Neste sentido, a Contabilidade, vista como um sistema de informação da situação e da evolução patrimonial, econômica e financeira da empresa, deve incluir, em seus relatórios, todos os dados relacionados ao meio ambiente, facilitando o acesso a mais esta informação ao seu grande número de usuários, auxiliando-os no processo de tomada de decisão.
O contador deve participar de forma ativa neste processo de planejamento, avaliação e controle das questões sociais e ambientais, registrando e divulgando as medidas adotadas e os resultados alcançados.
Os contadores têm um papel fundamental nesta perspectiva, uma
vez que depende desses profissionais elaborar um modelo adequado para
esta entidade, incentivar às empresas a implementarem gestões ambientais
que possam gerar dados apresentáveis contabilmente, nos balanços sociais,
além de criar sistemas e métodos de mensuração dos elementos e de
mostrar ao empresário as vantagens dessas ações.
1 - Introdução
A preocupação mundial em torno do meio ambiente caminha para um consenso
em torno da adesão a um novo estilo de desenvolvimento que deve combinar
eficiência econômica com justiça social e prudência ecológica. A
combinação desses elementos somente será possível se houver um esforço
conjunto de todos com objetivo de atingir o bem-estar geral no futuro.
Os assuntos ambientais estão crescendo em importância para a comunidade
de negócios em termos de responsabilidade social, do consumidor,
desenvolvimento de produtos, passivos legais e considerações contábeis.
Nesse cenário, é cada vez mais árduas a tarefa do administrador no
tratamento desses assuntos na.
Contabilidade e sua divulgação. A complexidade da atividade de certas
empresas muitas vezes é fator que dificulta o tratamento a ser dado no
registro e na divulgação de, principalmente, os chamados passivos
ambientais. Este assunto envolve julgamento e conhecimento específico,
daí a necessidade de envolver não somente a alta administração e a
classe contábil, mas também engenheiros, advogados, juristas, etc.
Portanto, a participação da Contabilidade é de extrema importância, pois
vai despertar o interesse para as questões ambientais, ajudando a classe
empresarial a implementar, em sua gestão empresarial, a variável
ambiental, não apenas para constar na legislação, mas por uma verdadeira
conscientização ecológica.
Hoje, a Contabilidade mede somente os elementos que possuem preço.
Conforme Gray (2003), a maioria desses elementos ambientais não carrega
rótulo de preço e pode, portanto, ser ignorado. O mesmo autor diz que a
primeira tarefa da contabilidade ambiental é compreender melhor este
processo e os processos sociais relacionados. A segunda é buscar formas
através das quais a Contabilidade possa ser ajustada dentro da atual
ortodoxia, visando encorajar uma maior interação social e ambiental
benigna.
Diante disto, a Contabilidade Ambiental é o processo que facilita as
decisões relativas à atuação ambiental da empresa a partir da seleção de
indicadores e análises de dados, da avaliação destas informações com
relação aos critérios de atuação ambiental, da comunicação, e da revisão
e melhora periódica de tais procedimentos.
Junto a essas variáveis, se encontra ainda o respeito ao meio ambiente,
cuja incidência econômica, sócio-jurídica e cultural está fora de toda
dúvida e cujo impacto deve ser reconhecido na Contabilidade.
2.– O desafio para a educação no século XXI – alfabetização ecológica -
a educação para a sustentabilidade
Capra (2002) observa a integração entre o homem e o planeta, da
comparação entre Oriente e Ocidente ao inevitável desenvolvimento
sustentável e ecológico pelo qual milita hoje. Acredita em uma crescente
importância da alfabetização ecológica neste século.
Nessa direção, o físico aponta a necessidade de uma reforma escolar que
trate de desenvolver novos processos de se aprender e um novo processo
de lideranças, envolvendo crianças, professores, pais e funcionários da
nova escola, pois o novo ensino será uma troca cíclica e não uma relação
hierárquica.
As crianças não são potes vazios à espera de serem enchidos. Como teoria
a sustentar as aplicações práticas na nova escola, Capra (2002) elegeu o
que chama de princípios de sustentabilidade, ou fatos básicos da vida,
com que as crianças tomam contato nos seus projetos-piloto. Um postulado
básico é “o que sobra de certas espécies alimenta outras”.
A ignorância ecológica é a principal responsável pelos problemas atuais,
diz Capra. Ele considera que os crimes ecológicos são, em grande parte,
produtos desta ignorância. Parte do princípio de que sendo alfabetizado
ecologicamente, o ser humano trará, para o cotidiano, atitudes
ambientalmente e socialmente corretas, na medida em que internalizará os
princípios ecológicos. Esses conceitos ecológicos precisam ser
aprendidos desde a infância, sendo incorporados a práticas como a
alimentação, o consumo, o respeito à natureza, o trabalho cooperativo, o
respeito a diversidade, entre muitos outros.
A aplicação prática compreende uma ponte, uma ligação entre o
planejamento humano e os sistemas naturais, cujo postulado, por sua vez
é “não extrair da natureza e sim conviver com ela”. A essa ponte ele
chama de design ecológico, com uma experimentação de aprendizados no
mundo real, em hortas domésticas, plantio, desenvolvimento, colheita e
culinária, por exemplo.
Capra é o fundador do Centro de Ecoalfabetização de Berkley, na
Califórnia. Ele taxa de “absolutamente injustificável” qualquer
distância entre os movimentos sociais e os movimentos ecológicos. Com
relação ao atual modelo econômico, aponta a necessidade de adotar novos
valores que não estejam voltados exclusivamente para o lucro, mas que
incorporem a dignidade humana e a sustentabilidade.
Salienta como fundamental que a ciência reveja sua ética e sua prática.
“As atuais parcerias de cientistas com indústrias, voltadas para o lucro
de grandes corporações, hoje vistas como vantajosas, iriam a julgamento
em tribunal há 30 anos, por não privilegiarem o bem-estar coletivo”.
O modelo criado pelo Centro dirigido por Capra nos Estados Unidos e
adotado pelas escolas municipais de Curitiba – PR trabalha a idéia de
proporcionar, aos estudantes, vivências que proporcionem, além do
conhecimento, um contato emocional com a natureza. Para ele o Brasil
poderá adotar uma rede de alfabetização ecológica.
Curitiba foi considerada, pela Organização das Nações Unidas (ONU), como
uma das 60 melhores práticas do mundo em educação e cidadania. O
programa Alfabetização Ecológica recebeu, em junho de 2002, o prêmio
Parcerias de Estocolmo para Cidades Sustentáveis, entregue durante a
comemoração dos 30 anos da primeira conferência da ONU voltada ao meio
ambiente, um evento que se realizou em Estocolmo (Suécia).
O físico e ecologista Capra propôs à ministra do Meio Ambiente do
Brasil, Marina Silva, em 26 de janeiro de 2003, época em que aconteceu o
III Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, a criação de um verdadeiro
mutirão voluntário internacional para tornar o Brasil um exemplo de
nação para o mundo. A idéia de Capra para “viabilizar um novo Brasil” é
reunir “os maiores especialistas do globo” em áreas como alfabetização
ecológica, agricultura orgânica, energia e remodelagem de processos
industriais, para que tragam suas idéias, seus projetos e suas
experiências para contribuir com o desenvolvimento de novas políticas
públicas no país.
Para a ministra, o Brasil tem que se tornar um exemplo ao trazer
soluções pacíficas para problemas da humanidade como o da relação com a
natureza, das relações sociais, e isso não irá gerar nenhum tipo de
disputa ou atrito frente aqueles que ocuparam posições com o uso da
força.
Capra fez as seguintes propostas para o Brasil:
Educação – alfabetização ecológica com centralidade na educação
brasileira – articulação com entidades que já trabalhem neste sentido,
como o Instituto Ecoar, de São Paulo, e a Fundação Gaia, do Rio Grande
do Sul; especialistas de todos os níveis de ensino do globo poderiam
ajudar nesse projeto.
Energia – mudança gradual da matriz fóssil (petróleo, carvão, etc) para
formas mais limpas e renováveis de energia, com ênfase na energia eólica
(força dos ventos) e no hidrogênio; segundo Capra, o hidrogênio está em
todos os lugares e existe tecnologia para implantar células de energia
em todas as pequenas cidades brasileiras, tornando-as independentes em
termos energéticos, mas infelizmente não existem investimentos nesse
sentido.
Agricultura – mudança do modelo químico, baseado na monocultura, no uso
de venenos e transgênicos para a agricultura orgânica.
Replanejamento Industrial – o ecologista irá enviar ampla documentação
sobre o tema, que é vasto e fragmentado, para que o governo brasileiro
possa conhecer e optar por projetos que melhor se enquadrem às
realidades locais.
Formular políticas para um Brasil sustentável, de acordo com Capra
(2002), significa introduzir uma nova dimensão ética na política. A
ética ecológica é um padrão de comportamento que flui através da
percepção de que todos pertencemos à comunidade global da biosfera. E
nós devemos nos comportar como os outros seres vivos – as plantas, os
animais e os microorganismos que formam esta vasta rede da vida, sem
interferir com a capacidade surpreendente desta rede de sustentar a
vida.
Educação para a Vida Sustentável envolve uma pedagogia que coloca a
compreensão da vida com seu ponto central. O educando experimenta um
aprendizado no mundo real que supera nossa alienação da natureza, o que
reacende um sentido de pertinência e desenvolve um currículo que ensina
às nossas crianças os princípios básicos da ecologia, tais como:
-aquilo que uma espécie desperdiça é a comida da outra espécie e a
matéria circula continuamente pela da teia da vida;
-a energia que guia os ciclos ecológicos emana do sol;
-a diversidade assegura a resiliência;
-que a vida, desde o seu início, há mais de três bilhões de anos, não
tomou o planeta por combate, mas por atuar em rede.
Essa pedagogia sugere o planejamento de um currículo integrado,
enfatizando o conhecimento contextual, no qual os vários assuntos são
entendidos como recursos a serviço de um foco central. Uma maneira ideal
de alcançar a integração é aproximar-se da chamada ‘aprendizagem por
projetos”, que consiste em facilitar as experiências de aprendizagem ao
envolver alunos em projetos complexos e contemporâneos, através dos
quais eles desenvolvam e apliquem habilidades e conhecimentos.
O novo capitalismo global, segundo o mesmo autor, pôs em risco e
realmente destruiu comunidades locais no mundo inteiro e com a prática
de uma biotecnologia erroneamente concebida, violou a santidade da vida,
na medida em que tentou reduzir a diversidade à monocultura, transformar
a ecologia numa simples engenharia e fazer da própria vida uma
mercadoria.
O grande desafio do século 21 é então, o de mudar o sistema de valores
que está por trás da economia global, de modo a torná-lo compatível com
as exigências da dignidade humana e da sustentabilidade ecológica.
3 – A nova missão do ensino superior: educar para o desenvolvimento
sustentável
O rápido crescimento demográfico, o esbanjamento dos recursos naturais e
a degradação do meio ambiente, a pobreza persistente de grande parte da
humanidade, a opressão, a injustiça e a violência de que padecem ainda
milhões de pessoas, exigem ações corretivas de grande envergadura.
Segundo Morin (2000), os saberes necessários à educação do futuro não
têm nenhum programa educativo, escolar ou universitário. Para ele, não
estão concentrados no ensino fundamental, no médio, nem no ensino
universitário, mas abordam problemas específicos para cada um desses
níveis. Eles dizem respeito aos buracos negros da educação,
completamente ignorados, subestimados ou fragmentados nos programas
educativos. Programas esses que, na opinião do autor, devem ser
colocados no centro das preocupações sobre a formação dos jovens,
futuros cidadãos.
Um dos saberes necessários à educação, para Morin (2000), é a condição
planetária, sobretudo na era da globalização. Esse fenômeno que estamos
vivendo hoje, em que tudo está conectado, é um outro aspecto que o
ensino ainda não tocou, assim como o planeta e seus problemas, a
aceleração histórica, a quantidade de informação que não conseguimos
processar e organizar. Existe neste momento um destino comum a todos os
seres humanos.
Compreender a noção de desenvolvimento sustentável na prática educativa
é uma noção que continua a ter um sentido muito vago. O mundo
desenvolvido não mostra grande entusiasmo perante tal obrigação. Ao
contrário, os países em desenvolvimento reconhecem a seriedade da
questão, dizendo – e o argumento tem perfeita justificação – que vivem
há muitos anos consumindo apenas o estritamente necessário e que têm,
pois, o direito de dispor no futuro de uma fatia maior dos recursos.
Para ter acesso a uma melhor qualidade de vida, devemos melhorar os
nossos conhecimentos. Maturana (1998) diz que o verdadeiro conhecimento
não leva ao controle ou à tentativa de controle, mas leva ao
entendimento, à compreensão, a uma harmônica e ajustada aos outros e ao
meio. Para ele, conhecer é viver, viver é conhecer. Diz ainda que todo
conhecer é uma ação efetiva que permite a um ser vivo continuar sua
existência no mundo que ele mesmo traz à tona ao conhecê-lo.
É preciso progredir no campo da ciência e da tecnologia, das ciências
sociais e humanas. Para garantir a qualidade a nível humano, é preciso
melhorar também o sistema de valores. A sabedoria consiste, exatamente,
na íntima aliança entre conhecimentos e valores.
Segundo Mayor (1998), a educação é a chave do desenvolvimento
sustentável, auto-suficiente – uma educação fornecida a todos os membros
da sociedade segundo modalidades novas e com a ajuda de tecnologias
novas, de tal maneira que cada um se beneficie de chances reais de se
instruir ao longo da vida.
Devemos estar preparados, em todos os países, para remodelar o ensino,
de forma a promover atitudes e comportamentos que sejam portadores de
uma cultura da sustentabilidade.
É aí que entram em jogo as universidades, assim como todos os
estabelecimentos de ensino superior, que assumem uma responsabilidade
essencial na preparação das novas gerações para um futuro viável. Pela
reflexão e por seus trabalhos de pesquisa básica, esses estabelecimentos
devem não somente advertir, ou mesmo dar o alarme, mas também conceber
soluções racionais. Devem tomar a iniciativa e indicar possíveis
alternativas, elaborando esquemas coerentes para o futuro.
Devem, enfim, fazer com que se tome consciência maior dos problemas e
das soluções através de seus programas educativos e dar, eles mesmos, o
exemplo.
Os trabalhos desenvolvidos dentro das instituições de ensino de nível
superior têm um efeito multiplicador, pois cada estudante, convencido
das boas idéias da sustentabilidade, influencie o conjunto, a sociedade,
nas mais variadas áreas de atuação.
Todos os estabelecimentos de ensino superior estão bastante conscientes
do papel que devem cumprir na preparação das novas gerações para um
futuro viável. As universidades envolvidas partilham a convicção de que
o progresso econômico e a proteção ambiental estão indissoluvelmente
ligados. Um não tem futuro sem o outro como demonstra a figura 1
Figura 1 Interpretação do Desenvolvimento Sustentável

Adaptado de González & Abadía
A educação está sendo, nos dias de hoje, repensada como uma preparação
para a vida: trata-se de garantir a segurança do emprego e a aptidão
para o trabalho, de permitir a cada um satisfazer às demandas de uma
sociedade em rápida evolução, assim como as mudanças tecnológicas que
condicionam hoje, direta ou indiretamente, cada aspecto da existência e,
finalmente, de conseguir responder à busca da felicidade, do bem-estar e
da qualidade de vida.
Para Kornhauser (2001), a educação é o cimento da construção do
desenvolvimento humano sustentável. É preciso elaborar estratégias e
programas de educação relacionados com o ambiente, que abranjam tanto o
ensino escolar como a educação informal, que adotem a perspectiva da
educação permanente a ser desenvolvida pelos poderes públicos, o setor
produtivo, o comércio e as comunidades locais.
4 – A contabilidade: uma alavanca na construção do desenvolvimento
sustentável
Nos últimos 10 anos foram feitos progressos verdadeiramente
surpreendentes na área de gerenciamento e relatório ambiental e, mais
recentemente, o mesmo ocorreu quanto à conscientização sobre a
responsabilidade social e a crescente compreensão dos desafios da
sustentabilidade. Grande parte deste progresso, conforme Gray (2003),
deve-se a iniciativas do setor corporativo e ao considerável apoio dado
pela comunidade profissional da contabilidade.
É realmente impressionante a lista de conquistas ultimamente. E mais
impressionante ainda é saber que a maior parte do progresso foi possível
através de iniciativas voluntárias, inovação e liderança dos setores
corporativo e contábil.
A Contabilidade está se movendo rapidamente na direção do bem-estar
social. Sua função não pode se restringir a fornecer informações para a
melhor alocação dos recursos econômicos, visando unicamente à
maximização da riqueza empresarial.
Quanto à conservação do meio ambiente, a contabilidade deverá estar mais
envolvida. As empresas estão compelidas a manter a sociedade informada
acerca de sua relação com o meio ambiente e das providências que adotam
objetivando preservá-lo. Trata-se, portanto, de uma postura baseada na
consciência de que não se pode admitir progresso econômico ao preço da
degradação ambiental.
Na informação sobre o meio ambiente se deve-se incluir a contabilidade,
porque, na atualidade, o meio ambiente é um fator de risco e de
competitividade de primeira ordem. A não inclusão dos custos e
obrigações ambientais distorcerá tanto a situação patrimonial como a
situação financeira e os resultados da empresa.
O necessário objetivo de conservação do meio ambiente obriga a
contabilidade a assumir alguns controles em torno dos seguintes
aspectos:
- Fornecimentos: de recursos mínimos e uso extensivo de materiais
reciclados ou renováveis.
- Processos produtivos e investimentos em imobilizado: mínimo consumo de
água e energia, mínima emissão atmosférica e mínima quantidade de
resíduos.
- Características do produto: mínimos vasilhames e embalagens,
reciclagem e reutilização dos mesmos.
Portanto, a Contabilidade, entendida como meio de fornecer informações,
deveria buscar responder a este novo desafio, atendendo aos usuários
interessados na atuação das empresas sobre o meio ambiente, subsidiando
o processo de tomada de decisão, além das obrigações com a sociedade no
que tange à responsabilidade social e à questão ambiental.
Verifica-se, portanto, que por meio da identificação, mensuração e
divulgação das referidas informações, a Contabilidade pode contribuir
muito com a sociedade e com o governo, buscando soluções para os
problemas sociais, pois sendo meio de fornecer informações, deve buscar
responder a este novo desafio, satisfazendo os usuários interessados na
atuação das empresas sobre o meio ambiente, devendo, ainda, contribuir
para o sistema de gestão ambiental
4.1 – Desenvolvimento sustentável e contabilidade – princípios da Global
Reporting Initiative (GRI)
A Iniciativa de Relatório Global (GRI) é um acordo internacional, criado
com uma visão de longo prazo, multi-stakeholder, cuja missão é elaborar
e difundir as Diretrizes para elaboração de relatórios de
Sustentabilidade aplicáveis globalmente e voluntariamente, pelas
Organizações que desejam dar informação sobre os aspectos econômicos,
ambientais e sociais das suas atividades, produtos e serviços.
As Diretrizes para a elaboração dos Relatórios de Sustentabilidade
abordam os três elementos interrelacionados da Sustentabilidade tal como
se aplicam a uma organização.
Econômicos – inclui, por exemplo, os gastos e benefícios, produtividade
do trabalho, criação de emprego, despesas em serviços externos, despesas
em investigação e desenvolvimento, e investimentos em educação e outras
formas de capital humano.
Ambientais – inclui, por exemplo, impactos dos processos, produtos e
serviços no ar, água, solo, biodiversidade e saúde humana.
Sociais – inclui, por exemplo a saúde e segurança ocupacionais,
estabilidade do empregado, direitos trabalhistas, direitos humanos,
salários e condições de trabalho nas operações externas. A figura 2
detalha a avaliação da sustentabilidade dos aspectos econômicos,
ambientais e sociais.
Figura 2 – Avaliação da Sustentabilidade

fonte: http://gasa.dcea.fct.unl.pt
Estas Diretrizes fornecem um enquadramento para apresentar os relatórios
de sustentabilidade, promovendo as possibilidades de comparação entre
diferentes organizações ao mesmo tempo que reconhece a utilidade de
compilar e apresentar a informação. As Diretrizes compreendem 4 partes:
® introdução e orientação geral – informação básica para compreender a
necessidade e a natureza da GRI, assim como linhas gerais sobre a
concepção e aplicabilidade das Diretrizes;
® princípios e métodos para a elaboração de Relatórios de
Sustentabilidade – aspectos fundamentais, conceitos e práticas que
promovem o rigor, a comparabilidade, e a fiabilidade na elaboração dos
relatórios;
® conteúdo do Relatório da Sustentabilidade – enquadramento para
estruturar um relatório GRI, conteúdo específico e conselhos para
completar as várias partes do relatório;
® anexos – orientação adicional e recursos para utilizar as Diretrizes.
A GRI visa ajudar as organizações a elaborar os relatórios de modo a
que:
® apresentem uma visão clara do impacto ecológico e humano da empresa,
para apoiar a tomada de decisões fundamentadas quanto a investimentos,
compras e possíveis alianças;
® proporcionem, às partes interessadas (stakeholders), informação
credível que seja relevante para as suas necessidades e interesses e que
convide a um maior diálogo e informação com as partes interessadas;
® proporcionem uma ferramenta de gestão para apoiar a organização na
avaliação e melhoria contínua do seu desempenho e progresso;
® respeitem critérios externos já estabelecidos e comumente aceitos para
elaboração de relatórios e os apliquem consistentemente nos sucessivos
períodos informativos para garantir transparência e credibilidade;
® se apresentem num formato que seja facilmente compreensível e que
facilite a comparação com Relatórios de Sustentabilidade de outras
organizações;
® complementem, e não substituam, outras formas de comunicação,
incluindo financeira;
® ilustrem a relação entre os três elementos da Sustentabilidade –
econômico, ambiental e social. A GRI é uma ferramenta valiosa no
processo de tomada de decisões a três níveis:
® a nível operacional, as Diretrizes proporcionam uma estrutura lógica
para aplicar o conceito de sustentabilidade ao funcionamento, serviços e
produtos das organizações. Também dá orientação quanto à criação de
sistemas de recolha de dados e informação para estimular e controlar os
progressos em relação a objetivos econômicos, ambientais e sociais;
® a nível do Conselho de Administração, as Diretrizes são um veículo
interno para avaliar a consistência entre as políticas e o desempenho
atual em termos econômico, ambiental e social da organização. Conseguir
uma maior uniformidade na elaboração dos relatórios mediante a
utilização das Diretrizes ajudará as organizações a compararem-se com
outras e a serem reconhecidas para melhoria contínua do seu desempenho;
® de um ponto de vista de comunicação empresarial, as Diretrizes
constituem um marco para promover efetivamente um diálogo e um
intercâmbio de informação com as partes interessadas internas e
externas, relacionados com os benefícios e desafios das empresas para
atingir os seus objetivos.
A medida que a maioria das empresas decidam adotar as Diretrizes, as
oportunidades de comparar o desempenho dentro e através de setores e
países reforçarão a capacidade das partes interessantes para impulsionar
contínuos progressos nas práticas empresarias compatíveis com a
Sustentabilidade.
A GRI inclui hipóteses e características qualitativas da informação
sobre sustentabilidade análogas as das contábeis. Deste modo, os
princípios de informação da GRI se estruturam em cinco partes: hipóteses
subjacentes, características qualitativas, classificação de elementos,
indicadores e políticas de informação. Os princípios subjacentes e as
características qualitativas da informação sobre a sustentabilidade da
organização aparecem no quadro 1.
Quadro 1 – Princípios subjacentes e características qualitativas da
informação sobre sustentabilidade
PRINCÍPIOS
OU HIPÓTESES SUBJACENTES
|
Entidade |
Deve
ampliar seus limites contábeis para compilar o efeito completo de
seus produtos ou serviços. |
|
Alcance |
Compilar
os aspectos econômicos, sociais e ambientais, assim como integrá-los. |
|
Período
informativo |
A
informação deve proporcionar-se no período em que se produza o
efeito. |
|
Empresa
em funcionamento |
A
continuidade da empresa é função de aspectos econômicos, sociais
e ambientais. |
|
Conservadorismo |
A
informação não deve proporcionar uma imagem otimista acerca da
sustentabilidade da empresa. |
|
Materialidade |
Proporcionar
informação sobre ações relevantes para a empresa e seus stakeholders.
|
|
Relevância |
Resposta
aos interesses e necessidades dos partícipes. |
|
Fiabilidade |
Descrição
válida das ações: objetiva e lógica
Neutralidade:
aspectos positivos e negativos
Integridade:
efeitos diretos e indiretos
Prudência:
sobre aspectos positivos e negativos |
|
Clareza |
Dirigido
a stakeholders com conhecimentos básicos nos três aspectos. |
|
Comparabilidade |
A
informação deve ser comparável ao longo de vários períodos e
entre diferentes organizações. |
|
Oportunidade |
Arbitrar
meios para comunicar as ações em função de seu impacto (acidentes
ecológicos). |
|
Verificabilidade |
A
informação deve ser suscetível de verificação. |
Fonte: González & Abadía (2002)
Quanto ao princípio de alcance, o informe deve expressar de forma clara
que temas têm cobertura entre os que propõem a GRI: ambiental, econômico
e social.
O princípio da importância relativa requer interação com o consenso dos
stakeholders ou partícipes da empresa. A relevância da informação também
se determina tendo em conta os interesses e as necessidades dos
diferentes partícipes.
A fiabilidade da informação requer que esta seja exata, completa e
neutra. A informação é completa na medida que o informe não omite nenhum
aspecto dentre os propostos para cada dimensão da sustentabilidade,
especialmente aqueles que mostram uma imagem menos favorecedora para a
empresa.
O conteúdo dos informes de sustentabilidade se estrutura de acordo com
uma hierarquia que começa com a definição de categorias, ou áreas
extensas, sobre questões econômicas, sociais ou ambientais de interesses
para os partícipes.
A figura 3 apresenta um esboço da maneira em que a GRI estrutura a informação e apresenta seu informe de sustentabilidade. No aspecto social, se distingue neste documento as categorias “condições de trabalho”, “direitos humanos”, “fornecedores” e “produtos e serviços”.
Os aspectos estão relacionados com as categorias, podendo uma
categoria incluir vários aspectos. Dentro dos direitos humanos, a GRI
distingue entre os seguintes aspectos: geral, direitos dos povos
indígenas e segurança. Estes indicadores permitirão proporcionar
informação, normalmente quantitativa, sobre os diferentes aspectos,
podendo desenvolver, nestes, diferentes indicadores.
As Directrizes GRI contêm recomendações para a avaliação da
sustentabilidade, contemplando indicadores de desempenho agrupados em
três secções, abrangendo as dimensões econômica, ambiental e social. A
GRI estabeleceu uma hierarquia de elementos de informação para cada uma
das dimensões da sustentabilidade, observando três níveis:
√ Categorias – áreas ou agrupamentos das questões econômicas, ambientais
ou sociais que afetam as partes interessadas.
√ Aspectos – elementos relacionados com uma categoria específica. Uma
dada categoria pode conter vários aspectos.
√ Indicadores – valores específicos de um aspecto concreto que possam
ser utilizados para acompanhar e demonstrar o desempenho. A GRI admite
que os indicadores possam ser quantitativos ou qualitativos.
No quadro 2 sintetizam-se as categorias e aspectos contemplados pela GRI.
As
Diretrizes contêm ainda uma descrição pormenorizada dos indicadores que
devem ser utilizados para caracterizar os diferentes aspectos.
Quadro 2 – Categorías e aspectos contemplados nas Diretrizes GRI (GRI,
2002)

Fonte: http://www.globalreporting.org
Os indicadores para a elaboração dos relatórios abordam os três
elementos inter-relacionados da sustentabilidade, tal como se aplicam a
uma organização, como segue no quadro 3
Quadro 3 – Elementos e indicadores
|
Econômico |
Inclui,
por exemplo, os gastos e benefícios, produtividade no trabalho,
criação de emprego, despesas em serviços externos, despesas em
investigação e desenvolvimento, investimentos em educação e
outras formas de capital humano. O aspecto econômico inclui, embora
não se limite só a ele, a informação financeira e respectivas
declarações. |
|
Ambiental |
Inclui,
por exemplo, impacto dos processos, produtos, serviços no ar, água,
solo, biodiversidade e saúde humana. |
|
Social |
Inclui,
por exemplo, o tratamento que se dá aos grupos minoritários e às
mulheres, o trabalho feito em favor dos menores, a saúde e segurança
ocupacionais, estabilidade do empregado, direito trabalhista,
direitos humanos, salários e condições de trabalho nas relações
externas. |
Fonte:http://www.globalreporting.org
O GRI é um marco para a comunicação (externa) de informação para as
empresas, no que diz respeito a:
√ suas atuações para melhorar a sustentabilidade;
√ os resultados destas atuações.
5 – Os desafios do profissional contábil no terceiro milênio – século do
conhecimento, sabedoria e da responsabilidade social
O mercado está, a cada dia, mais competitivo. Para atender essa nova
demanda do mercado consumidor da Contabilidade, nesta era da informação,
do conhecimento, das novas tecnologias, ao profissional contábil também
impera o compromisso social, nos meios de comunicação, de veicular
informação, traduzi-la, explicando-a sociedade, muitas vezes, leiga.
Com o tempo, o leque de usuários dessas informações cresceu de tal forma
que se já tornou difícil delimitar os próprios objetivos da
Contabilidade. Para Filho (2000), atualmente, na chamada Sociedade do
Conhecimento, em que as organizações são consideradas sob uma dimensão
sistêmica e a informação constitui a matéria-prima principal do sucesso,
importantes questionamentos são levantados sobre o futuro da
Contabilidade. De que forma ela poderá continuar contribuindo para o
desenvolvimento social? Que tipo de eventos estará registrando o futuro?
Quais seriam os seus objetivos numa sociedade moderna? Como deverá se
comunicar com os usuários e quem serão eles.
Outro aspecto relevante a abordar das novas tendências da contabilidade
é o impacto da Tecnologia da Informação que pode contribuir de forma
ampla com a utilidade das informações contábeis. Esse progresso das
mudanças foi tão rápido que, como profissionais, corremos o risco de
ficar para trás.
Franco (1999), diz que Tecnologia da Informação é mais do que
computadores. Ela exige que os contadores estejam cientes das muitas
formas como a informação está sendo compilada, analisada e transmitida.
Para Sá (2001), as exigências sociais e ambientais, aquelas do mercado,
a luta imperialista, a velocidade extrema das comunicações, o progresso
espantoso no processo da informação, as aplicações científicas cada vez
mais ousadas em quase todos os ramos do saber humano, foram os fatores
que inspiraram as modificações conceituais, também em Contabilidade.
Hoje, a Contabilidade mede somente os elementos que possuem preço.
Conforme Gray (2003), a maioria desses elementos ambientais não carrega
rótulo de preço e pode, portanto, ser ignorado. O mesmo autor diz que a
primeira tarefa da contabilidade é compreender melhor este processo e os
processos sociais relacionados. A segunda é buscar formas através das
quais a Contabilidade possa ser ajustada dentro da atual ortodoxia,
visando encorajar maior interação social e ambiental benigna.
Empresas que promovam agressões contra o meio ambiente ou atentem contra
os direitos humanos certamente sofrerão grandes dificuldades para
competir em mercados globalizados ou então serão definitivamente
banidas. Tudo isso expressa uma tendência de que a informação contábil
assumirá maior significado do ponto de vista social e que ela será
exigida a revelar eventos passíveis de alterar comportamentos em níveis
mais amplos, podendo realmente influenciar o destino das empresas. Neste
caso é provável que as demonstrações contábeis convencionais não
satisfaçam esses objetivos sendo necessários instrumentos mais adequados
utilizados para aperfeiçoar o processo de comunicação entre o mundo das
empresas e a sociedade onde elas atuam. Para Filho (2000), uma das
alternativas seria o Balanço Social, cuja finalidade é divulgar um
conjunto de informações sobre o desempenho sócio-econômico da empresa e
também a respeito de seu relacionamento com a sociedade.
A Contabilidade, importante ramo do conhecimento humano, ainda não tem
dado o destaque necessário e cabível ao tema meio ambiente, como já
ocorre em outras áreas. Porém, cabe destacar, que apesar de pequeno, em
relação aos demais assuntos tratados na área Contábil, há autores e
pesquisadores que vêm examinando as repercussões de impactos ambientais
nas organizações e de que forma elas estão geridas e controladas.
Os recursos produtivos que antes se concentravam fortemente em ativos
tangíveis, como matérias-primas, máquinas e equipamentos, estão cedendo
lugar a fatores que realmente agregam valor e fazem a diferença na
qualidade dos produtos e serviços, como o conhecimento, as informações,
recursos humanos, tecnologias, etc., e isto são consideradas questões
complexas para contabilidade mensurar e reconhecer esses ativos
intangíveis.
Este problema Filho (2000) diz que tem acarretado desejo dos usuários
das informações contábeis, principalmente os investidos, que a
Contabilidade aprimore urgentemente os seus mecanismos de mensuração, a
fim de que os demonstrativos contábeis possam evidenciar com maior
abrangência o potencial econômico das entidades.
Para um cargo que exige tanta responsabilidade, Cabello & Martinello
(2002) dizem que é necessário um profissional altamente qualificado, com
boa formação acadêmica, grande conhecimento em economia, administração,
contabilidade e, também, bem informado sobre as atualidades.
Para Marion (2003), um profissional da área contábil é um agente de
mudanças, e como tal este profissional deve mostrar suas diversas
habilidades. O contador é o “anjo-da-guarda” de uma empresa, tornando-se
seu profundo conhecedor, podendo desta forma atuar em sua continuidade e
crescimento.
O contador segundo Nasi (1994) deve estar no centro e na liderança deste
processo, pois, do contrário, seu lugar vai ser ocupado por outro
profissional. O contador deve saber comunicar-se com as outras áreas da
empresa. Para tanto, não pode ficar com os conhecimentos restritos aos
temas contábeis e fiscais.
O contador deve ter formação cultural acima da média,
inteirando-se do que acontece ao seu redor, na sua comunidade, no seu
Estado, no seu País e no mundo. O contador deve ter um comportamento
ético-profissional inquestionável. O contador deve participar de eventos
destinados à sua permanente atualização profissional. O contador deve
estar consciente de sua responsabilidade social e profissional.
Assim, os contabilistas têm que atuar nesse novo ambiente, que exige
informações úteis completas e corretas e em curto espaço de tempo. Seu
papel também deve passar por transformações de modo a tornar-se
compatível com os novos tempos.
Deve ter competência para compreender ações, analisando criticamente as
organizações, antecipando e promovendo suas transformações, compreensão
da necessidade do contínuo aperfeiçoamento profissional.
Para Ramirez (2000), as competências e habilidades assumem as seguintes
características: “A educação e o desenvolvimento de competências são
processos que jamais podem ser considerados plenamente ou
definitivamente concluídos, e são o resultado do entrelaçamento das
habilidades, conhecimentos e atitudes”.
Figura 3 – A formação das competências

Fonte: Ramirez (2000)
As modificações que estão ocorrendo e que alcançam a cultura contábil,
de acordo com Sá (2003), são:
1. avanço prodigioso da informática;
2. internacionalização dos mercados e que imprimem modificações nos
procedimentos de concorrência através de preços e qualidade;
3. declínio considerável da ética e da moral;
4. facilidade extrema da comunicação;
5. relevância dos aspectos sociais;
6. abusiva concentração da riqueza;
7. aumento considerável dos índices de miséria;
8. progressiva dilatação das áreas de mercados comuns;
9. avanço considerável das tecnologias e da ciência;
10. necessidade de preservar o planeta em suas condições ecológicas;
11. grandes esforços de harmonização de princípios e normas.
Todos esses fatores ambientais em relação à vida do patrimônio das
células sociais, passaram a exigir comportamentos dos estudos contábeis
em outros níveis, forçando, especialmente, uma visão holística. O
contabilista de nossos dias não pode confinar-se mais, em matéria de
conhecimento, a simples técnicas de registros e demonstrações, como
agente passivo na execução de seus trabalhos.
6 - CONCLUSÃO
A exploração da biosfera pelo homem ameaça hoje a sua própria existência
e delicado equilíbrio. Ao longo das últimas décadas, as pressões sobre o
ambiente global tornaram-se auto-evidentes, fazendo erguer uma voz comum
pelo desenvolvimento sustentável. Essa estratégia requer um novo
enquadramento mental e novo conjuntos de valores.
A educação é essencial à promoção de tais valores e para aumentar as
capacidades das pessoas de enfrentar as questões ambientais e de
desenvolvimento. A educação a todos os níveis, especialmente a educação
universitária para a formação de gestores e professores, deve ser
orientada para o desenvolvimento sustentável e forjar atitudes, padrões
de capacidade e comportamento ambientalmente conscientes, tal como um
sentido de responsabilidade ética.
O mercado não mais aceita o descaso no tratamento dos recursos naturais.
Os consumidores estão interessados em produtos limpos.
A legislação torna-se mais rígida imputando sanções aos infratores,
obrigando as empresas a encarar com seriedade e responsabilidade a
variável ambiental em sua estratégia operacional.
Portanto, a Contabilidade não pode mais ignorar os problemas ambientais
e sociais, porque ela forma um elo de ligação entre as empresas e a
comunidade.
A contabilidade vai despertar o interesse para as questões
ambientais, ajudando a classe empresarial a implementar, em sua gestão
empresarial a variável ambiental, não apenas para constar na legislação,
mas por uma verdadeira conscientização ecológica.
O contador, como menciona Sá (2002), precisa comparecer nesse novo
cenário, com disposição e competências necessárias para cooperar com a
preservação do planeta, prosperidade das sociedades e valorização do
homem.
Deverá ser o agente capaz de disseminar a responsabilidade
social na sua organização e nas empresas a quem presta serviços. É ele o
detentor de informações ricas e privilegiadas, e capaz de influenciar
positivamente as organizações e contribuir para a tomada de decisões.
Maria Elisabeth Pereira Kraemer beth.kraemerarrobaterra.com.br
Contadora, CRC/SC nº 11.170, Professora e Integrante da Equipe de Ensino e Avaliação na Pró-Reitoria de Ensino da UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí. Mestre em Relações Econômicas Sociais e Internacionais pela Universidade do Minho-Portugal. Doutoranda em Ciências Empresariais pela Universidade do Museu Social da Argentina. Integrante da Corrente Científica Brasileira do Neopatrimonialismo e da ACIN – Associação Científica Internacional Neopatrimonialista.
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