1 - INTRODUÇÃO
Longe se foi o tempo em que os contadores eram chamados de
“Guarda-Livros” pelo fato de se prenderem numa atividade consuedutinaria
e atrabiliária, personificada na escrituração de diários e razões, como
que em outros livros exigidos pelo fisco e governo, na produção de
balanços e demonstrações tão comuns desde o tempo de Paciolo (1445 -
1516) e tão majestosos no século passado, com a chamada “era da
informação” que já foi ultrapassada pelos instrumentos da informática e
pelo conhecimento contábil que alcançou a filosofia, sem possuir,
portanto, limites mensuráveis ou quiméricos.
No novo século é necessário que se tenha a investigação holística; que
se utilize a contabilidade como ciência real com a sua abrangência e
verdadeiro potencial, não se limitando na “informação” , mas,
ultrapassando esta pela sabedoria, já que estamos na “era do
conhecimento” que exige a habilidade de pensar e entender o objeto
contábil retratado nos informes. Mais do que informar é necessário saber
o que se informa, e o que significa tais esclarecimentos.
Hodiernamente se exige a explicação do que está acontecendo no
patrimônio, mais do que simplesmente “informar” o que está ocorrendo;
pede-se que esclareça porque acontece, ou seja, saber estudar e explicar
as causas e efeitos dos fenômenos diversos. Ter o conhecimento gerencial
é diferente da informação para gerência, mesmo quando tais
esclarecimentos são detalhados e oferecem importantes auxílios. A
representação do patrimônio por si só é insuficiente exige-se então, que
se saiba explicar o que se demonstra pela doutrina do conhecimento.
E tal concepção não é recente, pois, possui muito mais que cem anos; no
século XIX o cientista e economista Courcelle - Seneuil (1813 - 1892)
apontava a diferença entre o contador e o produtor de informações; dizia
ele que o contador não produziria apenas os informes, mas, organizava e
criticava os sistemas de contas e as informações diversas, portanto,
nunca poderia ser considerado escravo da rotina, mas, possuidor do
saber.
A análise da riqueza na contabilidade oferece um panorama de averiguação
da sanidade ou estado patrimonial, através da investigação das partes
desse complexo, por meio de uma busca do simples, com métodos
científicos qualificados. O balanço, planilhas de custos, métodos de
custeio, cálculos de preços de vendas e outros instrumentos devem ser
então bases para os estudos contábeis.
Da mesma forma que não se confunde uma radiografia com o ortopedista, um
bisturi com o cirurgião, um instrumento com um músico, uma fotocópia com
o livro, um microfone com o palestrante, a caneta com o escritor, não se
pode confundir a informação com a contabilidade está é mais ampla e não
se restringe nas cifras formais.
Um dos grandes tratadistas da história da contabilidade, o professor
Carlos de Carvalho abordava há quase um século a grande diferença entre
a ciência contábil e a escrituração; segundo o mestre a primeira seria
um conjunto de princípios e idéias organizadas e esta seria uma arte.
Dizia Carvalho (1973, p. 26): “Contador, em resumo é aquele que possui a
teoria... Guarda-livros é o que chega à prática por meio da própria
prática... ele é senhor de uma arte empírica.”
Atribuir à informação o fato de ser objeto da contabilidade é cometer
uma pelintra para com os informes em cotejo com todo o vasto
conhecimento contábil. O balanço é uma coisa a serviço da contabilidade.
Informar é uma atitude até pragmática, já explicar é outra prática que
carece de teoria.
O campo para as análises e estudos dos patrimônios, demonstrados nos
balanços, nunca se revelou tão amplo (sempre o foi), pois, grande é o
curso da cinemática da riqueza. Sempre haverá abundância de problemas a
se inquirir sobre os fenômenos patrimoniais, como que o seu adequado
modelo de comportamento, ou seja, o ideal, no que tange aos consagrados
axiomas de eficácia e prosperidade das células sociais.
Temos inumeráveis problemas para os estudos contábeis, ainda mais quando
tratamos dos fenômenos de desequilíbrio proporcional do capital
imobilizado, ou seja: os super e subinvestimentos que atarantam a
eficácia deste mesmo elemento no complexo patrimonial em marcha dinâmica.
2 - O CAPITAL IMOBILIZADO
Os recursos investidos no patrimônio com a intenção de prestar utilidade
por vários períodos, exercícios e anos, cuja circulação é lenta se
comparando com os outros elementos, chama-se por natureza de
“imobilizado” porque a riqueza que se investe provinda dos numerários
próprios e de terceiros está “fixa” neste elemento. Portanto, a
terminologia “imobilizado”, “permanente” significa a paralisação do
dinheiro que foi aplicado, e não ausência de mobilidade física.
Tais elementos segundo Sá (2005, p. 122) possuem quatro características
fundamentais, pois, representam três espécies: os investimentos,
imobilizado e diferido. Temos nestes elementos a imobilização de
materiais de uso (como maquinas, imóveis, moveis, utensílios, veículos e
outros); de rendas( ações, investimentos em bens de rédito,
participações em outras empresas, etc); imateriais( marcas, patentes,
direitos autorais, aviamentos, etc); e deferimentos ( gastos com
pesquisas, gastos com instalação, etc).
De uma maneira geral são os elementos que servirão à empresa ou entidade
por vários períodos e tal grupo é chamado legalmente (pela lei 6404 de
1976) de “permanente” por ter esta característica de servir à atividade
por diversos períodos – apesar de tudo circular ou propor cinemática no
patrimônio -, em geral são eles:
Ø Investimentos em ações
Ø Investimentos em bens de aluguel
Ø Galpões
Ø Depósitos para estocagem
Ø Computadores
Ø Máquinas de escrever
Ø Veículos
Ø Softwares
Ø Marcas
Ø Nome comercial
Ø Gastos com pesquisa
Em empresas industrias tais elementos são mais abundantes do que nas
demais empresas (até porque é natural na atividade deste empreendimento
produzir para vender, e neste intuito é necessário mais maquinário),
contudo, tais elementos são normais em entidades comerciais e muitas
outras aziendas.
O imobilizado estando presente em qualquer tipo de célula social requer
indagações e estudos importantes, porque ele existe para ter uma
determinada proporção funcional, que quando anormal, atrapalha a
atividade e a dinâmica dos sistemas patrimoniais; em casos como este
dissemos que a riqueza esta desequilibrada porque o investimento não é
compatível em proporção com a cinemática patrimonial.
3 - OS SUPERINVESTIMENTOS EM IMOBILIZADO
Os excessos de proporção aplicados, que arruínam a dinâmica e fazem o
patrimônio ser prejudicado, chamam-se superinvestimentos. Os exageros de
proporção no imobilizado, realizados pelo desejo assaz ardente de
crescimento acabam por destruir a liquidez, causar resultados negativos,
e por fim tendem a eliminar a economicidade do ente-patrimonial. Nem
sempre investir em demasia pode beneficiar o capital, ainda mais quando
se trata de determinados tipos de empreendimentos que necessitam mais de
elementos circulantes do que imobilizados.
Existem alguns tipos de aziendas que procuram investir o mínimo de
recursos em elementos imobilizados do que em circulantes; como no caso
de bancos de qualquer espécie, cuja política administrativa esta mais
voltada para investir em bens circulantes – no ativo as operações de
créditos, numerários e no passivo as aplicações financeiras, depósitos a
vista e a prazo - do que em maquinário. É uma estratégia para evitar a
insolvência do capital já muito antes praticada nos Estados
Unidos da América como bem disse Herrmann Júnior (1973).
As indústrias por sua vez buscam investir mais em recursos fixos do que
circulantes, porque a sua atividade é voltada para a produção carente de
imobilizados para a fabricação de produtos, mas, nem por isso tal
empreendimento está desequilibrado por este fator. Tal grau de proporção
é normal nesta espécie aziendal.
O ideal é investir conforme a necessidade: se a empresa necessita de
mais estoques porque a demanda é grande então se deve buscar investir
mais em imobilizados; agora se uma entidade necessita de mais circulante
do que bens fixos para liquidar seus compromissos exigíveis em curto
prazo, então é aconselhável que se invista menos em imobilizados; às
vezes quando o imobilizado apresenta ser “grande” em proporção nem
sempre ele está superinvestido, pois, poderá ser uma medida compatível
com as exigências da riqueza.
Quando se compra elementos em demasia sem averiguar a capacidade
circulatória e dinâmica do empreendimento, sem base administrativa ou
contábil alguma, o resultado quase sempre é de existir um investimento
desproporcional, porque está soberbo, desigual, considerando a atividade
e funcionalidade da empresa ou entidade.
O problema que rotunda sobre os fenômenos de superinvestimento são
variados e envolvem uma miscelânea de estudos por relações diversas. Os
transtornos causados por tais elementos são variados e existem em cada
sistema particular. Porém, é óbvio, e está mais do que comprovado a
antiprosperidade que proporciona tais acontecimentos.
Não adianta dizer que se comprou tanto de maquinas ou elementos
imobilizados; ouve-se freqüentemente esta frase “comprei $ 40.000 em
máquinas”; “tenho $ 100.000 em veículos” como se este fosse um motivo de
gabar; é bom ter uma proporção adequada de acordo com a necessidade e
capacidade circulatória do capital. Nem sempre o fato de ter muito
beneficia a riqueza, pelo contrário pode ser responsável pela sua “morte”.
Quando existem casos em que o capital fixo está superinvestido, a
primeira coisa que acontece é uma queda da capacidade giratória, seguida
de uma baixa de liquidez até a perda de resultados com os prejuízos, e,
finalmente, perda da substância patrimonial que irá proporcionar o
definhamento do ente-patrimonial.
Portanto uma das fórmulas que se deve primeiramente observar em casos de
análises que indica os superinvestimentos é a relação do Ativo total com
o imobilizado, que explica qual é a proporção existente entre estes dois
elementos, ou seja, quanto que existe de Ativo no capital fixo ou
imobilizado:
ATIVO TOTAL
IMOBILIZADO
Ou então:
ATIVO TOTAL
(Investimentos + Imobilizados + Diferidos)
São duas fórmulas que expressam uma só relação: a de ativo total com o
imobilizado; ambos cálculos explicarão quanto que existe de ativo no
capital fixo e pode-se padronizar (de uma forma geral) a medida ideal
como maior que um, porém, quando menor que a unidade os cuidados devem
ser tomados em escoimar um pouco o que existe investido no imobilizado,
pois, poderá ser um sinal de excesso da proporção.
Quanto menor for o resultado, menor será a proporção do Ativo total com
relação ao imobilizado e este poderá se um dos sintomas de
superinvestimento, porém, a detecção deste fato é muito difícil para ser
resumida em uma só relação, e demanda muitos outros aspectos não
mencionados, para seguir os ditames limitados deste artigo.
4 - OS SUBINVESTIMENTOS EM IMOBILIZADO
Os subinvestimentos são as aplicações débeis de recursos que
proporcionalmente estão aquém do ideal considerando a atividade e
dinâmica funcional da riqueza. Tais fenômenos existem porque estão muito
abaixo da necessidade patrimonial ideal e relativa ao empreendimento
específico.
Quanto tais fenômenos existem, as funções (movimentos) do patrimônio
acabam involuindo; o capital regride porque não possui o suficiente para
manter a atividade, carece de mais proporção. Ou seja, tudo cresce muito
devagar, ou então não existe a massa patrimonial para permitir o fluir
da riqueza.
Neste sentido principal tal fenômeno difere do superinvestimentos,
porque nos subinvestimentos existe “a falta” de recursos suficientes,
enquanto no outro existe um excesso de proporção. A falta de recursos
também é um grau de desequilíbrio, pois, não permite o funcionamento
total do patrimônio.
Em casos de subinvestimentos a operação da empresa perde aos poucos o
seu potencial, ou seja, cai o ritmo da produção, se vende menos, o lucro
diminui com o tempo, até a empresa ter uma queda de giros e do potencial
de pagamentos. Tudo isto gradativamente. A dinâmica não consegue
funcionar com naturalidade sã.
Como o subinvestimento é uma carência de proporção ou de bens, a
operação do capital não possui lastros nem para a normalidade e muito
menos para a prosperidade, ou seja: faltam máquinas para a produção ou
investimentos em capital fixo, então não se vende como deveria e nem se
lucra adequadamente; a circulação fica por demais distorcida e deixa a
desejar no complexo patrimonial.
A proporção do imobilizado quando abaixo do normal não permite completa
evolução da riqueza então ela não poderia ter um estado de sanidade
porque não tem elementos suficientes para desenvolver todo o seu
potencial, e do mesmo modo ele vai perder a sua capacidade operativa.
É como se a empresa definhasse aos poucos na sua dinâmica de giros,
vendas e lucros, simplesmente, porque não dota de bens ou elementos
suficientes, para complementar e manter o seu real funcionamento, ao
menos para a sua sobrevivência.
Para detectar realmente tais elementos é necessário antes de tudo
investigar com holismo todo o patrimônio, então se deve utilizar várias
fórmulas e diversas relações. O estudo de subinvestimentos é de difícil
realização e carece de uma detalhada análise, porém, se comentasse sobre
tais aspectos fugiria dos limites deste artigo.
Aconselho utilizar o primeiro cálculo que citei para os
superinvestimentos, quanto maior for o resultado, geralmente, maior será
a tendência de carência proporcional do capital fixo. Porém, Uma fórmula
muito útil para este intuito, pode ser a relação entre o imobilizado e o
Passivo total:
PASSIVO TOTAL
IMOBILIZADO
Ou então:
Capital de Terceiros + Capital próprio
Capital Fixo
Considera-se nesta relação, o quanto de passivo ou origem total de
recursos, existem no capital fixo.Quanto maior o resultado do quociente
ou relação, maior será a proporção do passivo total no imobilizado, ou
seja, existem menos investimentos em capital fixos do que apresenta toda
a grandeza quantitativa do capital que o originou, não se pode prever
padrões neste caso, porém, considera-se a unidade: muito maior que 1,
menor imobilizado, porém, muito menor 1 maior será a proporção dos
investimentos fixos, provinda de todas as fontes de financiamentos.
Porém, é preciso ressaltar que mesmo quando o quociente der 3, 4,8 não
se pode afirmar com segurança que o capital fixo está subinvestido pelo
princípio da relatividade, pois, como disse existe medida que parecem
ser esdrúxulas devido a radical proporção, porém, não se apresentam como
fenômenos de desequilíbrio. O problema é quando se apresenta ser
desequilibrado o investimento e não parece ser.
5 - PATOLOGIAS PROPORCIONAIS E IMOBILIZADO
A riqueza aparentando um excesso de elementos ou uma carência dos mesmos
está em desequilíbrio, então dizemos que ela possui uma patologia
proporcional que prejudica a sua dinâmica e os seus movimentos básicos
(como o de liquidez, resultabilidade, economicidade, circulação e
outros).
Toda patologia proporcional prejudica a dinâmica, sendo que a capacidade
funcional de cada elemento (entende-se por capacidade funcional o
potencial que cada elemento transmite com sua proporção para os
movimentos específicos e variados de cada categoria ou sistema), se
demonstra incompetente e desta maneira várias patologias existirão.
Ora, é licito falar e já está comprovado que no excesso de um elemento
poderá existir a falta de outro, e na carência de um outro poderá haver
outro excesso. Todo fenômeno de desequilíbrio acaba tendo uma relação
com outro elemento, transmitindo, deste modo, uma patologia hereditária,
como bem afirmou Sá (2001).
É comum em casos de superinvestimentos de bens realizáveis haver uma
necessidade de numerário, em casos de excesso de dívida poderá haver uma
necessidade da proporção nos estoque para venda. E todas esta
fenomenologias geram uma serie de desequilíbrios, que, por demais
revelam uma interdependência recíproca ou mutua de relação.
Em casos de desequilíbrios existirão faltas de caixa e prejuízos na
liquidez; queda de vendas e inoperância da resultabilidade. Além de se
notar os exageros ou deficiências de alguns elementos da riqueza, que
com relativa proporção, pouco servem ou transmitem de movimento e
agilidade. A riqueza perderá a sua capacidade de produzir movimento aos
poucos.
Mais freqüentemente quando existe um desequilíbrio em um elemento haverá
um desequilíbrio ou malefício em outro elemento. Temos, portanto, a lei
teórica e prática (pois, é real) proposta por Sá (2001, p. 14):“O
superinvestimento em um meio patrimonial pode implicar no
subinvestimento de um outro, com o prejuízo da eficácia de ambos.” Então
em casos de excessos haverá carências e de faltas existirão exageros
proporcionais em cada um dos elementos do patrimônio.
Abordando sobre tais problemas patológicos para o imobilizado, em casos
de superinvestimentos haverá necessidades proporcionais nos estoques,
créditos e bens numerários como nas dividas e capital próprio, já em
casos de subinvestimentos existirão excessos quantitativos em outros
elementos.
As patologias proporcionais concernentes aos superinvestimentos e
subinvestimentos são variadas e em todas as vezes promovem efeitos
maléficos ao patrimônio prejudicando acima de tudo a dinâmica
patrimonial. E todos estes fenômenos inaturais não deixam de atingir o
capital fixo das aziendas.
6 - O EQUILÍBRIO DO CAPITAL E O IMOBILIZADO
Quando o capital está equilibrado não existe um distúrbio deletério na
dinâmica; a medida padrão dada pelo quociente ou pela percentagem para
os fenômenos de desequilíbrio ainda não existe, mas, independente da
medida, cada elemento deve proporcionar movimentos adequados de vendas,
lucros, giros e liquidabilidade para o capital.
Aspectos básicos de equilíbrio estão no funcionamento da riqueza: quando
a proporção não prejudica a circulação, o movimento patrimonial, por
mais que aparentemente pareça existir excessos e carências nas medidas
quantitativas, não haverá desequilíbrio, o correto é que a liquidez, a
lucratividade, os giros, e a rentabilidade não apontem regressão com o
grau desproporcional.
Neste aspecto de estudo e observação, deve-se verificar basicamente a
liquidez e a resultabilidade. A primeira é um movimento que extingue as
exigibilidades pelos meios financeiros e a segunda função propõe os
resultados lucrativos ao patrimônio, pelos meios redituais que recuperam
os custos.
Ou seja, além de averiguar as desarmonias proporcionais é preciso
verificar se a
empresa possui a capacidade de extinguir as exigibilidades ao mesmo
tempo em que há resultados benéficos no patrimônio. O equilíbrio é
concedido com a harmonia da liquidez e resultabilidade. Se o patrimônio
possuir resultados relevantes de proporção - ou seja, os resultados dos
quocientes são muitos altos ou muitos baixos-; isto é, muito alta é a
medida quantitativa proporcional que apresenta números importantes, e
tais cálculos forem compatíveis com as quedas da liquidez e
lucratividade no tempo, então, pode-se destacar o desequilíbrio.
A mesma coisa pode-se destacar para o imobilizado quando tal elemento
está desequilibrado, ou seja, superinvestido ou subinvestido, haverá uma
queda da liquidez e obtenção de resultados, porque, o desequilíbrio
prejudicará a circulação e o giro dos grupos das riquezas, oferecendo
primeiramente uma conseqüência nestes movimentos básicos.
O inverso também ocorre quando a proporção do imobilizado (relação entre
Ativo e Imobilizado) possui uma medida estável e relativa que não
prejudica a solvência a curto prazo e o potencial de lucratividade,
então tal elemento não estará desequilibrado. Mesmo quando a medida for
muito baixa, ou saliente for a proporção e não se notar prejuízo da
liquidez e resultabilidade o desequilíbrio não se concretizará.
Deve-se seguir esta medida: que o imobilizado desequilibrado prejudica a
capacidade de pagamento e obtenção de lucros da empresa, mesmo quando, o
coeficiente se aparente notável com o seu resultado percentual.
7 - CONCLUSÃO
A ciência contábil mais do que informar o que esta na riqueza ela pode
aconselhar através de consultoria os estados de equilíbrio dos elementos
do complexo porque tal disciplina analisa e estuda os fenômenos e não a
suas simples representações informativas que são totalmente suscetíveis
a razão.
Os super e subinvestimentos são fenômenos de desequilíbrio que
prejudicam a liquidez e a resultabilidade e podem atingir a qualquer
elemento em particular, exigindo do investigador a análise e estudo
habilidoso de tais acontecimentos, com os recursos cognitivos possíveis
para aconselhar as terapêuticas e récipes especiais.
O imobilizado pode conter tais fenômenos de desequilíbrio quando se
observa a sua proporção com alterações negativas na liquidez e
resultabilidade sendo tal tarefa básica para a contabilidade com todo o
seu potencial científico no patamar racional das disciplinas que exigem
do intelecto superior para determinar conclusões fundamentais, em prol
da eficácia patrimonial, pela decisão gestorial contábil.
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Rodrigo Antônio Chaves da Silva
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