El desarrollo de la contabilidad em el campo científico u filosófico
se intensificó sobretodo a partir de su classificación cuanto a Ciencia
Social. Eso ocurrió en el inicio del siglo XIX, gracias a la Academia de
Ciencias de Francia. En Brasil hay también una contribución relevante
para la historis del pensamiento contable. El profesor Antônio Lopes de
Sá, fue fundador de la corriente Neopatrimonialista. Ese trabajo
pretende presentar sucintamente los elementos estructurales de la Teória
de las Funiciones Sistemáticas, base de la sustentación de la corriente
de pensamiento supramencionada u su potencialidad de contribución para
el desarrollo social. En seguida presentamos los conceptos básicos de la
Teoria de las Funciones, incluso el significado de la teória en sí, las
relaciones lógicas emanadas de la misma. Los sistemas de funciones
preconizadas y las relaciones lógicas para, al final, demostrar los
aspectos positivos de esa corriente genuinamente brasileña.
1. INTRODUÇÃO
Desde o surgimento da existência humana a Contabilidade existe, e vem
sofrendo mudanças como curso normal do desenvolvimento econômico,
político, cultural, social e científico. Este surgimento empírico, como
em várias outras ciências, foi o pilar para que se tornasse, uma
“ciência social”, aceita como tal desde o início do século XIX. Todo
esse processo se deu através da contribuição de vários cientistas que
foram responsáveis pela apresentação do conhecimento científico em
contabilidade, podendo citar entre eles Francesco Villa, La Porte,
Giuseppe Cerboni, Fábio Besta, Eugen Schmalenbach, Alberto Ceccherelli,
Gino Zappa, Vicenzo Masi, Jaime Lopes Amorim, Francisco D’Áuria,
Frederico Hermann Júnior e Antônio Lopes de Sá.
Dentre os autores citados acima, o Prof. Dr. Antônio Lopes de Sá, foi o
criador da corrente Neopatrimonialista, uma escola de pensamento
contemporânea, que vem crescendo substancialmente com grande número de
pesquisadores que estudam o assunto e que reunidos sobre a sigla ACIN
“Associação Científica Internacional do Neopatrimonialismo” já congrega
mais de quinhentas pessoas espalhadas pelo Brasil, Argentina, Bolívia,
Chile, Uruguai, Espanha, Portugal, França, Itália, Estados Unidos,
Angola, Moçambique e outros países.
Em função da importância da referida corrente, formada por sua Teoria
Geral e diversas derivadas (SÄ, 1997), este trabalho pretende apresentar
sucintamente os Elementos Estruturais da Teoria das Funções
Sistemáticas, base de sustentação da corrente de pensamento
supramencionada e sua potencialidade de contribuição ao desenvolvimento
social. Está dividido da seguinte forma, a saber:
Pequena evolução histórica da contabilidade, onde será apresentado o
processo de desenvolvimento desde o seu surgimento empírico até o
período denominado Filosófico-Normativo ao qual presenciamos. Logo em
seguida apresentaremos os conceitos básicos da Teoria das Funções,
incluindo o significado da teoria em si, as relações lógicas emanadas da
mesma, os sistemas de funções preconizadas, as relações lógicas e os
sistemas de funções. Ao final apresentaremos nossas reflexões sobre os
aspectos positivos desta teoria.
2. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA CONTABILIDADE
A Contabilidade surgiu[MAAP1] , nos primórdios da existência humana.
Esse surgimento adveio da necessidade de se controlar o Patrimônio,
representado naquela época essencialmente pelos meios de subsistência
tais como os utensílios, bovinos, roupas e etc.
Hansen (2002, p.79), narra seu desenvolvimento de forma moderna e
descomplicada, dividindo seu discurso em 7 partes, a saber:
· “Período pré-renascimento;
· período renascentista;
· era da falsa estagnação;
· a revolução industrial;
· século do contador público;
· a crise econômica de 1929;
· a evolução dos organismos contábeis no pós-guerra.”
Nessa divisão se identificou os períodos marcantes da história da
humanidade a partir da Idade Média e a contextualizou, demonstrando como
se situava a Contabilidade naquele momento.
Lopes de Sá (1997, p.21) expõe seu desenvolvimento sob uma outra
perspectiva, mais filosófica-analítica, apresentando sua origem datada
por volta de 20.000 anos atrás, no período Paleolítico Superior.
Alguns pesquisadores afirmam ter indícios sobre o surgimento da
contabilidade por volta de 27.000 anos atrás. Tais afirmações são
baseadas em descobertas arqueológicas, de hieróglifos em grutas,
cavernas em sítios arqueológicos em diversas partes do mundo. Sá (1997,
p. 21) menciona que descobertas feitas na França sinalizam para este
sentido.
Após este surgimento deveras empírico assim como boa parte das ciências,
desenvolveu-se de forma lenta nos aspectos, conceitual e teórico, e
veloz no que tange à característica informacional dos demonstrativos
gerados pela técnica contábil.
Esse desenvolvimento pode ser dividido em períodos da história do
pensamento contábil. Segundo Sá (1997, p.16), se divide em sete períodos
distintos, sendo-os:
· Intuitivo Primitivo (período pré-histórico);
· Racional Mnemônico (a cerca de 4.000 anos a. c.);
· Lógico Racional (Segunda metade do século XI);
· Literatura (século XV);
· Pré-científico (a partir do século XVI ao início do século XIX);
· Científico (início do século XX);
· Filosófico-normativo (a partir da década de 50 do século XX).
Esses sete períodos poderiam ser ainda divididos em duas fases, a saber:
· Empírica, que abrange do período intuitivo primitivo ao do Pré-científico
;
· Científica, que abrange os períodos científicos e o
Filosófico-Normativo.
Afirma o nobre cientista que o suposto pai da Contabilidade como relata
a maioria dos livros de contabilidade, o Frei Lucca Pacciolli foi na
verdade o precursor da literatura contábil, uma vez que disseminou
através da sua obra, Suma Aritmética Proporção e Proporcionalidade , o
método das partidas dobradas, que não foi desenvolvido por ele. Ele foi
apenas o sujeito de sua disseminação, sem querer tirar a devida
importância de sua obra para a história do pensamento contábil. O teor
do citado livro e seu autor enquadra-se na história da contabilidade no
período da literatura, não constituindo essencialmente um trabalho de
cunho científico, mas empírico, por positivar um método de escrituração.
Esta distinção deve ser esclarecida sobretudo devido ao fato da crise
corrente a qual presenciamos, agravada pelo desconhecimento da História
do Pensamento Contábil. De um lado a corrente empírica erguida sobre uma
tradicionalidade milenar e hoje liderada pela maior potência mundial os
Estados Unidos da América, aliás, sendo esta palco de vários escândalos
empresariais, entre eles, os ocorridos na Enron, World Com, Global
Crossing, Kmart, Vivendi Universal, Merck. Do outro lado temos as
correntes científicas lideradas na atualidade pela escola italiana –
neoaziendalismo – e a escola brasileira do neopatrimonialismo. O
desenvolvimento contábil que ocorreu ao longo dos séculos, sobretudo no
campo empírico, veio a adquirir uma condição de ciência, quando foi
consagrada ciência social no início do século XIX em 1836, pela Academia
de Ciência da França, pelos argumentos ajustados para a nossa realidade,
que se seguem.
A Contabilidade é uma ciência que tem como objeto de estudo, o
patrimônio das células sociais. Estas células sociais são as famílias,
empresas, instituições e etc., que fazem parte da sociedade. Tendo a
Contabilidade como objeto de estudos o patrimônio das células sociais e
estando estas inseridas em uma sociedade, logo a contabilidade deve
enquadrar-se como ciência social, pois a soma dos patrimônios
individuais constitui um patrimônio “social” (este termo não tem neste
caso nenhuma conotação de sociedade como empreendimento).
A aceitação desta classificação hoje arraigada pode ser observada em
trabalhos de vários autores entre eles Puentes (1994, p.68), que expõe:
La contabilidad sólo desempeña una función social si es útil para el
desarrollo de la empresa, la sociedad y los pueblo. Esta es la razón
para que el servicio professional que presta la contabilidad deba ser
objetivo, veráz y ético.
Ou seja, a importância social da contabilidade é evocada acima, como o
fizeram quando de sua classificação como ciência social, demonstrando
sua ligação estrita com a sociedade em geral (através das pessoas,
famílias, instituições e empresas).
Onofre (2000, p.76), corrobora tal classificação afirmando, que “a
Contabilidade é uma ciência social e não exata”.
No decorrer desse desenvolvimento, diversas correntes de pensamento
foram erguidas, na Itália, França, Alemanha, Brasil e outras nações.
Dentre as principais correntes do pensamento contábil podemos expor as
seguintes:
|
PAÍS |
LÍDER INTELECTUAL
|
|
|
Materialismo Substancial |
Itália |
Francesco Villa |
|
Contismo |
França |
La Porte |
|
Personalismo |
Itália |
Giuseppe Cerboni |
|
Controlismo |
Itália |
Fábio Besta |
|
Reditualismo |
Alemanha |
Eugen Schmalenbach |
|
Aziendalismo |
Itália |
Alberto Ceccherelli, Gino Zappa |
|
Patrimonialismo |
Itália |
Vicenzo Masi |
|
Neopatrimonialismo |
Brasil |
Antônio Lopes de Sá |
Fonte: adaptado de Lopes de Sá, 1997, p.62, História Geral e das
Doutrinas Contábeis.
Estas escolas buscaram em essência definir o objeto de estudo da
Contabilidade e as várias funções às quais estavam submetidas. Diante do
escopo deste trabalho de exposição dos fundamentos da Teoria
Neopatrimonialista, nos absteremos de explicitações sobre as demais
escolas nos concentrando unicamente da escola objeto de discurso deste.
3. CONCEITOS BÁSICOS DA TEORIA DAS FUNÇÕES SISTEMÁTICAS
O desenvolvimento de toda teoria demanda apresentação de conceitos.
Esses conceitos são os sustentáculos de qualquer corpo teórico pois é
através deles que são desenvolvidas as mesmas.
Inequivocamente, a Teoria Lopesista[1]não poderia ser diferente, ela foi
erguida sob bases teórica-filosóficas que neste trabalho será
apresentado de forma deveras sumariada.
3.1. O SIGNIFICADO DA TEORIA DAS FUNÇÕES SISTEMÁTICAS
Todo título busca de forma sintética sinalizar, apontar, demonstrar,
apresentar o assunto a ser abordado ao longo do texto, seja de forma
objetiva ou metafórica. Ocorre que em alguns casos devido a vários
fatores, o título não transmite ao leitor o que em tese deveria ser
transmitido. Esse entendimento a priorístico sobre o que será lido é
fator essencial ao leitor, sobretudo para a contribuição da formação de
opinião (senso crítico), afim de enriquecer-se o trabalho caso haja
dissonância, ou até mesmo incoerência entre título e desenvolvimento. O
presente trabalho pretende descrever sucintamente os elementos
estruturais da Teoria das Funções Sistemáticas do Patrimônio Aziendal.
Como toda a ciência está em evolução, a Teoria se apresentou com esta
expressão. No entanto, recentemente, a corrente neopatrimonialista
identificou a expressão célula social para melhor definir azienda. Esta
observação é feita a partir dos primeiros livros que foram publicados
com esta teoria (SÁ, 1992) e recentemente em comentário proferido em
Portugal (PIRES, 2002).
De toda a maneira, este título pode provocar várias reações ao leitor ou
a prováveis leitores, aversão, como ocorre em leituras técnicas de
diversas áreas, ou pode incitar à curiosidade. No entanto, para o meio
contábil em profusão científica resulta em interesse. Ouve-se falar no
meio contábil, que existe um “diferença” entre teoria (ciência) e
prática.
Observa-se que tal situação decorre de alguns motivos, a saber:
· Desconhecimento de fato, dos conteúdos teóricos;
· influência cultural (pragmatismo americano);
· ineficácia na metodologia de ensino atual;
· desinteresse por parte da classe docente em quebrar com esse
paradigma, em função do status quo;
· desinteresse por parte dos estudantes em conhecer profundamente seus
conteúdos (influenciado pela cultura atual - pragmática em demasia).
Ora, é notória a ligação entre ciência (conjunto de doutrinas
científicas) e prática, alguns autores inclusive afirmam uma
interdependência entre as duas, entre eles Rubem Alves (1996). Ciência e
Prática são complementares, a ciência é a prática sistematizada e a
prática é a realização, materialização da ciência.
É com este intuito de quebrar o paradigma exposto, que exporemos
primeiramente o significado do título da Teoria Lopesista, para tanto
vamos analisar cada termo do mesmo, formando um entendimento final.
Teoria – é o conjunto de princípios fundamentais, de regras gerais de
uma ciência, neste caso a Contabilidade, é justamente isso o intuito
desta, definir princípios gerais de Contabilidade, aplicáveis a qualquer
célula social, invariavelmente no tempo e espaço.
Funções – no contexto da teoria diz respeito às funções exercidas pelos
meios patrimoniais, as quais definiremos ao longo deste trabalho.
Elucida o autor que todo meio patrimonial exerce funções e estas funções
são exercidas de acordos com os sistemas patrimoniais. O cumprimento ou
não destas funções é que provocarão eficácia ou ineficácia
respectivamente, que deverá ser analisada sob o impacto nos vários
sistemas.
Sistemáticas – esta palavra designa o caráter holístico da teoria, pois
ela estuda o patrimônio a partir de relações lógicas (essenciais,
dimensionais e ambientais) e de sistemas de funções patrimoniais, sendo
apresentados na mesma, sete sistemas básicos (liquidez, resultabilidade,
economicidade, produtividade, elasticidade, invulnerabilidade e
estabilidade).
Patrimônio – esta palavra é o cerne de tudo, sem Patrimônio não existe
Contabilidade, pois este é seu objeto de estudos, e sem objeto de
estudos não existe ciência. O patrimônio é o objeto de observação da
teoria, é a partir de sua dinâmica e estática que é observado e
desenvolvida todo o corpo teórico.
Aziendal – designa o caráter de entidade, utilizando o autor em
detrimento desta interpretação, o termo célula social, pois abrange
tanto pessoas, famílias, empresas, instituições e etc., como exposto
anteriormente.
Diante das definições dos termos acima pode-se definir que a Teoria das
Funções Sistemáticas é:
Um conjunto de princípios ou normas gerais, proposições lógicas e
racionais, sobre o fenômeno patrimonial, nas células sociais (empresas,
instituições e etc.), suas funções e relações lógicas considerando a
correlação sistemática daquelas; ou seja, com o ambiente interno,
externo, a partir dos sistemas de funções inerentes ao fenômeno
patrimonial. O fenômeno é analisado sob os vários aspectos que
influenciam no Patrimônio da Célula Social.(grifo nosso)
Note que não é nada distante do que presenciamos no cotidiano, pois o
Contador desenvolve seus serviços em empresas e instituições, e foi a
partir das observações dos fenômenos ocorridos nestas empresas que foi
erguida a teoria em questão.
Dizer que a forma hermética como são apresentados os discursos
científicos, que são inacessíveis ou de difícil entendimento é uma
afirmativa dos práticos. Portanto, afirmar que são distantes, teoria e
prática, é um equívoco. Ocorre que devido às generalidade das teorias
científicas, algumas especificidades podem não ter sido percebidas ao
longo da pesquisa o que gera distorção na aplicabilidade e nos
resultados. Neste aspecto aceito o discurso de distanciamento. De forma
mais ampla é totalmente equivocada tal afirmação. Outro ponto importante
é que uma teoria nunca pode se apresentar como algo acabado, perfeito,
sendo, portanto aceitável este tipo de ocorrência, caso isso fosse
equivocado não teríamos pesquisadores de todas as áreas e países
estudando e pesquisando sobre fenômenos teorizados cientificamente a
milhares de anos, e que tiveram estes, papéis fundamentais para que
chegássemos ao nível de conhecimento que o Homem possui, inclusive
conhecendo o que não foi percebido naquela época.
A própria formação da teoria neopatrimonialistas reforça que o
procedimento de estudo é o indutivo-axiomático (SÁ, 1998), ou seja, as
teorizações somente são possíveis a partir do estudo da prática e,
postuladas, são validadas mediante a confirmação em outras células
sociais.
3.2. AS RELAÇÕES LÓGICAS DO FENÔMENO PATRIMONIAL
A Teoria das Funções Sistemáticas é um conjunto de princípios gerais
(AXIOMAS, TEOREMAS, TEORIAS) acerca do fenômeno patrimonial e para
desenvolver sua doutrina, o precursor desta teoria identificou
inicialmente as relações lógicas existentes na dinâmica patrimonial.
É importante salientar que a Teoria Lopesista não constitui dissonância
com o pensamento contábil existente; Carvalho apud Venâncio enuncia:
“O Neopatrimonialismo não representa qualquer ruptura do conhecimento
contabilístico, antes, representa a sua evolução; procurando fazer
evoluir as idéias base de grandes pensadores da nossa ciência que vêm
abrir o caminho para um estado superior da nossa intelectualidade”(Venâncio,
2002, p.88)
Estas relações lógicas se apresentam em três níveis, a saber:
· Essenciais,
· dimensionais;
· ambientais.
3.2.1 – RELAÇÕES LÓGICAS ESSENCIAIS
As relações lógicas ESSENCIAIS são as relações básicas da formação até
do próprio patrimônio, pois ela expõe sobre sua gênese, que parte da
psique humana. Essas relações lógicas essenciais ocorrem da seguinte
forma.
Todo empreendimento ou instituição é idealizado, por uma pessoa ou grupo
de pessoas, a idealização destes os fazem perceber a necessidade de
adquirir-se meios para sua satisfação, a aquisição desses meios têm uma
ou várias finalidades que é satisfazer às necessidades daqueles que
idealizaram o empreendimento. A utilização destes meios em funcionamento,
procurando cumprir sua função patrimonial demonstrará ao término de um
período “X” o cumprimento ou não da mesma, provocando a eficácia ou não
da função do meio. Essa é a gênese da formação do patrimônio, ele existe
para o cumprimento de uma finalidade que pode ser de lucro ou não, de
acordo com as necessidades das células sociais.
Para Pires (1999, p.37), os aspectos essenciais representam os
elementos:
“que operam na essência do fenômeno, evidenciando a geração, criação e
origem:
· Necessidades patrimoniais;
· finalidades;
· meios patrimoniais;
· funções patrimoniais.
Nestas relações básicas estudam-se as motivações básicas que promovem o
surgimento do fenômeno. Implica a gênese da necessidade, que é a
sensação de falta, percepção de uma necessidade própria ou da sociedade.”
A representação que permite uma perfeita visualização destas relações
pode ser assim apresentada:

Figura 01. Extraído da apresentação em PowerPoint de PIRES, 2002.
Pires, expõe ainda que as relações lógicas essenciais são:
“Relativas à natureza do fenômeno patrimonial propriamente dito. Entende-se
que originalmente o homem sente a necessidade da obtenção de meios ou
elementos patrimoniais adequados para a materialização de determinados
propósitos (ou objetivos). A necessidade então, gerará as finalidades
(como implicação natural) que promoverão a busca dos meios para
satisfazê-las. As necessidades serão satisfeitas à medida em que os
meios materializados forem úteis. A utilidade dos meios faz com que
exerçam a função de forma a atingir a eficácia.” (2002, p.118)
Em formato matemático demonstra-se, este raciocínio da seguinte forma;

Fonte: Sá, 2000, p.25
A necessidade patrimonial (Pn), gerará a finalidade (Fi) do meio
patrimonial (Pm), este meio patrimonial deverá ou não exercer sua função
(f), essa função sendo exercida teremos uma eficácia (Ea) do meio
patrimonial, portanto podemos concluir que a eficácia patrimonial
somente ocorrerá se somente se a necessidade patrimonial tiver sido
satisfeita, ou seja; quando Pn = 0.
Carvalho define tal relação da seguinte forma:
“ Essenciais: se constituem na definição dos meios patrimoniais, suas
necessidades e finalidades frente ao mercado que se insurge e as funções
que devem ser exercidas objetivando a prosperidade patrimonial. Referem-se
a natureza básica do fenômeno, qual seja, porque nasce, para que nasce e
como nasce.” (2002, p.89)
Percebe-se que a teoria das funções busca em essência definir modelos
contábeis que possibilitem à célula social a obtenção da eficácia
patrimonial.
Na prática pode-se imaginar o Contador auxiliando o empresário na
constituição de um negócio não apenas no aspecto burocrático como alguns
pensam ser o papel deste profissional que teve ao longo de sua história
participação importante ao lado de grandes reis e líderes de uma forma
geral[2], definindo estratégias, táticas e gerenciando a
operacionalização destas. Esse auxílio pode se dar na formatação de um
plano de negócios viável, que levará em consideração todas as variáveis
que o cercam, com a finalidade de prever, definir possibilidades reais e
não tão imaginárias e enviesadas como o são na economia. Esse é o papel
do Contador moderno, possibilitar às células sociais que o negócio de
seus clientes atinjam à eficácia, e a Teoria Lopesista possui subsídios
para tanto. É pela falta desta visão do Contador como assessor do
empresário ou como o próprio sujeito de construção dessas ferramentas,
que o Brasil tem um dos mais altos índices de mortalidade empresarial do
mundo, aliado obviamente a outros fatores, como a cultura empresarial
brasileira, questões mercadológicas, políticas que a própria teoria leva
em consideração como veremos mais a diante.
Sá, leciona:
“Quase 120 anos são passados, pois, entre as opiniões de estudiosos de
valor e a idéia permanece a mesma, ou seja; é impossível praticar
administração racional, com estratégias corretas, sem o apoio de modelos
de comportamentos da riqueza, oferecidos pela Contabilidade”.(1999,
p.94)
Demonstra-se que as decisões administrativas galgadas em modelos
contábeis são mais seguras e corretas.
O professor Alexandre Bossi Queiroz, se referindo ao processo de
internacionalização, expõe que “o contador, como uma das pedras
angulares de organizações empresariais cada vez mais internacionais,
deve também internacionalizar-se.” (2000, p.100)
Portanto assim como o desenvolvimento do conhecimento contábil vem se
processando, o desenvolvimento do profissional também se faz presente e
é uma evocação, nítida e clara, seja sob a ótica mercadológica, de
classe ou acadêmica.
3.2.2. RELAÇÕES LÓGICAS DIMENSIONAIS
As relações DIMENSIONAIS são aquelas que levam em consideração uma
hexadimensionalidade na análise do fenômeno patrimonial, Lopes de Sá,
afirma que:
“o entendimento sobre as “qualidades”, “quantidade”, “causa”, “efeito” e
“tempos” e “espaços”, como relações lógicas “dimensionais” dos fenômenos
das riquezas, veio sempre em um crescente” (1992, p.18).
A análise dessa relação nos permite identificar a origem do evento, o
que resultou do evento, a caracterização ou diferenciação dos elementos
entre si, a expressão ou medida do fato, a época de sua ocorrência, e o
local em que ocorreu. Apresenta Lopes de Sá a seguinte afirmativa:
“É preciso que identifiquemos: que necessidade era. Que meios foram
usados. Como se utilizam, que quantidade se aplicou, quanto valia, onde
tudo ocorreu, em que época, etc.” (1994, p.59,).
A professora Lígia Pimenta leciona que:
“Relações lógicas dimensionais: permitem analisar a dimensão ou aferição
concreta do fenômeno. A funcionalidade ou utilidade do meio patrimonial
ocorrerá dentro de aspectos lógicos associados”.(2002, p.119)
Estes aspectos mencionados pela Professora Lígia são, causa, efeito,
qualidade, quantidade, tempo, espaço.
Pires (1999, p.37), conceitua-os da seguinte forma:
· “Causa – que identificam as origens do evento;
· Efeito – que identificam o que ficou ou defluiu do efeito;
· Qualidade – o que caracteriza ou diferencia o fato ou elemento em
relação a outros;
· Quantidade – qual a expressão da medida ou valor do fato;
· Tempo – qual a época em que o evento ocorre;
· Espaço – qual o local onde o fenômeno ocorreu.”
Em representação gráfica pode ser assim visualizado:

3.2.3. RELAÇÕES LÓGICAS AMBIENTAIS
Já as relações lógicas AMBIENTAIS abrangem os aspectos a tempos
relegados pelos próprios Contadores e que a partir de discussões
científicas como são os casos famosos do Fundo de Comércio, Capital
Intelectual e tantos outros temas deveras pesquisado na atualidade,
ganharam o devido valor.
Estas relações tratam da análise fenomenológica levando-se em
consideração o ambiente em que a célula social
está inserida e o que se insere nela.
Nesta relação considera-se o ambiente físico em si, o bairro, cidade,
Estado ou País em que se insere, as ações da diretoria e todos aqueles
que fazem a entidade viver (aliás, uma empresa não existe sem pessoas e
Marx já alertava que só o Homem agrega valor, algo ainda longe da
prática empresarial, que discursam tal idéia com entusiasmo e que
fundamentalmente a utilizam como ideologia alienante), o ambiente
cultural, mercadológico, enfim; tudo que está a cerca da célula social,
seja material ou não, mas que logicamente influi na eficácia ou
ineficácia da entidade.
Herckert (2000) corrobora o exposto sobre a importância das pessoas
afirmando:
“A capacidade intelectual leva ao aumento do patrimônio. A incapacidade
intelectual leva à estagnação patrimonial e até à falência da empresa”.
Para ilustrar estas duas afirmações vejamos duas realidades:
1º Caso: A empresa A iniciou-se pequena. Em virtude da capacidade
intelectual, conhecimento, competência e experiência do empresário a
mesma foi tendo eficácia patrimonial e com o passar dos anos foi
prosperando e influenciando o mercado onde a mesma estava inserida. O
crescimento resultou não só na sua prosperidade, mas também naquela da
comunidade global, pois ocorreu um incremento na exportação de máquinas,
quer no mercado interno, quer externo.
2º Caso: A empresa B iniciou-se pequena e pequena ficou. Em virtude de
sua incapacidade intelectual, falta de criatividade, falta de
conhecimento gerencial, a mesma não prosperou.”(p.189-190)
Ainda Herckert (2000, p.190) enuncia que “existe uma inequívoca relação
entre o valor intelectual (este como agente) e os meios patrimoniais”,
portanto a afirmativa de Marx é deveras verdadeira e perdura até à
contemporaneidade.
As relações ambientais são classificadas em endógenas e exógenas, ou
seja; os mercados, o meio social em que atua e ainda, a natureza para
estas e o pessoal diretivo, administrativo e executivo para àquelas.
Herckert (2002), referindo-se às influências ambientais do fenômeno
patrimonial leciona: “(...) ambientais endógenas são as que advêm da
direção e do pessoal da organização. São fenômenos internos da célula
social.”(p.14) Já a exógena conceitua que “é aquela que vai tanger o
patrimônio e que vem do ambiente externo.” (p.16)
Estes são os princípios da Teoria Lopesista, ou seja, que todo meio
patrimonial existe para satisfazer às necessidades das células sociais e
que o cumprimento ou não de sua função implicará inequivocamente em
eficácia ou ineficácia.
Expõe ainda que a análise do fenômeno deve ser feita a partir de uma
hexadimensionalidade inerente a este, e que esta análise possibilitará
uma conclusão das condições em que ocorreram os fenômenos em si (quantidade,
qualidade, causa efeito, tempo e espaço).
Finalizando expõe que existe uma relação lógica ambiental a cerca do
fenômeno. Essas relações podem ser endógenas (dentro da entidade) ou
exógenas (externas à entidade) devidamente explicitada anteriormente.
Como exposto acima, percebe-se uma aproximação nítida entre a Teoria das
Funções e a realidade empresarial, pois ela busca a partir de VERDADES
científicas definir modelos que possibilitem sobretudo às empresas a
consecução da eficácia patrimonial que é o que todos querem sobretudo
àquelas células sociais que têm a finalidade lucrativa. Esse é o cerne
da teoria, a busca da Eficácia Patrimonial.
3.3. RELAÇÕES LÓGICAS E OS SISTEMAS DE FUNÇÕES PATRIMONIAIS
Como dito, todo empreendimento ou instituição, tem um objetivo, para a
concretização deste, surge a necessidade da aquisição de meios
necessários, quando surge o patrimônio. O patrimônio conseguirá a
eficácia ou não a partir da definição de modelos que levem em
consideração as relações lógicas do fenômeno (essenciais, dimensionais e
ambientais). O estudo desses fenômenos considerando-se as relações
lógicas levarão ainda em consideração os sete sistemas básicos de
funções patrimoniais, e um oitavo, identificado pelo Prof. Valério
Nepomuceno, sendo-os:
· Liquidez;
· resultabilidade;
· produtividade;
· economicidade;
· elasticidade;
· invulnerabilidade;
· socialidade (Nepomuceno, 2000)
Estes sistemas traduzem as seguintes necessidades das células sociais:
· Necessidade de possuir liquidez, dinheiro disponível para arcam com
obrigações (SISTEMA DE LIQUIDEZ);
· necessidade de obter resultados que satisfaça à célula social (RESULTABILIDADE);
· necessidade de produzir, seja produtos ou serviços (RESULTABILIDADE);
· necessidade de economizar, ou seja; maximizar a utilização de recursos
(ECONOMICIDADE);
· necessidade de atender às demandas mercadológicas (ELASTICIDADE);
· necessidade de minimizar os riscos, ou seja; no jargão contábil
minimizar a possibilidade de descontinuidade (INVULNERABILIDADE);
· A relação da célula social com o ambiente na condição de ser a atuação
da mesma não limitada a sua relação traçada no objetivo social, mas a
sua interação de seu ambiente endógeno com o exógeno a partir da
melhoria daqueles para a melhoria da sociedade, a conscientização, por
exemplo, da responsabilidade sobre o meio ambiente daqueles para com a
sociedade, etc.. (SOCIALIDADE).
Estes sistemas como exposto, são fontes de sustentação das teorias
científicas no campo contábil (Teoria das Interações, Teoria da
Prosperidade, Teoria dos Campos), e de modelos empresariais que a partir
dos axiomas daquelas possibilitarão traçar caminhos viáveis a obtenção
da eficácia almejada.
Pimenta (2002, p.123) apresenta três categorias de sistemas, sendo-os;
básicos (LIQUIDEZ, RESULTABILIDADE, ESTABILIDADE, ECONOMICIDADE),
auxiliares (PRODUTIVIDADE, INVULNERABILIDADE) e complementar (ELASTICIDADE)
que se complementa com o sistema da (SOCIALIDADE) já citado.
Estes sistemas básicos são apresentados pela autora através da tabela
abaixo, por nós adaptado.
TABELA 1: Classificação das Categorias dos Sistemas Funcionais
CATEGORIA I: SISTEMAS BÁSICOS
Contém as necessidades primárias, que a empresa precisa anular para
manutenção de suas atividades.
Sistemas
Funções
da liquidez
Funções que, convertendo os meios em numerários ou equivalentes, suprem
as necessidades de pagamentos.
da resultabilidade
Funções que, convertendo os meios em receitas hábeis, trazem resultados
positivos ou lucros, igualando-se a um preço de venda que encerra custos
e margem de lucro.
da estabilidade
Funções que promovam o equilíbrio dos componentes patrimoniais.
da economicidade
Funções que garantam a vitalidade da atividade e a sua sobrevivência.
CATEGORIA II: SISTEMAS AUXILIARES
Apoiam e desenvolvem a eficácia das funções básicas, representando
necessidades secundárias, embora importantes.
Sistemas
Funções
da produtividade
Funções que promovam, pelos meios aplicados, a eficiência ou o máximo
aproveitamento dos referidos meios na produção.
da invulnerabilidade
Funções que ensejam a utilização dos meios para a cobertura dos riscos.
CATEGORIA III: SISTEMA COMPLEMENTAR
Decorrente do exercício desempenhado por todos os demais sistemas e
serve para melhorar as condições de pleno aproveitamento dos meios
patrimoniais.
da elasticidade
Funções que buscam o dimensionamento compatível com a atividade através
da adaptação dos meios.
da socialidade
Funções que interagem com o ambiente endógeno e exógeno de forma a
contribuir com a sociedade em que a célula social está inserida
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CATEGORIA I: SISTEMAS BÁSICOS |
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Contém as necessidades primárias, que a
empresa precisa anular para manutenção de suas atividades. |
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Sistemas |
Funções |
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da liquidez |
Funções que, convertendo os meios em
numerários ou equivalentes, suprem as necessidades de
pagamentos. |
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da resultabilidade |
Funções que, convertendo os meios em receitas
hábeis, trazem resultados positivos ou lucros, igualando-se
a um preço de venda que encerra custos e margem de lucro. |
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da estabilidade |
Funções que promovam o equilíbrio dos
componentes patrimoniais. |
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da economicidade |
Funções que garantam a vitalidade da
atividade e a sua sobrevivência. |
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CATEGORIA II: SISTEMAS AUXILIARES |
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Apoiam e desenvolvem a eficácia das funções
básicas, representando necessidades secundárias, embora
importantes. |
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Sistemas |
Funções |
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da produtividade |
Funções que promovam, pelos meios aplicados,
a eficiência ou o máximo aproveitamento dos referidos meios
na produção. |
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da invulnerabilidade |
Funções que ensejam a utilização dos meios
para a cobertura dos riscos. |
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CATEGORIA III: SISTEMA COMPLEMENTAR |
||
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Decorrente do exercício desempenhado por
todos os demais sistemas e serve para melhorar as condições
de pleno aproveitamento dos meios patrimoniais. |
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da elasticidade |
Funções que buscam o dimensionamento
compatível com a atividade através da adaptação dos meios. |
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da socialidade |
Funções que interagem com o ambiente endógeno
e exógeno de forma a contribuir com a sociedade em que a
célula social está inserida |
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Fonte: Adaptado de PIMENTA (2001, p.34-35) apud PIMENTA
Em outra tabela a mesma autora expõe as características dos sistemas de
funções, também complementadas face ao sistema de socialidade ampliado.
TABELA 2: Características dos sistemas de funções patrimoniais
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Sistema |
Finalidade |
Meios |
Necessidades |
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Básicos |
Liquidez
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Capacidade de pagamento |
Disponibilidade e realizáveis |
Obrigações ou dívidas |
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Resultabilidade |
Harmonia estrutural |
Receitas positivos |
Custos, despesas e margem de lucro |
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Estabilidade |
Capacidade vital |
Fatores de desenvolvimento da atividade |
Recursos para o emprego de fatores |
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Auxiliares |
Produtividade |
Antedesperdício |
Capitalizações |
Fatores exigidos no processo produtivo |
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Invulnerabilidade |
Capacidade de segurar-se |
Esforço de obtenção de eficiência |
Elementos patrimoniais de risco |
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Complementar |
Elasticidade |
Dimensão adequada do patrimônio |
Recursos disponíveis para cobertura de riscos |
Exigências patrimoniais no cumprimento dos
limites |
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Socialidade |
Interação com os ambientes da célula social |
Meios patrimoniais e as pessoas do ambiente
endógeno |
Atender as necessidades do ambiente exógeno.
|
Atender as necessidades do ambiente exógeno.
Fonte: Adaptado de PIMENTA (2001, p.95) apud PIMENTA
Observa-se que os sistemas acima expostos aproximam ainda mais a
teoria da prática, pois é intrínseco à célula social e às
características de cada sistema, como que uma ordem genética, estão
no “DNA” do fenômeno patrimonial e deve-se observá-los nos estudos.
Pragmaticamente esta análise ocorreria da seguinte forma:
Os Senhores Caxias e Caloteiro resolveram montar uma sociedade
(Editora) para publicação de livros sobre Contabilidade. O Senhor
Caxias conhecedor do papel do contador contemporâneo, decidiu
contratá-lo para os assessorar. O contador, o senhor Arrojado, já
sabendo os seus objetivos tendo, portanto já identificado as
necessidades, os aspectos dimensionais e ambientais que o cercavam,
iniciou um estudo sistemático sobre, quanto de dinheiro
necessitariam, qual o lucro teriam a partir de suas necessidades,
qual o nível de produção necessário, qual o nível de minimização de
custos necessários, qual a demanda necessária e quais os riscos
inerentes ao negócio. Esses aspectos foram transformados em números,
juntamente com uma equipe multifuncional que envolvia o pessoal do
marketing, vendas, compras, engenharia produção e etc, evidentemente
estes profissionais eram consultores (especialistas), que davam
suporte ao contador naquilo que não era especialista, por se tratar
de uma empresa em formação. A partir desses números é que os
senhores Caxias e Caloteiro decidiram montar o negócio. Passados a
implementação o Sr. Arrojado acompanhava o empreendimento e
analisava a quantos andavam o cumprimento das necessidades para as
quais foram disponibilizados recursos (meios patrimoniais), caso
estas necessidades estivessem sendo cumpridas sua posição seria a de
indicar tendências que possibilitassem a manutenção e aprimoramento,
caso contrário buscar descobrir o que havia de errado, afim de sanar
o problema.
Neste caso descrito pode-se identificar ainda uma outra questão que
é o novo perfil de Contador, um profissional arrojado, com
capacidade de liderança e que a partir do conhecimento científico
possibilite ao empresário ou gestores, obterem a eficácia de suas
empresas ou instituições, valorizando a classe e fortalecendo as
conquistas auferidas pelo Conselho Federal de Contabilidade nos
diversos programas em curso, seja na identificação do cumprimento da
lei de Responsabilidade Fiscal, seja na formação de mestres e
doutores.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante da exposição sintética da estrutura básica da Teoria das
Funções Sistemáticas, buscamos:
· Demonstrar a proximidade entre teoria e prática;
· demonstrar a estrutura básica da Teoria Neopatrimonialista;
· demonstrar o novo papel do contador contemporâneo.
Segundo o Filósofo Rubem Alves (1996), Ciência e Prática são
complementares. Que aquela é a sistematização desta, de forma
racional e não subjetiva. Vimos que a teoria surge da observação dos
fenômenos In loco, salvo o caso da Filosofia que não constitui uma
ciência em si, e sim é o reflectere sobre todas as coisas, ou seja;
é o pensar racionalmente sobre todas as coisas, independente da
natureza.
Vimos ainda que a Teoria Neopatrimonialista constitui um corpo
doutrinário que têm como finalidade estudar o fenômeno patrimonial,
possibilitando às células sociais atingirem seus objetivos máximos,
ocorrendo assim a eficácia.
A busca desta, será obtida a partir do estudo das RELAÇÕES LÓGICAS (ESSENCIAIS,
DIMENSIONAIS E AMBIENTAIS) e que no exercício de suas funções, os
meios patrimoniais deverão ser analisados sob a ótica dos SISTEMAS
FUNCIONAIS DO PATRIMÔNIO (LIQUIDEZ, RESULTABILIDADE, PRODUTIVIDADE,
ECONOMICIDADE, ELASTICIDADE, INVULNERABILIDADE E SOCIALIDADE).
É com esta Teoria que deixou de ser referência simplesmente o
professor Lopes Sá, mas um legado já formado de diversos
pesquisadores e cientistas como, por exemplo, Valério Nepomuceno,
Pedro Onofre Fernandes, Yumara Lúcia Vasconcelos, Werno Herckert,
Elizabete Serra Negra, Carlos Alberto Serra Negra, Marco Antônio
Amaral Pires, Lígia Pimenta, José Amado do Nascimento, e tantos
outros, que estão desenvolvendo esta teoria e a tornando uma sólida
base científica para esclarecer as relações lógicas do fenômeno
patrimonial, e que ao nosso ver possibilitou ao Contador uma
proximidade maior entre Teoria Contábil e prática, pois ela, assim
como diversas teorias em outros campos, foram construídas a partir
da observação de fenômenos específicos de cada ciência e que na
contabilidade são aqueles que afetam o PATRIMÔNIO, objeto de estudo
da CONTABILIDADE, Ciência e Profissão do Milênio.
A Teoria Lopesista é tão ampla que o possibilitou enunciar o que
podemos chamar de o grande fim social da Contabilidade, a saber:
“Quando a soma da eficácia de todos os patrimônio implicar na soma
da eficácia de todas as células sociais, em regime de harmônica
interação, isto implicará, logicamente, na eficácia social, o que
eqüivalerá à anulação das necessidades materiais da humanidade”. (Lopes
de Sá, 1992, 264.)
Com esta cultura mais científica os contadores podem influenciar a
formação de uma consciência, política e social de modo a
possibilitar uma melhor repartição dos benefícios advindos do avanço
tecnológico para toda a sociedade. Talvez almejar uma eficácia plena
seja uma utopia, porém uma eficácia relativa pode-se acreditar.
Relativa do ponto de vista de uma eficácia que possibilite a toda a
comunidade, ter uma vida digna que possa ser sobrepujado toda a
qualquer ação negativa, assim como o pior, do Crime Organizado.
Essa talvez seja uma aplicabilidade do que se convencionou chamar de
Contabilidade Social que só têm demonstrado dados. Precisa-se de
modelos que possibilitem a melhoria social. É, a Teoria das Funções
Sistemáticas que, possibilita a obtenção dos mesmos, considerando
que modelos são construídos a partir da prática e necessitam de ter
um embasamento científico para ser considerado por outras ciências.
Assim, a corrente neopatrimonialista oferece a condição de,
construir cientificamente o que está difundido na forma prática.
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Horizonte. n.18, p.81-113, mai.2.002.
[1] Termo cunhado pelo Prof. Valério Nepomuceno.
[2] SÁ, 1997:p.31, expõe: “ao tempo de Marco Aurélio o Contador
Geral era o homem mais bem pago” devido ao seu conhecimento e
importância para o governo.
PAGE \# "'Página: '#'
'" [MAAP1]Para ser um artigo científico, você deve indicar,
mediante regras da ABNT, alguns destes autores e cita-los na
referência bibliográfica.
Pós-graduando em Gestão de Negócios pelo IBMEC/MG, bacharel em Ciências Contábeis pela PUC Minas, Membro da ACIN- Associação Científica Internacional do Neopatrimonialismo, sócio da Agathon Controladoria e Gestão.
vagner.marquesarrobaagathoncontabil.com.br
Marco Antônio do Amaral Pires
Contador, Professor Universitário, perito contábil, Mestrando em Contabilidade pela Fundação Visconde de Cairu.
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