Turismo e sustentabilidade ou turismo versus eco-turismo
10-2004
“Visite antes que seja
tarde demais!”- Todos temos ouvido este chamado acerca do último destino
turístico da moda. Seriam os turistas tão destrutivos, capazes de
arrasar com tudo em seu caminho? Ou será ainda pior, que como resultado
de nossas demandas, fizeram-se “disneylândias” as localidades para se
tornarem mais atrativas do que realmente são?
O turismo é uma das indústrias mundiais com um crescimento dos maiores e
rápidos que existem. Tem grandes impactos sobre o meio ambiente, tanto o
construído como o natural, e o que mais grave, sobre a paz dentro dele.
Mesmo assim ninguém pode negar o potencial positivo que têm os
intercâmbios e conhecimentos trans-culturais promovendo interações de
paz em todos os lugares do mundo. A desgraça real é uma homogeneização
da cultura e um subjugo das tradições locais sob as demandas dos
visitantes.
Alem disso, o turismo atrai custos que têm maiores conseqüências que as
de outras atividades econômicas: desprezo pelas comunidades locais;
erosão da identidade cultural; danos significativos ao meio ambiente
natural; e aumento em violações dos direitos humanos são só alguns dos
muitos golpes que se podem causar com o desenvolvimento do turismo. Os
benefícios financeiros podem ser também ilimitados. De todo o
intercâmbio estrangeiro trazido às localidades turísticas nos países em
desenvolvimento, cinqüenta por cento se filtra de novo no primeiro
mundo: para pagar a importação de material e equipamentos; a importação
de bens de consumo; o pagamento de dívidas na construção de hotéis e
centros turísticos e a retribuição aos investidores estrangeiros.
Uma das razões pelo alto grau de impacto é o tipo de turismo que promove
a indústria: aquela do tipo recreativa – que assegura mínima interação
com a população local e um compartilhar em um mínimo dos benefícios do
turismo com esta mesma gente. As necessidades do turista são impostas em
lugares mais exóticos ou in natura , sem tomar em conta a cultura local
e as tradições populares. Alguns trabalhos são criados, mas em geral
para ocupações de menor escalão e com pouca oportunidade de ascensão. Ao
importar a maioria dos comestíveis, das bebidas e de outros produtos
consumíveis no centro turístico, os produtores e artesãos locais não se
beneficiam com nada. A construção mesma dos centros em geral, têm pouco
que ver com as tradições locais, importando numa mudança exigida pelas
normas internacionais de desenho e de conforto.
O eco-turismo é o outro extremo do aspecto, e se promove seguido como
uma alternativa. Através de experiências positivas como os dos
eco-turistas, os indivíduos ganham importantes percepções de outros
meios ambientais e outras culturas. Mais e mais o eco-turismo oferece ao
viajante a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento sustentável
de outras comunidades. Mesmo assim sua natureza de interação direta
implica que só operações em menor escala o permite, e poder-se-ia
abarcar os números que se envolvem ao falar numa espécie de turismo
recreativo ( bublle tourism ). É verdade que ao incrementar em nível de
eco-turismo , chegar-se-ia a encontrar eco-turistas pisoteando os mesmos
recursos que se estivessem tratando de salvar.
A imagem tão absoluta pintada assim não deveria ser razão para minimizar
o potencial positivo do turismo em si. A maioria das pessoas do mundo
faz uma grande parte de seus contatos com as pessoas de outros povos e
com outras culturas através de suas viagens. Como indústria, o turismo é
uma das poucas que depende sobretudo da manutenção do meio ambiente
natural, e o certo é que alguns setores da indústria estão reconhecendo
este acerto. Além disso, ao crescer a indústria turística serão maiores
os riscos que alteram o mundo natural.
Não deveria ver-se o turismo como uma atividade exclusivamente
econômica, senão que através de seu contexto mais amplo e mais realista
no que se refere a outros aspectos complementares como desenvolvimento
local, cultural e ambiental. Planejar para o desenvolvimento do turismo
não só deve incluir o desenvolvimento físico de seus centros, mas também
como este pode afetar e encaixar-se nas vidas das comunidades locais de
seu entorno. Tal planificação requer uma participação simultânea das
populações e governos locais. Também tendem a apoiar o desenho da
vernácula local refletindo suas condições e culturas.
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Julênio Braga Rodrigues -
julenioarrobasobral.org

Ms ( Master of Science ) Formação
Acadêmica : - Bacharel em Administração de Empresas - Licenciado em
Pedagogia Pós-Graduação: - Especialista em Gestão Pública ( Latu sensu )
- Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA - Sobral /Ceará /Brasil -
Mestre ( Master of Science , MSc ) em Gestão e Modernização Pública (
Estadual e municipal ) - Universidade Internacional de Lisboa - Portugal
( UIL )