1 - ANÁLISE CONTÁBIL DE BALANÇOS
Quando se solidificou o pensamento de que os balanços, os registros, as
contas, os documentos, os orçamentos e as demais demonstrações são
formas de nosso conhecimento que escondiam as essências de nosso objeto,
ou seja: os fenômenos e fatos patrimoniais; então se despontou uma
grande evolução cientifica na contabilidade.
As demonstrações passavam a ser meios ou instrumentos de nossos estudos,
que deveriam ser centralizados nos acontecimentos do patrimônio para se
tornarem realmente próprios de uma sabedoria superior, e, o primeiro a
propor tais estudos foi J.P. Coffy (Apud - Pfaltzgraff 1956; D`auria
1954; Carvalho 1973; Sá 1997) que realizava proposições sobre as
variações e transformações do capital, provocadas por giros,
investimentos, financiamentos, custos, receitas, réditos,
capitalizações, produções e outros fenômenos patrimoniais diversos.
Realmente, a busca da substância científica sempre foi comum nas
ciências naturais. A física, química e matemática são disciplinas que
denotam tais exemplos deste ímpeto científico, pois, estas são
extremamente úteis para o raciocínio e exigiam da razão exclusiva para
lastrear e fundamentar os processos conclusivos.
Ora, quando Pasteur (1822 - 1895) percebeu que nas substâncias dos
alimentos guardados em recipientes, existiriam diversos microorganismos
contidos que poderiam matar o homem, ele desenvolveu um método que
revolucionou a forma de se conservar os mantimentos, sem manter as
bactérias; e tal método é utilizado até os dias de hoje, chamando-se
“pasteurização”.
A busca da razão contábil provocou conflitos importantes. Quando Masi
(1893 - 1977) lutava para dignificar a contabilidade, diversas posições
contrárias existiam. Em Portugal quando Jaime Lopes de Amorim (Apud -
Guimarães 2005) tentava divulgar as idéias patrimonialistas encontrou
desgostos inumeráveis da parte daqueles que consideravam a contabilidade
uma técnica ou uma singela prática, e não uma sabedoria.
Esforços dignos de encômios foram empreendidos com labor em todas as
partes e em todos os tempos para se adentrar na razão contábil.
Recentemente, um desses esforços que centralizou nesta mesma condição
intelectual foi exposto por Elizabeth Serra Negra (2004), quando ela
ajuntou fórmulas e processos da física, utilizando-os na contabilidade
sob a ótica moderna do Neopatrimonialismo, sem, contudo, mesclar os dois
conhecimentos, mas, captando o que seria de benesse para ambos em ritmo
de cooperação.
Portanto, para obter razões ou explicações dos componentes, partes,
grupos e fenômenos do patrimônio, surgia a análise contábil que era
(como ainda é hoje) realizada através dos balanços e demonstrações
contábeis, porque desde a época de Courcelle-Seneuil(1813- 1892),
insigne francês, o contador não era um guarda-livros, muito menos um
“guarda-informação” como ele mesmo dizia(Apud- Carvalho 1973, Pág 26):
“Confundem algumas vezes o contador com o guarda-livros. Entretanto, as
funções de um são tão distintas das do outro, como as funções do
arquiteto são distintas das do pedreiro. Para ser um guarda livros,
basta escriturar os livros estabelecidos... basta conhecer o método
geral que ensina o modo de escriturar tais livros. Para ser contador é
necessário ser capaz de achar a combinação de contas que melhor
satisfaça as necessidades de um dado organismo administrativo, de julgar
que pormenores podem ser omitidos impunentemente, e quais os que devem
ser registrados cuidadosamente... o contador deve ser inventivo e isento
do espírito de rotina.”
Pois, os dados por si só nada servem e a forma de analisa-los requer um
cunho superior e específico da área contábil. Se informar fosse o escopo
da contabilidade, o jornal seria contabilidade, a televisão nos
substituiria, como também o rádio. Seria o mesmo que dizer que a
radiografia seria objeto do ortopedista, então, os instrumentos
musicais não precisariam de músicos; o cantor não cantaria, porque o
microfone já realizaria tal tarefa. Seria assim se os instrumentos
substituíssem os instrumentadores? O som seria totalmente diferente. Tal
seria também na contabilidade.
Os dados sem conceitos são vazios, não basta informar uma coisa que não
se tem conhecimento daquilo, assim dizia Kant (1724 - 1804) em sua
“Crítica da razão pura” (Parte primeira Segunda seção, parágrafo 8 – 1)
o mestre apesar de não ser um profissional da contabilidade afirmava:
“Desnaturam-se os conceitos de sensibilidade e de fenômeno inutilizando
e destruindo toda a doutrina do conhecimento, quando se quer que toda a
nossa sensibilidade consista na representação confusa das coisas,
representação que conteria absolutamente tudo o que elas são em si,
ainda que sob a forma de um amontoado de caracteres e representações
parciais, que não distinguimos claramente uns de outros. ”
A sensibilidade no entendimento de Kant seria a maneira como o
conhecimento é absorvido e entendido pelo pensamento humano; mas, veja
que o mestre é claro quando diz que se destrói o conhecimento e sua
doutrina, quando o designa na sua representação mesmo sendo ela total ou
parcial. A representação pura é aquela clara que se refere aos fenômenos
que elas contém e não o que elas são em si. Ou seja, representação não é
fenômeno somente o representa.
Portanto, as informações contábeis e os balanços devem ser explicados, e
este é o naipe finalistíco da contabilidade: aplicar o seu conhecimento
por meio da análise patrimonial ou contábil, para buscar as razões e
conclusões dos estados e comportamentos dos fenômenos patrimoniais que
se retratam na figura das demonstrações diversas que representam todos
os aspectos essenciais da riqueza, ou seja, aqueles estáticos-dinâmicos.
A analise contábil é uma explicação da gnose contábil que almeja o
estudo do patrimônio buscando o seu estado de sanidade e insanidade, por
meio dos balanços, decompondo a riqueza complexa nos seus múltiplos
valores em partes para se definir e firmar os verdadeiros, adequados e
ideais modelos de comportamento, para que se possa atingir a
prosperidade da célula social. Esta é a finalidade e função essencial da
contabilidade.
2 - ANÁLISE ESTRUTURAL
Quando a análise contábil se firmou a primeira finalidade que se
encontrou para a mesma era a de verificar a sanidade da posição
financeira do capital. O quociente de liquidez foi o que primeiramente
se firmou conforme disse Sá (1962) e Matarazzo (1998).
Contudo, após os esforços do americano Alexandre Wall (Apud - Herrmann
Júnior 1975) na análise financeira oficial dos patrimônios, percebia-se
também que a empresa ou entidade merecia os lucros e produzia os mesmos
resultados, então a análise de resultados e lucratividade passava a
estar no mesmo patamar da análise financeira; o próprio Paciolo (1494)
dizia que o sadio lucro era positivo para o capital e seus
proprietários.
Porém quando Masi (1968) submeteu a contabilidade à liberdade de
pensamento no estudo positivo - que se processava por meio das relações
dos fenômenos ou fatos – realizou uma verdadeira apoteose da ciência
patrimonial quando definiu os seus aspectos reais de estudos: o estático
e o dinâmico, por meio da relevação (que seria um instrumento).
A contabilidade estudava a dinâmica na busca de entendimento sobre os
financiamentos, investimentos, custos e receitas; como também dos
fenômenos diferidos, imobilizados e lucrativos, porém não poderia
refratar a estática que seria um produto desta dinâmica.
O aspecto estático - que de acordo com Masi (apud - Sá 1997) seria um
estudo da estrutura patrimonial, do equilíbrio, da disposição de valores
que incluíam uma “vida” dinâmica - condizia com as posições momentâneas
que seriam essenciais na comprovação da eficácia dos diversos fenômenos
patrimoniais, que seriam fundamentais para o estudo contábil.
Ou seja, quando se investe em demasia e deficiência, ou se financia com
exagero e debilidade existirá desequilíbrios; da mesma forma em que se
utilizam inadequadamente os custos e receitas - que Masi (1968) atribuía
a estes fenômenos também o estado de desequilíbrio - provocando
desinvestimentos anormais, que trazem outros transtornos no patrimônio.
O mestre patrimonialista chamava todos estes fenômenos de
superinvestimentos, superfinanciamentos, subinvestimentos,
subfinanciamentos, superdesinvestimentos, subdesinvestimentos (assumo
tal terminologia) - estes relativos as receitas que recuperam os
investimentos em custos - tais fenômenos são próprios da estática, da
estrutura patrimonial, mas, não prescindem os efeitos da dinâmica.
Na física o próprio Einstein (Apud - Masi 1968) aduziu sobre a estática
como um componente dimensional importante, pois, a dimensão que
ressaltava em sua teoria da relatividade (que se chama tempo relativa ao
mundo físico) apesar de ser essencialmente dinâmica poderia e deveria
ser observada no patamar estático; contudo, tal concepção não extinguia
as três dimensões físicas, que eram agregadas no “Mundo dos eventos”
sendo concebida tanto em cinemática como em estática.
Portanto, a estrutura estática do patrimônio é um aspecto de estudos; o
pai do neopatrimonialismo: o Dr. Lopes de Sá (1981, Pág 35) abordava
sobre a “Análise estrutural” como integrante da análise contábil ao lado
da financeira e reditual:
“ Uma análise contábil possui três campos fundamentais de interesse:
1- Financeiro
2- Resultados
3- Estrutural”
No intuito de observar e analisar o equilíbrio que Sá (1973) produziu na
década de 70 uma obra de dois volumes que ensinava a estudar os
desequilíbrios em todos os elementos do patrimônio; tal obra denomina-se
“Curso Superior de Análise de Balanços” (tal obra possuo integralmente
nos seus dois volumes, ambas, assinadas pelo mestre).
A tese de doutorado de Sá (1965) era centralizada na posse de leis
científicas em torno do equilíbrio - tese que Masi (Apud - Sá 1997)
mandou ampliar para o autor fizesse uma teoria geral do conhecimento -
utilizando a análise de balanços em 7110 empreendimentos de diversas
partes do país.
O mestre da escola do proto de Portugal, o Dr. Jaime Lopes Amorim (Apud
- Guimarães 2005) era fascinado com os fenômenos do equilíbrio da
estrutura, por isso aduzia ao objeto da contabilidade o estado de
simetria de valores do capital, escalonados em grupos, sistemas e
categorias nas galas de sua substância e contra-substância.
Portanto, a análise estrutural sempre mereceu destaques até platônicos
de diversos nomes da contabilidade brasileira, portuguesa e Italiana,
merecendo a cadeira sobressalente dos estudos essenciais de nosso
conhecimento e mais do que nunca dos estudos ingentes engendrados pela
atual e moderna doutrina do neopatrimonialismo, que trata tal aspecto de
maneira essencial.
3 - O NEOPATRIMONIALISMO E A ANÁLISE ESTRUTURAL
A doutrina neopatrimonialista epítemo da evolução masiana, aprofundou
filosoficamente as idéias contábeis patrimonialistas, atinentes aos
aspectos dinâmicos e precisamente aos estáticos pela teoria das funções
sistemáticas, concedendo imenso jaez à analise estrutural do capital
especificando esta no sistema de estabilidade.
A função patrimonial da estabilidade é aquela que objetiva a satisfação
da necessidade de equilíbrio utilizando os meios dinâmicos pela adequada
proporção dos componentes do capital. A estrutura patrimonial na
concepção da doutrina moderna do neopatrimonialismo é uma função, ou
seja, um movimento da riqueza que gera a simetria entre seus elementos
componentes.
Contudo, não basta observar a estática como um simples emaranhado de
componentes, de bens determinados em uma classe de valor disposta em
dado momento, como temos nas demonstrações contábeis. A estática
patrimonial é preciso ser analisada de modo holístico detectando os
fenômenos “anti-equilibrio”, definindo o grau e o volume da patologia,
concluindo terapêuticas imprescindíveis para o bom funcionamento do
capital.
A estrutura estática proporcional possui simetria quando equilibrada,
neste caso dificilmente, se irá ter necessidades irregulares, de caixa,
giros, vendas, produção, capital próprio, recursos de terceiros, mas,
porém, quando a armação patrimonial apresenta “pseudoparidade” na
proporção então existirá anormalidade de caixa, de capital próprio, de
lucros, de capitalização, de recuperações dos custos, etc. A estrutura
quando bem equilibrada não aparenta irregularidades e exigências
soberbas, mas, quando desequilibrada apresenta inúmeras distorções na
medida dos valores e no movimento do capital.
Porém, a doutrina Neopatrimonialista não centraliza seus esforços apenas
na estrutura proporcional, ela busca a dimensão dessa estrutura e os
ambientes que produzem tais situações estáticas, embrenhando seus
estudos nos fenômenos, razões e nos modelos adequados e sagazes de
comportamento patrimonial.
A estabilidade é uma função que produz o equilíbrio, contudo, a
proporção também influência tal estado patrimonial. São duas as
grandezas que determinam o equilíbrio: a proporção agregada, e o
movimento, uma mantém relação com a outra na aspiração da prosperidade.
A proporção é relativa ao movimento e o movimento altera a proporção.
Isto porque a estabilidade é uma função, um movimento que produz a
estática. Contudo, a proporção que se aplica, financia ou recupera o
capital pode prejudicar o movimento, então o resultado será a ineficácia
desta função. O movimento gera equilíbrio e a proporção influência o
movimento então a proporção agregada ao patrimônio também gera o
equilíbrio.
Nesta dubiedade de concepção, afirmo que a estabilidade (Est) diz
respeito ao equilíbrio da proporção (Eqp) e este diz respeito ao
movimento (Mov) então o movimento é relativo à estabilidade produzindo a
mesma:
Est®Eqp
Eqp®Mov
Mov«Est
A função da estabilidade (Est) é um produto dos meios funcionais de
movimento (Mov), este atinge, influência e gera uma proporção (Prop),
então a estabilidade se torna também relativa à proporção:
Est®Mov
Mov®Prop
Est«Prop
A estabilidade é um sistema que visa o equilíbrio proporcional;
portanto, afirmo que a estabilidade (Est) é relativa à proporção (Prop),
a proporção influencia o movimento (Mov) então a estabilidade é relativa
ao movimento:
Est®Prop
Prop®Mov
Est« Mov
Tais silogismos e premissas que pedem vênias a proposições somente
comprovam que a eficácia ou o estado de sanidade da estabilidade em
muito depende do movimento concomitante com a proporção que se
consubstancia no complexo patrimonial, ou seja, existe um grau ideal de
movimento e uma capacidade patrimonial desta faculdade, existe um grau
ideal de proporção e uma condição para que se possa tê-la.
O desequilíbrio patrimonial não é simplesmente um estado em que a
proporção está esdrúxula, patológica, anormal, mas, também um estado
produzido pela anormalidade de movimento; o inverso também pode ser
considerado: o movimento está anormal porque o grau de valor integrado à
substância do patrimônio é supersuficiente ou subinsuficiente; o
equilíbrio estático nem sempre supõe um equilíbrio dinâmico, já o
equilíbrio dinâmico pode não ser equivalente ao estático; o
desequilíbrio dinâmico supõe um desequilíbrio estático e o desequilíbrio
estático pode gerar um desequilíbrio dinâmico.
A estabilidade é, pois, um sistema que é produto do movimento dos
elementos patrimoniais que estão integrados em categorias especificas e
também produto do nível da proporção agregada ao patrimônio pelos
investimentos, financiamentos e desinvestimentos.
Portanto, existe tal simultaneidade de causa e efeito entre a proporção
e o movimento - este poderá ser causa e efeito daquela - que geram uma
situação conveniente ou não ao equilíbrio, são forças equivalentes que
se interagem motivadas por outras forças. Tal como acontece também na
física com a reciprocidade de causa e efeito, comprovada por Einstein
(Apud - Rohden 1989) quando disse que haveria uma existência cósmica
para a ocorrência, que ultrapassa a própria noção de causa e efeito,
vindos de uma origem universal que ultrapassa a lógica e a extralógica,
contudo, sem excluir a realidade.
Proporção e movimento; a primeira se integra, a segunda agiliza, dá ação
ao patrimônio; ambas se interagem, se correlacionam sem ser limítrofes,
se uma for acionada não averiguando a outra se têm um distúrbio; a
proporção agregada ao patrimônio não tendo em vista o movimento se
desequilibra; o movimento patrimonial não sendo equivalente a proporção
específica faz esta se desequilibrar, o equilíbrio depende destas duas
grandezas dimensionais: Movimento e proporção. A proporção sem movimento
se desequilibra e o movimento sem proporção tende a se desequilibrar e
prejudicar a estrutura.
4 - QUOCIENTES BÁSICOS NA ANÁLISE ESTRUTURAL
Os quocientes são relações entre fatos. São métodos utilizados pela
análise para obter explicações, por isso, são chamados também de
“razões” ou “ratios” em esperanto; tal método é o mais usado na prática
e é o que mais se firmou durante os séculos até em outras ciências (os
“ratios” são usados na ciência da física há mais de meio
milênio).Acredito que os quocientes básicos que forneceriam uma singela
contribuição na conclusão da análise estrutural e seus estados de
eficácia. Modestamente são os seguintes:
Quociente de Imobilização do Capital Próprio
Imobilizado Quociente que busca as razões da imobilização do capital
Capital Próprio próprio, ou seja, quanto existe de imobilizado
no capital próprio.
Quociente de Aplicação Circulatória do Imobilizado
Estoque + Créditos Quociente que busca as razões da aplicação
circulatória do capital
Imobilizado fixo, ou seja, quanto existe de elementos circulatórios
produzidos pelo
capital Imobilizado.
Quociente de endividamento do Imobilizado
Passivo circulante Quociente que busca as razões das dívidas a curto
prazo e o capital
Imobilizado fixo imobilizado, ou seja, quando existe de endividamento do
Capital imobilizado
Quociente de Aplicação circulatória do Capital Próprio
Ativo Circulante Quociente que busca as razões dos investimentos
circulatórios e o
Capital Próprio capital próprio, ou seja, quanto que existe de
investimentos
circulatórios produzidos pelo capital próprio.
Quociente de participação da origem de recursos
Capital de Terceiros Quociente que busca as razões da participação
dos financiamentos,
Capital Próprio ou seja, quanto existe de capital de terceiros ( passivo
a curto e
longo prazo) no capital próprio.
Tais quocientes são, pois, estáticos e relativos (porque não existe
medida “padrão”); servem para avaliar a “Estrutura” em um dado momento
como realmente “Estrutura”, a fim de verificar as distorções entre as
principais partes do patrimônio; tais quocientes são básicos, senão
haveríamos de preencher tais páginas com centenas destes quocientes e
relações o que fugiria dos ditames deste artigo.
Porém, tais quocientes necessitam de acréscimo nos estados de
financeiros e circulatórios; isto é: as relações estruturais estáticas
supõem outros quocientes estáticos-dinâmicos, concernentes à circulação,
giro e conseqüentemente posição financeira. São eles:
Quocientes de Giro dos Bens Realizáveis
Vendas Quocientes que busca as razões dos giros dos bens realizáveis,
ou
Estoques+ Créditos seja, quanto gira ou se renova os bens realizáveis.
Quociente de Giro do Ativo Circulante
Vendas Quociente que busca as razões do giro do Ativo circulante, ou
seja,
Ativo Circulante quanto gira ou se renova o Ativo circulante
Quociente de Liquidez Financeira do Capital
Ativo Circulante Quociente que busca as razões da liquidez, ou seja,
quanto existe de
Passivo Circulante meios de pagamento para as dividas a curto prazo.
Além destes poucos quocientes – mas, todavia, imprescindíveis - posso
acrescentar outros quocientes de lucratividade do capital, pois, a
sanidade lucrativa ou os resultados perfeitos são sinais de bom
equilíbrio estático e possivelmente dinâmico:
Quociente de lucratividade dos custos técnicos
Lucro Quociente que busca a razão da lucratividade do custo de
mercadorias, ou custo
CMV técnico, ou seja, quanto de lucro existe no custo técnico.
Quociente de Lucratividade das Vendas
Lucro Quociente que busca a razão da lucratividade das vendas, ou
seja, quanto de
Vendas lucro existe nas Vendas realizadas.
Portanto, tais quocientes como sendo básicos na análise da estrutura e
devem ser utilizados, contudo, algumas recomendações serão feitas no que
tange à doutrina: quando abordo sobre o imobilizado estou me referindo
ao “permanente” descrito na lei; quando abordo sobre o capital de
terceiros estou dizendo sobre aquilo que se chama “passivo circulante a
curto e longo prazo”; quando refiro-me ao Ativo circulante deve-se
excluir os valores do termo denominado “Despesas Antecipadas”; quando
digo sobre o lucro estou falando daquele denominado “liquido”; quando
falo das vendas os leitores poderão utilizar “Receita Bruta” como opção.
Digo isso porque a lei 6404/76 assumiu uma terminologia abjeta e
esdrúxula no que tange o pragmático, mesmo quando se baseava no
pragmatismo. É um verdadeiro absurdo, uma cacofagia.
A lei 6404 de 1976 por mais que norteie os procedimentos, necessita de
reparos duma atualização real. Os que sugerem a doutrina científica
discordam dessas normas, pois, não condizem com o essencial na
informação contábil: exatidão clareza. Por isso que Paulo de Tarso
(Século I da era cristã) dizia nas suas epistolas que “a letra mata,
mas, o espírito vivifica...” (Carta aos Romanos) porque se seguíssemos a
lei estaríamos todos mortos em erros diversos, contudo, acaba sendo
necessário seguir estas regras para não cairmos no risco de sermos
presos.
Deixo tais quocientes, expostos, muitos desses foram antes ressaltados
por Franco (1973); Herrmann Júnior (1975); Koliver (1971), Sá (1962,
1973, 1981, 1983,2005), Florentino (1989) e Pfaltzgraff (em sua obra
“Manual de Análise de Balanços”). A explicação sobre tais relações farei
nos subtítulos posteriores nos ditames deste artigo.
5 - AS DIMENSÕES DA ESTRUTURA
Para se analisar a estrutura como tarefa substancial temos que utilizar
os quocientes, contudo, isto não bastará para detectar os fenômenos de
desequilíbrio é preciso prever o alcance de tais fenômenos. É o que o
Neopatrimonialismo prega ao apropriar o holismo como norma de
investigação, pela relação lógica dimensional.
Ou seja, as dimensões que concernem á estabilidade na sua eficácia, como
nos fenômenos deletérios do equilíbrio, devem ser investigados e
mensurados racionalmente, como a lógica indutiva para conseguir corretas
decisões. A estabilidade possui dimensionamento. O equilíbrio na sua
visão hexadimensional possui o seguinte alcance:
Causa® ocasionada por Giros e correta agregação de proporção
Efeito®Eficácia dinâmica circulatória e adequada proporção, boa liquidez
e resultabilidade.
Qualidade®Tipo do elemento que está equilibrado ou desequilibrado
Quantidade®Medida compatível ou incompatível, adequada ou inadequada.
Tempo®Duração do desequilíbrio ou do equilíbrio; proporção e movimento
futuro, risco e probabilidades.
Espaço® Na substância patrimonial e aziendal.
O que causa um equilíbrio nada mais é do que os fenômenos dinâmicos
circulatórios, de giro, de vendas, capitalização, também os
investimentos, financiamentos e desinvestimentos que não ultrapassam a
proporção ideal na mesma medida monetária.
O efeito do equilíbrio transparece na correta sanidade da liquidez e
lucratividade, na eficácia dinâmica do capital com um grau relativo de
elasticidade (ou crescimento da massa patrimonial), e o antiefeito do
equilíbrio – quando a causa é negativa - estará no mau funcionamento da
liquidez com a sua insuficiência potencial no pagamento de dividas, na
malograda posição da resultabilidade, na espécie de prejuízo ou
regressão dos lucros e na distorção dos componentes proporcionais
encontrados nos quocientes que denotam os exageros e carências de
proporção.
A qualidade estará totalmente voltada para a quantidade específica, ou
seja, o tipo, ou espécie de elementos patrimoniais que estão investidos
em demasia ou insuficiência; isto vale também para os financiamentos e
os desinvestimentos; todas estas medidas sejam em graus ou níveis
diversos, possuem uma quantidade que é mensurada matematicamente e deve
ser respaldada pelas decisões gestoriais, visando a estabilidade e sua
eficácia.
O tempo de desequilíbrio pode ser longo, quando a proporção é soberba ou
insuficiente; o equilíbrio e seu inverso possuem um tempo em diversas
condições, uma delas está quando importunamente o administrador ou
proprietário investe casualmente de forma equívoca ultrapassando o
limite proporcional e o potencial dinâmico, neste caso e neste lapso de
tempo o equilíbrio e o desequilíbrio terá apenas um tempo que pode
causar a ineficácia ou eficácia, continuidade ou descontinuidade da
riqueza aziendal.
O espaço da substância do patrimônio (ou da contra-substância) poderá
aumentar com o equilíbrio, mormente, naquele adequado, contudo, poderá
haver um espaço aziendal que não se iguala ao espaço funcional então os
desequilíbrios poderão surgir, da mesma forma, que poderá existir um
crescimento substancial que não coincide com o aziendal, então,
influências existirão; cada caso é um caso e o senso de investigação
aumenta à medida que se investiga. O espaço do desequilíbrio deve ser
observado detectado, apurado e eliminado nas suas qualidades e
quantidades especificas ou nas suas determinações das aziendas.
Todas estas dimensões aumentam o grau de investigação do analista
contábil ou contador, na verificação dos desequilíbrios e na correta
aspiração do constante do equilíbrio da riqueza. O holismo patrimonial
que expus em breves linhas e não se resume nas mesmas, e é totalmente
recomendado pelo neopatrimonialismo, que direciona a contabilidade na
filosofia chegando ao infinito dos infinitos, então posso dizer como
Pascal (1623 –1662) em sua obra “Pensamentos”: “O infinito nos
acabrunha”.
6 - MODELOS DE COMPORTAMENTOS PROPORCIONAIS
Quando Luca Pacioli (1494) tinha acabado de produzir a sua “Suma de
Aritmética” , no auge de sua evolução mental pensou em um estado divino
de comportamento patrimonial que denominou “Divinas Proporções”(Apud –
Sá 2005) que daria uma obra de mesmo nome com a temática subentendida
nos mistérios dos adequados modelos de comportamento do patrimônio em
funcionamento.
Isto ocorreu há mais de meio milênio, porém, mormente, há mais de dois
milênios Aristóteles (384-322 a.C.) dizia que deveríamos observar as
partes de um termo, com relação ao todo e propôs a seguinte identidade:
se A para B está para C e D de algum modo, A está em B assim como C está
em D:
A = C
B D
Ou seja, a relação de A com B está para a relação de C com D. Então A se
interage com B assim como este está para C e este para D. São, pois,
estas relações de cunho constante. As partes relacionadas possuem
interação entre si mesmas e as outras, de modo a se formar uma
identidade de relações ou uma proporção que não deixa de ser uma
equivalência de razões (tal como interpreta e relata a enciclopédia
Barsa em seu volume 13 Pág 183-187).
Na contabilidade o seu objeto como complexo pode ser traduzido da mesma
maneira. Os esforços encetados por Franco (1973, Pág 89) quando este
dizia existir uma proporção definida entre os investimentos do capital e
os financiamentos do capital próprio e terceiros foram importantes como
prolegômenos de uma inclinação para os estudos de proporção.
Contudo, o mérito de atribuir como método os modelos proporcionais, ou
melhor, a identidade de razões ou relações foi de Sá (2005, Pág 30) o
pai do neopatrimonialismo moderno que propôs a seguinte máxima:
CP :: CF
CT CC
O capital próprio (CP) deve estar para o capital de terceiro (CT) assim
como o capital fixo (CF) deve estar para o circulante (CC), é um modelo
mais profundo, melhorado, semelhante também ao relatado por Franco
(1973). Tal modelo é uma identidade entre duas relações. Portanto
servirá para conclusões importantes.
Uma inspiração especial fluiu em meu espírito, então pensei neste modelo
numa forma filosófica do equilíbrio. A análise estrutural pode ser
obtida então pela identidade:
CC :: CT
CF CP
Ou seja, deve-se entender que o capital próprio (CP) deve estar para o
capital de terceiros (CT) assim como o capital fixo (CP) deve estar para
o capital circulante (CC), porém tal condição é sintética e dedutiva.
Como Aristóteles (384 – 322 a.C.) lia a identidade do primeiro termo da
relação, posso ler a identidade do último termo da segunda relação
transferindo tal magnitude para o capital fixo e deste para o circulante
assim como o de terceiros, de forma arbitrária, mas, racional, pois, a
ciência é um critério de juízo, ou seja, proponho analiticamente a
seguinte máxima:
O capital próprio (CP) deverá estar para o capital fixo (CF) assim como
este deve estar para o circulante (CC) assim como deverá estar para o
capital de crédito (CT) e que, por conseguinte estará para o capital
próprio.O modelo que proponho é analítico, pois, incide a diversas
relações de modo a ser tornar totalmente exeqüível, com o uso dos
quocientes básicos explanados anteriormente no subtítulo específico.
A relação entre o capital próprio e o fixo deverá ter uma sintonia do
mesmo modo que o capital fixo promove o capital circulatório e este
deverá possuir uma equivalência com o capital de terceiros sem preterir
uma especifica proporção com o capital próprio. Tal identidade depende
de diversos fatores. A identidade de relações possuirá um grau de
equilíbrio analítico regular e pode ser confirmada a eficácia da
estabilidade, porque será relativa à estrutura sustentável entre o
movimento das partes circulantes e partes fixas, com respectivas
proporções.
7 - APLICAÇAO DO MODELO PROPORCIONAL BASEADO EM IDENTIDADES
Uma identidade científica estrutural é aquela que diz respeito ao
equilíbrio dos investimentos e financiamentos, ou seja, o capital
próprio deverá estar para o capital fixo, assim como este estará para o
capital circulante e este para o capital de terceiros, tudo isto
sincronicamente. Isto quer dize que: “Um modelo de comportamento eficaz
para o equilíbrio deverá ser equivalente nas relações dos componentes da
estrutura.”
A análise se torna totalmente científica quando é baseada em identidades
e não consistirá apenas em saber se é “alta” ou “baixa” a relação
proporcional, mas, acima de tudo “porque” é alta ou baixa, ou “onde”
está a distorção e ainda “se está” equivalente ou não; dependendo do
caso em “quanto” tempo durará em que “proporção” ou em “quanto” e em que
“parte” da substância do capital, de acordo com a dimensão do
equilíbrio.
O modelo se torna exeqüível quando eu o torno analítico: a razão do
capital próprio (primeira origem genuína do capital) deverá estar para o
capital imobilizado, assim como o capital imobilizado deverá estar para
o capital circulante.Primeiramente para a análise estrutural deverei
estar me baseando na quarta lei científica de Sá (1965 pág 119) em sua
pesquisa sobre o equilíbrio:
“São causas fundamentais da promoção do equilíbrio: o giro de valores e
o processo de formação do rédito.”
Outra lei de Sá (1965 pág 118 e 119) que expressa os fatores de
equilíbrio é aquela que condiz com a obtenção do rédito e da liquidação
de exigibilidades, ou seja:
“ O equilíbrio de valores se reconhece pela plena capacidade de obtenção
do rédito e da cobertura das exigibilidades, nos diversos momentos da
vida aziendal, dentro dos princípios da sobrevivência e dilatação do
capital.”
Então para existir a eficácia na estrutura deve-se além de observar a
mesma, conseguir apurar os fenômenos circulatórios e financeiros, além
da capacidade de geração de resultados, tudo isto
simultaneamente.Portanto, a relação entre o capital próprio e o
imobilizado deverá ter uma medida (geralmente menor do que 1) ao mesmo
tempo em que o imobilizado produzirá uma aplicação circulatória
(relativa) e está gere uma liquidez adequada em consonância com os
lucros apropriados pela azienda. Vejamos um exemplo prático (Quadro 1):
Quadro 1: Análise Estrutural
Anos
Quociente de Imobilização do Capital Próprio
Quociente de Aplicação Circulatória
Liquidez Financeira do Capital
Quociente de Lucratividade dos Custos Técnicos
Quociente de Lucratividade das Vendas
Quociente de Participação da origem de recursos
2001
1,00
2,46
1,63
1,10
2,02
0,83
2002
0,86
2,22
1,75
1,05
1,60
0,38
2003
0,83
2,30
1,83
1,08
1,67
0,36
2004
0,74
2,36
1,74
1,22
1,72
0,45
2005
0,63
2,35
1,76
1,36
1,32
0,50
2006
0,54
2,38
1,66
1,45
1,42
0,66
Veja que a imobilização do capital próprio está adequada, enquanto isto
o imobilizado produz bens realizáveis, e tais elementos condizem com a
liquidez e a lucratividades das vendas e custos técnicos, além de
existir uma medida compatível na origem de recursos. A estrutura neste
caso está bem, porque o capital próprio sustenta o imobilizado, este
produz bens realizáveis, e apesar da estrutura dos financiamentos
possuir mais capital de terceiros do que próprios estes não atrapalham a
liquidez a resultabilidade da empresa, porque esta última capitaliza a
riqueza.
Mas, isto não é suficiente, é preciso que o capital fixo esteja para o
capital circulante, assim como este deve estar para o de terceiros, ou
seja, a relação de aplicação circulatória ou aquilo que o imobilizado
produz de elementos financeiros deverá estar para a circulação e seu
giro assim como este fenômeno está para a liquidez e resultabilidade
eficaz. Uma análise dinâmica circulatória poderá averiguar tal aspecto
(Quadro 2):
Quadro 2: Análise dinâmica Circulatória
Anos
Quociente de Giro dos elementos Realizáveis
Quociente de Giro do Ativo Circulante
Liquidez Financeira do Capital
Quociente da lucratividade dos Custos Técnicos
Quociente de endividamento do Capital Fixo
Quociente de Aplicação Circulatória do Capital Próprio
2001
12
10
1,63
1,10
0,38
0,26
2002
13
9
1,75
1,05
0,44
0,33
2003
36
28
1,83
1,08
0,89
0,44
2004
18
15
1,74
1,22
0,90
0,55
2005
14
11
1,76
1,36
0,70
0,66
2006
15
14
1,66
1,45
0,35
0,54
Veja que o giro dos elementos Realizáveis foi compatível, pois, a
liquidez financeira do capital se manteve estável, enquanto a
lucratividade também foi adequada; veja que o endividamento do capital
fixo não foi tão alto e aplicação circulatória do capital próprio foi
crescendo durante os anos e também foi proveitosa já que os giros e a
liquidez não se tornaram ineficazes.
Contudo, também é preciso que estes quocientes possuam uma sintonia, e
terminando a lógica da identidade é preciso que o capital próprio esteja
para o circulante assim com este está para o de terceiros e este para o
próprio que devera receber lucros ideais mantendo assim os giros e a
liquidez financeira (Veja Quadro
3):
Quadro 3: Análise da Estabilidade
Anos
Imobilização do Capital Próprio
Quociente de Aplicação Circulatória
Liquidez Financeira do Capital
Giro dos Elementos Realizáveis
Quociente
De Participação da Origem de Recursos
Quociente de Lucratividade dos Custos Técnicos
2001
1,00
2,46
1,63
12
0,83
1,10
2002
0,86
2,22
1,75
13
0,38
1,05
2003
0,83
2,30
1,83
36
0,36
1,08
2004
0,74
2,36
1,74
18
0,45
1,22
2005
0,63
2,35
1,76
14
0,50
1,36
2006
0,54
2,38
1,66
15
0,66
1,45
A relação da Imobilização do capital deverá estar para a aplicação
circulatória do imobilizado, como deverá estar para a liquidez em
sintonia com os giros, tudo isto com uma medida específica da proporção
na origem de recursos, recebendo acréscimos dos lucros que capitalizarão
o capital próprio fonte genuína da riqueza.
O movimento proporcional da identidade que existe do capital próprio
para o fixo deverá estar em sintonia com a relação do capital circulante
e de terceiros e este com a medida adequada com o capital próprio, que
deverá ser reforçado pelos lucros, este é um julgamento analítico que me
levou a derivar o seguinte corolário:
“ A adequada identidade de relações dos grupos componentes do
patrimônio, quando não prejudicam a dinâmica, tendem ao equilíbrio e
eficácia da estabilidade.”
E a seguinte proposição:
“Quando o patrimônio possui adequadas relações entre o capital próprio e
fixo entre este e o circulante, ao mesmo tempo, em que há
compatibilidade das relações, entre o capital circulante e de crédito
entre este e o capital próprio em simétrica identidade, com grandeza
proporcional e dinâmica, específica e harmônica com os giros e lucros,
em grau de intensidade, a eficácia do equilíbrio existirá.”
Denomino a máxima anterior de “ Teorema da identidade do equilíbrio
proporcional” ou poderá simplesmente ser chamado de “Teorema do modelo
de estabilidade” servindo de base para os estudos do equilíbrio do
capital em processos de consultoria e análise contábil da riqueza
fotografada em balanços.
Esta será uma lei, um teorema, que norteará e amparará o conteúdo
científico da análise do equilíbrio do capital, ou melhor, da
estabilidade. Tal lei se baseia na essencialidade de verdade provinda da
factuabilidade da razão pura do enunciado.
8 - CONCLUSÃO
A análise patrimonial como tecnologia do conhecimento contábil, aspira
por meio de razões, buscar as explicações cabíveis para a substância de
nossos estudos avaliando o seu comportamento definindo os seus estados
de normalidade ou patologia que podem existir em grau proporcional que
influência no movimento da riqueza, alterando o seu equilíbrio.
O neopatrimonialismo doutrina moderna da contabilidade aconselha à
ciência contábil, que embrenhe os seus estudos na filosofia analítica,
pois, esta almeja com sublimes intentos estudar o equilíbrio do capital,
como as suas respectivas dimensões de alcance para assim concluir os
reais efeitos ou estados da estabilidade.
A eficácia da estabilidade concerne à identidade dos grupos definidos do
patrimônio que deverão estar em consonância dinâmica e proporcional para
que não permita a ineficácia do equilíbrio que subtrai o potencial
financeiro e reditual do patrimônio excluindo a sua vida pelos fatos de
gestão que transgridem as leis cientificas derivadas do puro raciocínio.
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Rodrigo Antônio Chaves da Silva
Contador e Pesquisador.
Membro da Associação Científica Internacional Neopatrimonialista (ACIN).
Membro do Clube Tablero Comando de Balanced Scorecard da Argentina
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