como já dizia Mattesich (2005). A simbologia contábil surgiu primeiro
que a escrita contábil. Tudo isto é histórico. Mas, o que podemos
relatar é que os registros e as informações contábeis tinham uma
motivação, um objetivo comum, ou seja, o de representar algum
acontecimento que existia e motivava indagações. Visto que mesmo na fase
de evolução, o homem, se preocupava em informar aquilo que existira,
mesmo sem saber o que estava significado na informação, contudo, mesmo
empiricamente, ele se preocupou com aquilo que fez existir o símbolo,
isto é, a informação nunca existiria se não existisse aquilo que lhe
desse significado e surgimento, ou seja: o fenômeno patrimonial.
Os vestígios históricos que se tem das épocas mais antigas aonde se
inicia a contabilidade, das épocas clássicas e da idade média, relatados
por Hernandez Esteban, Carlos Antinori, Jorge Tua Pereda, Joaquim
Fernando Guimarães, Denise Schmandet Besserat, Richard Mattessich e
muitos outros, vemos claramente que as informações representavam
semoventes( na idade da pedra), atividades de agricultura( culturas
rurais, plantações e colheitas), outros alimentos, gastos, dinheiro,
clientes, tributos, construções, terras e propriedades, ou seja, os
registros demonstram coisas que já existiam antes da expressão simbólica
dos mesmos.
No século XIX, as explanações dos cientistas divergiram daquilo que
defendia os contistas, a contabilidade não tinha como objeto a
informação, mas aquilo que ela representava( por isso em todas as
doutrinas cientificas houve negações ao contismo impregnado naquela
época), tal fato foi expresso por todos os ícones das historia geral da
contabilidade.
Se Masi havia comprovado que a contabilidade tinha como objeto; a
riqueza das aziendas e a doutrina contista; os registros, e visto que,
esta se perdeu no tempo, como doutrina norteadora, pela incoerência de
conteúdo e aquela perdura até os dias de hoje na mentes dos homens do
mundo, Cabe a mim, afastar o que é vetusto e aceitar aquilo que Masi e
outros defenderam sobre os estudos dos fenômenos patrimoniais.
O pragmatismo então, não possui epistemologia em suas concepções, nem no
aspecto histórico, doutrinal, natural, social, comum, cientifico,
teórico, analógico que norteia um conhecimento, portanto, tal concepção
nos campos da contabilidade deve ser tratada com cautela (apesar de que
uma grande parte dos indivíduos são adeptos desta mentalidade). A
contabilidade perde a sua atual posição cultural, quando indivíduos,
apregoam o seu objeto, centralizado nas informações.
A contabilidade sempre “possuiu” um sistema informação, que lhe serviria
como intermediário para definir conclusões sobre o seu objeto. Mas
existe uma larga diferença entre o “possuir”, com o “ser”. A
contabilidade não é um sistema de informação e sim possui em sua
estrutura tecnológica o sistema de informação, que seria nada mais nada
menos, que o meio para o alcance do seu fim, que seria, o de estudar o
fenômeno patrimonial a fim de verificar e promover a sua eficácia. A
falta de discernimento intelectivo prejudica e deprecia a nossa ciência.
Portanto, o objeto de nossos estudos sempre foi o fenômeno patrimonial,
que motivou os registros, e os maiores estudos contábeis da historia,
refletido até mesmo nas épocas empíricas de nosso conhecimento, quando o
homem praticava a contabilidade, expressando o seu pensamento pela
informação, mas no sentido causal da ocorrência de fenômenos que
existiam na matéria de riqueza que debelava as suas necessidades,
causando-lhe fascínio e motivo de indagação ao espírito de seu
intelecto.
6-FILOSOFIA DA CONTABILIDADE E NEOPATRIMONIALISMO
O fenômeno patrimonial é o objeto de estudos de nossa ciência e as
informações contábeis constituem apenas instrumentos para o alcance de
conhecimentos dos comportamentos patrimoniais ideais. Portanto, nunca
antes na contabilidade existiu uma visão tal voltada para os fenômenos
da riqueza, como aquela proposta pelo Neopatrimonialismo contábil.
O neopatrimonialismo doutrina contábil, criada por Sá (1992), por
sugestão do próprio Masi, possui uma visão mais abrangente, que,
acredito, já se mostra filosófica, por ter penetrado nas essências dos
conhecimentos, quando em seu lastro, a “Teoria Geral do Conhecimento
Contábil”, Sá abordou sobre as essencialidades em todas as
dimensionalidades possíveis, explicando a lógica das mesmas e os
aspectos sistemáticos de funções que existem em ambientes específicos.
O novo patrimonialismo assume uma ótica mais profunda de observação do
que a proposta por Masi sem, contudo, destruí-la ou nega-la, o que seria
esdrúxulo nos padrões filosóficos, já que a epistemológica deste mestre
se tem considerado verdadeira, pela lógica e inferência de seus
argumentos. A missão do Neopatrimonialismo seria aperfeiçoar e respaldar
aquilo que os grandes cientistas tinham feito de verdadeiro na
contabilidade.
Entendo que quando o Neopatrimonialismo adotou uma visão holística do
fenômeno patrimonial, abordando todas as dimensionalidades possíveis de
acontecimento, ele penetrou na filosofia de nosso conhecimento.
Quando na natureza do fenômeno, podemos afirmar
neopatrimonialisticamente, que em suas dimensões, pode existir uma
causa, um efeito, uma qualidade, uma quantidade, um tempo e espaço, para
expressar uma necessidade, finalidade meio e função estamos praticamente
penetrando em um campo holístico, sublime, profundo até mesmo
matematicamente infinito, do conhecimento contábil.
A visão do patrimônio sobre o ângulo de funções e sistemas, que existem
de maneira, simultânea, hereditária, autônoma e interdependente de modo
constante, sujeito às ineficácias e ineficácias, tendendo ao infinito,
penetra de forma contundente no holismo filosófico gnosiológico.
Todas as abordagens do Neopatrimonialismo apresentam um grau rigoroso de
universalidade comprobatória (no que concerne ao equilíbrio,
participação dos capitais, velocidade, movimento, sistemas, eficácia,
prosperidade patrimonial, etc).
A tendência do Neopatrimonialismo é ultrapassar os rigores do espaço e
tempo, já que esta em uma visão que ultrapassa a ciência, por ser
nitidamente filosófica.
Mais do que fazer, o Neopatrimonialismo ensina a pensar e interpretar (o
que é comum à filosofia) os fenômenos patrimoniais, que ocorrem em
dimensões diversas, dentro dos ambientes específicos que envolvem e
encerram o patrimônio aziendal. Tal visão é importante para o mundo de
hoje onde a era pragmática tende a arrefecer pelo uso de computadores e
tecnologias modernas (Sem conhecer o conteúdo do que era pragmático me
aderi a ele inocentemente, por ausência de conhecimento. Até que por
coerência, depois de inúmeras reflexões na busca da verdade, percebi que
o Neopatrimonialismo oferecia uma realidade realmente verdadeira e
indubitável para a ciência contábil, portanto, me converti, quando
resolvi afastar o meu pensamento “moderno” que era absolutamente
contista, passando a investir na busca das explicações dos fenômenos da
riqueza, tal concepção foi a que considerei como verdadeira e
defendendo-a até hoje).
Mais do que informar o que se passa na riqueza o contador moderno deve
saber explicar os fenômenos patrimoniais, buscando interpretar os seus
efeitos na riqueza, a fim de saber realmente os “porquês” que motivaram
aquele determinado comportamento, que pode ter sido proveitoso ou não
proveitoso para a célula social.
Hoje, o empresário não que saber simplesmente se ele tem $ 10.000,00 de
despesas ou $8.000,00 de Imobilizado, mais do que isso, ele precisa
saber se estes valores expressos em informações foram eficazes no
exercício. A eficácia é um “dogma” que só o Neopatrimonialismo prega, e
somente com ele pode-se afirmar o estado de sanidade patrimonial.
O neopatrimonialismo realmente auxilia aos seus seguidores, a tomarem
uma visão critica da riqueza, interpretando as suas essências
fenomenológicas, que se expressam em determinadas dimensões dentro de
ambientes, somente com este tipo de visão holística e interpretativa
podemos buscar a eficácia e prosperidade das células sociais.
Vai fazer praticamente dois anos, quando no mês de Abril, fui aceito na
doutrina Neopatrimonialista, ao lado de grandes nomes da contabilidade.
Com absoluta alegria e emoção posso dizer que sou membro do
Neopatrimonialismo, embora indigno, não mereça. E Até nos dias de hoje
fico muito grato de ser aceito como membro de tal doutrina, que me
orgulha e enche de alegria, por ser esta, o futuro da contabilidade,
baluarte e produção original de um dos filhos, da tão amada e querida
nação brasileira.
7-CONCLUSÃO
A ciência contábil que sempre acompanhou o homem no correto uso da
riqueza dos empreendimentos, merece uma abordagem filosófica, que busca
o valor do método de estudos e argumentações lógicas de sua estrutura
cientifica teórica, que se formou no passar dos séculos e milênios.
O neopatrimonialismo, como doutrina contábil, oferece uma visão
holística de argumentação filosófica quando penetra nas essencialidades
de nosso conhecimento, estudando os fenômenos patrimoniais, que são
retratados em dimensionalidades especificas dentro de ambientes que
envolvem e encerram a riqueza organizada.
A filosofia da contabilidade não é, pois, alheia ao problema
gnosiológico da contabilidade, mas antes de tudo é uma visão critica,
holística, universal e fundamental, que engloba consideravelmente método
e explicitações axiomáticas, aperfeiçoando as estruturas cognitivas
formadas, suas doutrinas, suas concepções derivadas do bom senso, para a
qualidade substancial e sublime da interpretação, baseada nas relações
lógicas, do objeto de nossos estudos, que ocorrem nas células sociais,
ou seja: o fenômeno patrimonial.
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